O teste veio três dias depois da negociação. Não em forma de ameaça direta. Não em forma de ataque visível. Veio como oportunidade. Giulia percebeu assim que leu a mensagem. Um convite simples, educado, quase elegante demais para ser casual. Um encontro para “alinhar interesses”, em um local neutro, com pessoas que jamais se aproximariam sem um motivo real. — Eles não desistiram — murmurou. Fechou o celular e ficou alguns minutos sentada à mesa, observando o caderno aberto. As palavras que escrevera após a negociação ainda estavam ali: Hoje eu fui ouvida. Ser ouvida não significava ser respeitada. Ainda. Ela sabia disso. Pegou o celular novamente e digitou apenas uma frase: Giulia: Não aceito encontros sem pauta. A resposta veio minutos depois. “A pauta é você.” Giulia solt

