O corpo já tinha sido retirado quando Noah voltou ao lugar. Mas o chão ainda lembrava. Não havia sangue visível. A limpeza tinha sido eficiente. Água, produto químico, pressa. A cidade sabia apagar vestígios quando precisava seguir funcionando. Mesmo assim, Noah sentia. Não era culpa imediata. Não era choque. Era reconhecimento. Ele sabia exatamente o momento em que puxara o gatilho. Sabia que não havia erro técnico, nem atraso. Sabia que o tiro fora limpo. Sabia… porque lembrava demais. Noah não dormiu naquela noite. Nem na seguinte. Quando fechava os olhos, não via a criança. Via o homem. O jeito como o corpo cedeu. O som seco. A queda sem drama. — Foi rápido — murmurou para si mesmo. E a constatação o perturbava mais do que qualquer remorso. Matteo observava à distânci

