Capítulo 14

1352 Words
Ele não imaginava. Tão bobo quanto ela, não tinha experiência. Achou que o incômodo era por causa da proteção e perguntou se ela queria parar. Ela balançou a cabeça, dizendo que não, e o beijou. Lentamente, ele continuou, aumentando a intensidade até alcançar o êxtase. Ela era meio tímida, ficou ofegante, com o rosto corado, e foi para o banheiro sem falar nada. Logo voltou de camiseta, deitou ao lado dele, abraçada, e o beijou. Ele estava de cueca e, carinhoso, perguntou se estava tudo bem, enchendo-a de beijinhos. Ela sorriu, disse que sim e acabou cochilando. Ele a sentiu gelada e foi se mexer para pegar a mantinha, mas ela despertou assustada. — Onde você vai? Ele disse que só ia cobri-la e ir ao banheiro. Logo voltou a se deitar. Começaram a ficar, e estava quase rolando de novo quando ele recuou. — Não tem mais camisinha. Ahhhhh, não faz isso! Ela estava em cima dele, nua, movendo-se de maneira provocativa e o sentindo e******o, roçando sua i********e. Acabou acontecendo. Foi difícil para começar, mas, após estarem juntos um dentro do outro, começou a rolar. Sem camisinha foi melhor. Ela controlou os movimentos, mínimos por causa do incômodo, que foi tomado por prazer. Como ela estava por cima, ele não saiu na hora certa e acabou terminando dentro. Foi muito intenso e bom para ambos. Ele tomou banho e chegou a olhar a hora, preocupado. Era mais de meia-noite. Quando ela saiu do banheiro, ele estava trocado. Ela o olhou, decepcionada e sentida. — Vai embora? Ele disse que precisava dormir, mas ela o interrompeu: — Tá bom, vai lá. Ele se aproximou, afetuoso. — Tenho uma prova importante amanhã cedo. Assim que sair, eu volto pra te ver. A gente pode sair, ir ao restaurante ou a outro lugar. Nicole, não me olha assim! Já passou das duas. Ela estava quase chorando. — Dorme aqui, não quero ficar sozinha. Ele acabou aceitando, ficou com dó, e os dois se deitaram. Rapidamente, ele dormiu. Perdeu a hora e acordou com o Rui ligando meia hora antes da prova. Todos estavam superpreocupados; absolutamente ninguém tinha notícias dele. Ele só teve tempo de se levantar muito rápido. Falou que ia ligar para ela quando saísse, beijou-a e a abraçou, dizendo que adorou a noite deles. Atravessou a cidade em alta velocidade, até correndo perigo. Quando chegou ao local, Rui estava lá com a Kaori e as coisas dele. Perguntaram o que tinha acontecido, e ele disse que perdeu a hora. O pai o confrontou, furioso: — Perdeu a hora onde? Dormiu fora de casa, tá cheirando a bebida! Você nunca nem faz isso, filho. Sabe a importância da prova? Estudou muito por meses. Vai nadar, nadar pra morrer na praia? Ele teve que entrar. Ficou superchateado, pois não gostava de brigar com a família nem de decepcioná-los. Ficou o dia todo fazendo a prova, sem comer nem dormir direito. Quando saiu, estava sem bateria. Foi direto para a casa da mãe, tomou banho e colocou o celular para carregar. Lidiane estava de saída e brigou com ele, querendo saber o que tinha acontecido. Ele se irritou, saiu e a deixou falando sozinha, coisa que nunca fez. Estava superpreocupado com o resultado da prova e foi direto atrás de Íris. Ela tinha enviado uma única mensagem à tarde: "Vou ter que ir embora. Não me procure mais. Você é muito legal, mas não quero continuar saindo ou conversando com você!" Ele foi até a casa, ligou mais de dez vezes e perguntou o que tinha acontecido. Ela começou a bloqueá-lo em tudo e mandou outra mensagem: "Se a minha mãe te achar, vai te denunciar. Sou menor de idade, tenho treze." "Ela sabe que dormi com alguém." "Para de me procurar, por favor." Ele ficou pior ainda. Foi para a casa do pai, pois ia contar o que estava acontecendo, mas, quando chegou, já começou a levar sermão. Tinha decepcionado muito a família. Ele ouviu tudo calado, pediu desculpas e foi para o quarto. Chegou a chorar. Pitica bateu à porta, pediu para entrar e o abraçou, tentando dar apoio e descobrir o que tinha acontecido. Ele não quis ficar lá, nem contou onde ou com quem estava. Foi para a casa da avó e se fechou no quarto. Não sabia se procurava ou não a "Nicole". Amanheceu acordado, preocupado. Ela dizia nas conversas ter dezenove anos, e não treze. Ele era maior de idade e sabia o que podia acontecer se a mãe dela o denunciasse. Guardando tudo para si, foi para o trabalho e para a faculdade. Não estava com cabeça para nada, sem conseguir comer ou dormir. A família percebeu que tinha algo errado acontecendo. Ele não estava conversando com ninguém, e não era assim. No fim de semana, ia ter o aniversário do João, com festa. Todos começaram a ir já no sábado. Bernardo foi por último. Durante o dia, foi à casa em que ficou com a "Nicole" duas vezes. Não aguentando mais guardar tudo, foi conversar com Pedro. Contou o que aconteceu, chorou muito, preocupado. Sabia que os pais ficariam muito bravos e decepcionados com ele. O pior era o medo de ser denunciado sem ter feito nada. Pedro ainda disse que sempre soube que aquela garota era problema e que, com certeza, o nome era falso. Quando estava anoitecendo, eles iam para a cidade do João. Passaram por uma praça perto do restaurante onde ficava o pessoal com quem a fake andava. Bernardo os conhecia do restaurante. Aproximou-se, cumprimentando-os, e perguntou se tinham visto a garota recentemente. Uma das meninas falou que Nix era o nome, ou apelido, dela. Um rapaz se aproximou, hostil: — Tá procurando a Nix? Por quê? Vacilão! Eu sei o que você fez pra menina. Ele foi para cima de Bernardo e o empurrou. Pedro, superestourado, entrou no meio, gritando, e perguntou do que ele estava falando. O rapaz disse que o "playboy" sabia o que tinha feito e que era para deixar a menina em paz. Bernardo falou que não fez nada e perguntou onde podia encontrá-la, porque estava muito preocupado. O rapaz insistiu, acusando-o de ter machucado a garota. Acabaram brigando fisicamente e trocaram socos. Pedro era o mais doido e bateu no cara só de raiva. Os dois foram embora com o rosto e as mãos machucados. Pedro estava furioso com a fake, mas prometeu não contar nada. A família já estava quase toda reunida. Maria se arrumou com Pitica e pediu ajuda com a maquiagem. Kaori estava brava com ela, e as duas estavam sem conversar havia dias. Maria estava um pouco diferente, com uma roupa mais delicada e maquiagem forte. Quando Gabriel a viu, falou que ela estava linda e ficou admirando-a. Bibi também ficou surpresa. Eles adoraram vê-la "animada". Kaique também ia ao aniversário. Eles estavam conversando todos os dias por mensagens. Quando Maria chegou, ele já estava lá, na calçada, conversando com Léo e João. As meninas abraçaram o aniversariante. Kaori, super-séria, m*l olhou para Léo e só falou oi. Maria estava cumprimentando Kaique com um selinho e um abraço apertado. Superincomodada, Kaori ficou olhando com desaprovação, deixando Maria constrangida a ponto de Kaique perceber. Gabriel estava chegando com Bibi. Maria falou que não queria ficar de casal perto da família. Supertranquilo, Kaique disse que tudo bem. Ele a elogiou muito, cumprimentou os "sogros" e já chamou Gabriel para jogar truco. Afetuoso, abraçou Maria, falando que queria tê-la como parceira. Gabriel brincou: — Tá perdendo o medo e o respeito, rapaz! Olha essa mão boba aí na minha filha! Meio envergonhada, Maria estava rindo. Belinha chegou, entrou e ficou olhando, reparando no que estava acontecendo. As duas só falaram oi de longe. Kaori foi ficar no canto, encarando Belinha, e falou irritada com Pitica: — Eu querendo defender a Maria, e a própria não se defende! Sou muito trouxa mesmo. Eu não sei por que contam as coisas logo pra mim, que não tenho trava na língua! Ela ficou intrigada. — O que a Maria te contou? Você sabe o que aconteceu aquele dia?
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