O silêncio do hospital era diferente do da mansão. Não havia armas visíveis. Não havia ordens sussurradas. Não havia cheiro de pólvora. Havia cheiro de desinfetante. Havia luz branca. Havia um choro fraco vindo de trás de um vidro. Giulia estava sentada na cama quando o trouxeram novamente na incubadora portátil. O bebê parecia pequeno demais para existir naquele mundo. Pele avermelhada. Dedos minúsculos. Um peito que subia e descia rápido, como se o ar fosse um desafio. — Ele é real… — murmurou. Matteo ficou à direita da incubadora. Lorenzo à esquerda. Como sempre. — Ele é nosso — Matteo disse. — E é um problema político — Lorenzo completou. Giulia ergueu o olhar. — Ele é um filho. — E é um herdeiro — Lorenzo disse. — Mesmo que você não queira esse título. Ela fechou os o

