O mundo antigo não volta com trombetas. Ele volta em detalhes. Giulia percebeu isso primeiro em algo pequeno demais para parecer ameaça: um símbolo pintado num muro do bairro industrial. Antigo. Conhecido. Quase esquecido. Uma marca que, anos atrás, significava domínio. Medo. Silêncio imposto. Agora estava ali outra vez. — Quem fez isso? — perguntou ela, olhando a foto no tablet. Lorenzo balançou a cabeça. — Não sabemos ainda. Mas não é brincadeira. Matteo olhou a imagem por mais tempo do que o necessário. — Eu conheço esse traço — disse, por fim. Noah percebeu. — Não é só tinta, é mensagem. — É memória — Matteo respondeu. — E memória é mais forte que ameaça. Silêncio. — Estão dizendo que o velho tempo ainda existe — Giulia murmurou. — E que pode voltar — Noah completou.

