Eles retornaram ao escritório em silêncio, somente a presença de Emanuele e sua conversa animada os mantinham alerta. Laura ainda não olhava para ele e Jonas estava começando a achar que tinha cometido um erro ao ir tão longe.
A jovem era como um bom livro de cálculo avançado, que levava meses para ser interpretada e, embora estivesse morrendo de vontade de resolver todos os seus problemas, ainda precisava saber as fórmulas para conseguir entrar em suas páginas.
Como de costume, Manu entrou no departamento financeiro e desapareceu para conversar com os caras bonitos que trabalhavam lá, dando a eles um pouco de privacidade para poderem conversar.
— Senhorita Laura, eu queria… Jonas disse quando Laura se escondeu no banheiro que havia no local. — Sim, não se preocupe, vou esperar aqui fora, ele continuou quando a garota fechou a porta na cara dele e o não colaborou. — Sim, esperarei aqui, leve o tempo que quiser.
— É, vou ficar aqui esperando feito um i****a nojento. — Isso incomodou sua consciência e lhe deu uma boa dose de realidade.
Que diabos eu estava fazendo? Perseguindo uma garotinha m*l-humorada até o banheiro? Que nível ele havia alcançado?
Ele riu e percebeu estar cego pelo que a jovem lhe dava — cócegas — algo que muitos outros poderiam lhe dar. Ela saiu e voltou para sua mesa, concentrando-se em todo o trabalho que tinha pendente.
Não demorou muito para que Laura saísse do esconderijo, e mesmo assim ela não voltou seu olhar para o Sr. Jonas; a tensão entre o casal podia ser sentida à distância.
À tarde, eles conversaram ao telefone e ignoraram o que havia acontecido durante a refeição e debaixo da mesa, embora Laura estivesse louca para falar sobre isso.
Quando ela tentou encontrar uma desculpa para ligar para ele novamente, uma loira de quadris largos fez sua presença ser sentida e caminhou pelo escritório de Jonas com facilidade, como se o conhecesse de cabo a r**o.
— E você? — Perguntou a mulher jovial.
Ela olhou para Laura com as sobrancelhas levantadas. Ela ficou pequena diante de seus longos cílios e maçãs do rosto rosadas e cheias de vida.
Laura abriu a boca para responder, mas ainda se sentia muito insignificante diante do estranho, que continuava a observá-la com um sorrisinho zombeteiro.
— Diga ao Jonas que estou aqui, disse a loira, colocando o cabelo atrás das orelhas.
— Sinto muito. Qual o seu nome? — Laura perguntou, pronta para acordar e pegar o telefone.
— Ana Favel, respondeu à mulher exótica, delineando seu nome com tanta delicadeza que Laura sentiu inveja e seu apetite aguçou.
— Sim, sim, ela hesitou e fechou os olhos com força ao se lembrar do que ouvira mais cedo na linha, quando seu chefe confessou seu desejo de f********o. Por favor, sente-se. Vou ver se o Sr. Jonas pode recebê-la agora, ela pediu.
A mulher riu livremente.
— Não seja boba, menina. Jonas sempre tem tempo para mim, confessou ela, apoiando as mãos na mesa de Laura.
A menina, tonta e atordoada pela presença poderosa de Favel, pulou da cadeira e concordou com os pedidos da mulher.
Ele caminhou rapidamente até o escritório do seu chefe.
Ele bateu duas vezes por hábito e entrou sem esperar resposta. Embora Ana Favel a seguisse com os olhos, Laura a ignorou e fechou a porta atrás de você, determinada a chamar a atenção de Jonas, que continuava focado em seu trabalho, com o olhar fixo na tela do computador.
— Sr.. Jonas, você tem uma visita.
— Sim? — Ele perguntou sem olhar para ela.
— Sim, Srt.ᵃ Favel… ela murmurou, com a cabeça baixa, e ficou desconfortável quando o homem parou tudo o que estava fazendo para prestar atenção nela. Ela está lá fora e quer ver você. Continuou ela, e vendo as reações do homem, ele entendeu a verdade.
Laura Vilela: 0.
Ana Favel: 10.
Jonas se levantou da mesa e caminhou em direção à porta, determinado a deixar seu trabalho para ir à casa de Favel, mas Laura interveio para obter uma resposta para suas perguntas.
— Senhor, ela murmurou timidamente, forçando o homem a parar. Sobre o restaurante… ela continuou, e Jonas olhou para o rosto dela com curiosidade. Nunca fiz nada parecido antes. E — eu… Ela hesitou, envergonhada. Por favor, me desculpe.
Um silêncio constrangedor tomou conta do escritório de Jonas. Enquanto Laura estava prestes a se enterrar viva de vergonha, o homem respondeu e a acalmou, confundindo-a ainda mais.
— Por que você se desculpa, Srt.ᵃ Laura? — ele perguntou e a trancou entre seu corpo e a porta da frente, não lhe deixando escapatória. Fui eu quem a tocou, sou eu quem deveria pedir perdão.
— Sim? — Ela ofegou e olhou para o rosto dele.
Seu coração disparou no peito e ela flutuou no lugar, enfeitiçada pelo fascínio do homem.
— Sim, Srt.ᵃ Laura, mas não vou me desculpar porque não me arrependo do que fiz—ele confessou, e as coisas pioraram.
Laura corou e engasgou.
— S-senhor…
“Ela me disse que gosta de contato físico e mordidas, ele continuou, confrontando-a.”
Ele tinha certeza de que a jovem adorava arriscar, mas não sabia das queimaduras.
As mãos dele desceram para contornar a cintura dela, e ainda assim ele não a tocou com paixão, ele a roçou com a ponta da mão e os dedos; A jovem se contorcia contra a porta, assustada, confusa, mas também excitada, tudo em um jogo perigoso que ela gostava, gostava muito.
Jonas pegou as mãos dela e a encurralou com mais força contra a porta, agarrando seus pulsos para prendê-la sob seu corpo. Ele abriu as pernas para assumir o controle e investiu contra o pequeno corpo dela.
Ele enterrou o nariz no pescoço e nos cabelos curtos dela e procurou por aquele aroma rico que ele sabia que existia, mas que ainda não havia descoberto.
A garota não estava usando perfume, e tudo o que ele encontrou foi um suave aroma de sabonete que o fez grunhir quando se viu com o nariz enterrado em sua pele delicada.
— Gosto de contato físico e mordidas também, Srt.ᵃ Laura. — Ele contornou os lábios na pele dela. Você tem que me dizer se quer que eu pare, ele pediu quando conseguiu se controlar. Não era nem o momento, nem o lugar. E eu não gostaria de nada mais do que mordê-la e tê-la na minha cama esta noite, revelou ele sem pudor algum, agarrando a b***a dela com uma das mãos, testando descaradamente os limites da garota. Agora, vá ao banheiro, tire a calcinha e diga para o FaveL entrar, exigiu, e Laura tremeu em sua posição, achando serem exigências demais para somente uma semana de trabalho.
— Eu não uso calcinha, Sr. Jonas, confessou a garota, com o rosto vermelho e a virilha úmida.
Jonas sorriu e a fez parar, agarrando seu braço para puxá-la para perto de seu corpo e encará-la.
— O que você está dizendo, Laura? — ele perguntou quando acordou da febre.
— Não sei, Sr. Jonas, o mesmo que o senhor, ela revelou sem olhar para ele.
Ele respirava rápido e não hesitou em ficar na ponta dos pés para dar um beijo suave no canto dos lábios dela.
Jonas ficou parado, ciente de quão fundo eles haviam acabado de afundar, e determinado a se afogar com ela. Ele ousou dar o passo que estava segurando a semana toda.
— O que foi isso? — ele perguntou, irritado, ansioso e faminto. Um beijo?
— Acho que sim, respondeu Laura, dando de ombros para demonstrar seu nervosismo.
— Senhorita Laura, se você vai me beijar, beije-me com força, ele exigiu, esquecendo-se do lábio rachado e de quão frágil ele parecia.
Ele pegou o queixo e o pescoço dela com uma das mãos e se aproximou dela para se fundir com sua boca em um beijo apaixonado e violento que os deixou presos entre a umidade de suas bocas e línguas.
Laura abriu os lábios o máximo que pôde e permitiu que a língua dele entrasse em sua boca sem remorso. Ele coordenou como sempre e, enquanto sua boca a devorava com beijos, suas mãos a examinavam completamente, acariciando-a ao seu gosto.