O tempo não pediu permissão. Ele simplesmente passou. Noah não era mais um bebê frágil dentro de uma incubadora, nem o símbolo silencioso que uniu dois reis e uma rainha. Agora corria pelos corredores da mansão com passos firmes, cabelos escuros bagunçados e olhos atentos demais para uma criança da sua idade. Giulia observava da varanda. — Ele já não olha o mundo como criança… — murmurou. Matteo estava ao lado dela. — Ele olha como quem sabe que o mundo pode morder. — Isso é culpa nossa. — É herança — Matteo respondeu. Lorenzo vinha atrás, segurando um tablet. — Os homens o chamam de “príncipe” — avisou. — Mesmo sem ele ouvir. Giulia fechou os olhos. — Eu pedi para não fazerem isso. — Você pediu paz num lugar que só entende trono — Lorenzo respondeu. Noah apareceu na porta, c

