Capítulo 11

1597 Words
Lucca bianchi Nos últimos dias, m*l tenho visto Madson pelos corredores da cobertura. Quando saio para resolver os negócios da organização, ela ainda está dormindo profundamente; quando finalmente retorno, exausto, o quarto dela já está escuro e silencioso. Honestamente, não sei se acho essa dinâmica boa ou r**m — por um lado, evita atritos desnecessários; por outro, cria um vácuo pesado entre nós. Hoje, contudo, o dia tem sido particularmente complicado e emocionalmente exaustivo. Faz exatamente oito meses desde que Helena se foi para sempre. Pensei seriamente em ir até o cemitério e deixar flores em seu túmulo, mas desisti de última hora, pois preciso — e quero desesperadamente — virar essa página da minha vida de uma vez por todas. O problema é que, toda vez que olho para Madson, acabo enxergando nela alguns traços sutis de Helena: aquela mesma energia extrovertida, o brilho no olhar e, acima de tudo, o fato de ser uma mulher resolvida consigo mesma. Qualquer outra garota na posição dela teria investido contra mim, tentado chamar atenção ou pelo menos buscado alguma i********e forçada. Já Madson... Ela parece simplesmente não ligar para a minha presença. Essa indescritível indiferença me atrai de um jeito que me assusta. Não sei se é porque fere o meu ego ferido de homem ou porque há uma atração genuína crescendo aqui dentro. No fundo, tenho um medo terrível de que esse desejo seja apenas um reflexo distorcido do meu luto, uma tentativa de ver Helena em Madson — e, se for isso, ela não merece pagar pelos meus fantasmas. Chego à cobertura já se passando das onze da noite. Sinto a garganta seca, então decido passar na cozinha antes de recolher-me ao quarto. — Boa noite, senhor. Posso ajudá-lo com algo nesta hora? — pergunta Olga, erguendo os olhos de sua prancheta. — Não, Olga, obrigado. Só vim tomar uma água. A Madson já recolheu? Ela já está dormindo? Olga hesita por um instante, ajeitando os óculos. — A senhora ainda não retornou, senhor. Ela saiu bem cedo para a academia de balé e, até agora, não deu sinal de vida. O copo de vidro aperta com força na minha mão. Sem dizer uma palavra, saio da cozinha, pego o celular no bolso do paletó e disco diretamente para Viktor. — Sim, senhor Bianchi? — atende ele de imediato, com voz firme. — Onde ela está? Está tudo bem com ela? — Estou estacionado em frente a um pub tradicional no centro da cidade, senhor. Ela está lá dentro, tomando algumas bebidas e conversando com algumas colegas de trabalho. Está tudo sob controle e seguro. Quer que eu a traga para casa agora mesmo? — Não! — respondo, sentindo o maxilar trancar. — Pode aguardar. Esparei-a chegar. Desligo a chamada, vou até a sala de estar principal e me afundo no sofá de couro com uma garrafa de uísque escocês na mão, aguardando Madson aparecer. Uma raiva cega e inexplicável começa a queimar no meu peito, um incômodo que não consigo justificar racionalmente. O Confronto na Meia-Luz Mais de duas horas se passam arrastadas até que ouço o som leve da chave girando na fechadura. Madson passa pela porta cambaleando levemente; ela ainda veste a roupa colada da academia de balé e carrega a bolsa de lona e as sapatilhas penduradas na mão. Pela forma como caminha, m*l consegue se equilibrar em linha reta. — Pelo visto, a noite foi excelente, querida esposa — ironizo, minha voz cortando o silêncio da sala escura. Ela dá um pulo violento de susto, levando a mão espalmada direto ao peito, ofegante. — Mas que p***a, Lucca?! Quer me matar do coração? O que você está fazendo aí sentado nessa escuridão toda? Parecendo uma alma sebosa. Levanto-me do sofá lentamente, a garrafa tilintando. — Esperando você chegar, é claro. E veja bem o estado em que você se encontra. Aonde diabos você estava a esta hora, Madson? Ela revira os olhos, cruzando os braços com desdém. — E por que você se importa? Não te interessa onde eu estava ou com quem estive! Talvez você se importasse se fosse a Helena, mas como ela não faz mais parte do mundo dos vivos, agora você finge que não se importa com nada, nem mesmo com a sua própria “esposa de fachada”. Minha raiva, que já estava no limite, transborda. Sinto o sangue ferver nas veias e o corpo inteiro esquentar. — Toma muito cuidado com as palavras que você profere, Madson! Existem assuntos do meu passado que exigem respeito e limites. — Ah, Lucca, me poupe dos seus traumas e crises de posse hoje! — dispara ela, perdendo a paciência. — Não fui eu quem saiu caçando confusão por aí. Eu estava indo para o meu quarto em uma boa, e você é quem fica sentado como um maluco no escuro, exigindo satisfações da vida de uma pessoa que claramente não te pertence! Então, por favor: mire e me erre! — Tenho certeza absoluta de que os homens daquele bar não estavam te errando! — explodo, apontando para o corpo dela. — Essa p***a de roupa colada que não cobre absolutamente nada com certeza deixou pouquíssimo para a imaginação daquela corja! Madson solta uma risada cética e amarga. — Quem me dera, Lucca! Pelo menos lá eu recebo olhares de desejo sem correr o risco de ser morta ou tratada como um mero objeto descartável. Mas, se te serve de consolo para acalmar essa sua paranoia, ninguém ousaria mexer com a “esposa” do capo da máfia Bianchi; você é bem conhecido e temido por toda esta cidade. O destemido Lucca Bianchi. — Então quer dizer que você gosta de ser cobiçada por outros homens à minha revelia? — rosno, dando um passo agressivo em sua direção. — Eu sou uma mulher de carne e osso, Lucca! É claro que eu gosto de saber que sou desejável, mesmo que a única pessoa nesta droga de mundo que eu realmente queira não me deseje de verdade! — ela retruca, com os olhos brilhando de frustração. — Fazer o quê? Vai ver eu sou areia demais para o caminhãozinho do objeto dos meus próprios sonhos... Sem esperar resposta, ela vira as costas bruscamente e começa a subir as escadas correndo, pisando firme. Fico plantado na sala por alguns segundos, o peito arfando, até decidir que esta discussão de merda ainda não acabou. Subo os degraus a passos largos, sigo-a pelo corredor e empurro a porta do quarto dela de uma vez. Ela está praticamente jogada no chão de madeira, exausta, quase dormindo encostada na beirada da cama. — Madson, levanta daí agora. Você está toda suada e precisa tomar um banho decente antes de deitar — ordeno com autoridade. — Amanhã eu tomo banho, Lucca... Não consigo me mexer agora, só quero apagar e dormir... — resmunga ela, com a voz abafada pelo carpete. Perdendo a paciência com a teimosia dela, agacho-me, pego-a facilmente no colo estilo noiva e a carrego direto para o banheiro da suíte, abrindo o registro do chuveiro em água morna para espalhar vapor pelo box. A Rendição no Box Ela abre os olhos pesados, um sorriso travesso e sonolento surgindo em seus lábios. — Hum... vai me dar banho pessoalmente, senhor mafioso? Quer que eu levante os braços para você tirar a minha roupa? — provocou ela, sôfrega. Engulo em seco, sentindo a boca secar instantaneamente enquanto ela mesma começa a puxar o zíper da roupa de ginástica. Fico paralisado, observando cada movimento milimétrico de suas mãos, fazendo um esforço titânico para mandar meu p*u de volta para dentro da calça e manter o pouco de sanidade que me resta. Ela continua despir-se lentamente, e quando finalmente puxa a saia para baixo e a deixa cair no piso molhado, é o meu fim absoluto. A desgraçada está usando uma calcinha minúscula, de renda preta, que praticamente não cobre nada de suas curvas perfeitas. Meu p*u imediatamente vence a guerra fria que havia travado comigo durante toda a semana e fica tão duro que chega a doer na calça jeans justa. Para acabar de vez com o que restava do meu autocontrole, ela vira de costas para mim, empina levemente o quadril e começa a abaixar o tecido, deslizando a calcinha pelas pernas torneadas com uma lentidão torturante. — Lucca... — rosno o nome dela em um sussurro que soa como uma súplica desesperada. Ela gira o corpo rapidamente para a frente, e seus olhos batem de imediato no volume obsceno que estica o tecido da minha calça. Madson passa a ponta da língua pelos lábios secos, um brilho de pura perversidade e desejo nos olhos. Estou completamente hipnotizado, preso no seu feitiço. — Nossa, Lucca... Eu quase tinha me esquecido de como você é grande... — sussurra ela, soltando um riso abafado. Sem hesitar um segundo sequer, ela se abaixa agachada diante de mim, tateia o botão da minha calça e a abre com destreza. Puxa o jeans e a cueca para baixo de uma só vez, e meu m****o salta livre, latejando no ar. A visão do meu corpo exposto bem diante do rosto dela me joga em um estado de t***o tão absurdo que sinto o meu cérebro formigar. E quando eu ingenuamente penso que a situação não pode ficar mais intensa, ela abre os lábios macios e engole meu p*u quase todo de uma vez só, quente e úmido. — c*****o, MADSON! — urro, as mãos indo direto em seus cabelos num aperto possessivo. — VOCÊ QUER ME INFARTAR, SUA DESGRAÇADA?!
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