Andrew narrando. Acordo com os berros dos meus irmãos e do meu pai arrumando confusão. Com dificuldade, abro os olhos e os vejo abrindo a porta com pressa e invadindo o quarto. Me lembro das últimas vezes que acordei e procuro a Laura no quarto. Ela ainda não voltou; sinto minha respiração ir embora e uma enfermeira entra com dificuldade. — Respira, Andrew, ela está bem — meu pai fala sério, e começo a me acalmar. A última vez que acordei, ela não estava aqui. Fiquei preocupado e comecei a ter uma crise. Alguém veio aqui e falou que ela estava com a polícia. Eu quase me arrastei da cama para ir buscar a Laura, mas me doparam de novo. A enfermeira me dá água e começa a falar sobre o repouso que tenho que fazer e os horários de remédios que vão me trazer. — Eu não fiquei manco, né? —

