Giulia soube antes de confirmarem. Não porque alguém contou. Mas porque o silêncio de Noah mudou. Ele entrou no quarto naquela noite com passos controlados demais. Sem poeira nas roupas. Sem cheiro de pólvora. Mas com algo diferente no olhar. Algo que não estava lá antes. Não era raiva. Não era culpa. Era decisão concluída. — Foi ele — ela disse, antes que Noah falasse. Não perguntou quem. Sabia. Roberto. Noah ficou imóvel por um segundo. Depois assentiu. — Era necessário. A palavra atravessou o quarto como vidro. Necessário. Giulia sentou-se na cama devagar. O ar parecia mais pesado. — Ele estava negociando — Noah continuou. — Se ele cruzasse oficialmente, perdíamos metade da estrutura. Ela levantou os olhos. — E você decidiu. — Eu escolhi impedir. Silêncio. —

