Gabriella O relógio digital no bidê ao lado da cama marcava 03:15 da manhã, e eu acabara de acordar de um daqueles sonhos em que você está caindo. Malditos, esses, com certeza, são os piores. Senti uma mão deslizar pela minha cintura em um movimento involuntário de quem ainda dorme e me virei na cama, parando de frente para o homem da minha vida. Otávio dormia tranquilamente e eu me deixei levar pela calma e serenidade de suas feições. Apoiei minha cabeça em uma das mãos e continuei olhando-o enquanto dormia. Seus cabelos emoldurando seu rosto espalhados pelo travesseiro, seu maxilar forte e impotente relaxado, os cílios longos descansando sobre as maçãs do rosto e os lábios rosados e carnudos entreabertos, deixando soar um ressonar baixinho. Me foquei nos detalhes, cada um deles, as co

