Ricardo nutria um ódio pelo seu pai, Henrique II, rei da Inglaterra. Viveu com sua mãe entre os normandos, falando sua língua e adquirindo seus costumes, inclusive o respeito ao povo, hoje francês. “Não tenho nada que me identifique com aquele miserável, tirano, que insultou minha mãe deixando-a voltar aos domínios dos francos, sem nem se importar com o futuro dela, e muito menos com o meu. Nunca averiguou o meu estado de saúde e características pessoais ou bélicas” - dizia a termo. Pai morto, Ricardo retornou à Inglaterra para ser coroado. E assim o foi. “Como posso amar uma nação corrompida e miserável, com um povo não menos que isso?” - aos baixos falava o novo rei. Não perdeu tempo e, logo após a cerimônia começou a reunir condições para ir às cruzadas: “Melhor partir

