CAPÍTULO 18

1507 Words
— Laura, espere! — ele gritou e, sem hesitar, começou a correr atrás dela. Ele atravessou a rua perseguindo-a; ela ficou entre os automóveis e recebeu alguns insultos dos motoristas. Ele a seguiu Laura por um beco que levava a um playground e acabou levando vantagem quando Laura se abaixou e passou por baixo da cerca de uma propriedade que parecia ser destinada a treinos de futebol. A menina mancou algumas vezes, mas isso não a impediu de parar. Ele correu o mais rápido que pôde e, embora nunca tenha desistido, estava competindo contra um atleta ágil. Jonas a alcançou a poucos metros de distância, agarrou seus ombros e abraçou sua barriga para forçá-la a parar, mas ele teve que soltá-la quando a jovem gemeu de dor e depois soluçou, derretendo-se em seus braços. — Estou aqui, ele sussurrou, aconchegando-se nas costas dela e apertando-a gentilmente. Ele não se importava com a terra espessa sob seus pés, ele a continha e a si. — Você não deveria estar aqui, ela respondeu com dificuldade e apoiou a cabeça no antebraço dele, ofegante de exaustão. Jonas mordeu a língua para não responder, e sua consciência agradeceu por não se expor como um doente obsessivo. Eles estavam no meio do nada, no centro de um campo de terra, sob o intenso sol da tarde, e ainda assim, embora Laura escondesse o rosto no cabelo, nas mãos e nos braços, Jonas sabia exatamente o que estava acontecendo. Alguns segundos foram suficientes para Laura se acalmar. Com esforço, ele se levantou do chão com os joelhos cheios de terra. A jovem deixou cair a bolsa no chão e ajeitou as roupas sem olhar para cima. Seus cabelos lisos caíam sobre os olhos e bochechas, e isso ajudava muito a esconder a verdade. — Laura, espere! — ele gritou e, sem hesitar, começou a correr atrás dela. Ele atravessou a rua perseguindo-a; ela ficou entre os automóveis e recebeu alguns insultos dos motoristas. Ele a seguiu Laura por um beco que levava a um playground e acabou levando vantagem quando Laura se abaixou e passou por baixo da cerca de uma propriedade que parecia ser destinada a treinos de futebol. A menina mancou algumas vezes, mas isso não a impediu de parar. Ele correu o mais rápido que pôde e, embora nunca tenha desistido, estava competindo contra um atleta ágil. Jonas a alcançou a poucos metros de distância, agarrou seus ombros e abraçou sua barriga para forçá-la a parar, mas ele teve que soltá-la quando a jovem gemeu de dor e depois soluçou, derretendo-se em seus braços. — Estou aqui, ele sussurrou, aconchegando-se nas costas dela e apertando-a gentilmente. Ele não se importava com a terra espessa sob seus pés, ele a continha e a si. — Você não deveria estar aqui, ela respondeu com dificuldade e apoiou a cabeça no antebraço dele, ofegante de exaustão. Jonas mordeu a língua para não responder, e sua consciência agradeceu por não se expor como um doente obsessivo. Eles estavam no meio do nada, no centro de um campo de terra, sob o intenso sol da tarde, e ainda assim, embora Laura escondesse o rosto no cabelo, nas mãos e nos braços, Jonas sabia exatamente o que estava acontecendo. Alguns segundos foram suficientes para Laura se acalmar. Com esforço, ele se levantou do chão com os joelhos cheios de terra. A jovem deixou cair a bolsa no chão e ajeitou as roupas sem olhar para cima. Seus cabelos lisos caíam sobre os olhos e bochechas, e isso ajudava muito a esconder a verdade. Ela estava pronta para agradecer a Joseph pela preocupação, dizer adeus e ir embora, mas quando ela se abaixou para pegar sua bolsa, o homem a pegou nos braços, impedindo-a de escapar rapidamente. Ela queria lutar, mas a verdade é que estava cansada demais para isso. "Por favor, Joseph, eu não dormi nada. Deixe-me ir para casa descansar um pouco", ela exigiu com a voz trêmula, mas o homem não respondeu e ela continuou: "Pode me demitir se quiser. Eu ficarei bem." "Mentiroso", ele refutou ousadamente e a garota olhou para ele horrorizada. "Merda", ela sussurrou ao encontrar o olhar dele, com os olhos arregalados, examinando os danos em seu rosto delicado. Ele tinha um grande jato de sangue no fundo do olho e uma série de arranhões decorando toda a bochecha e a maçã do rosto. O maxilar e parte do queixo foram cobertos com tecido cirúrgico e fita branca, assim como os ombros e o pescoço. A jovem se escondeu novamente e se virou nos braços de Jonas, que lhe deu as costas e mostrou o quanto estava assustada e covarde. — Seu pai está muito preocupado com você, Laura, ele sussurrou, aproximando-se um pouco mais, tomando cuidado para não machucá-la com a força dos braços. Mas ele não pode te ver assim, você iria machucá-lo, disse ele, e a garota soluçou de raiva. Eu posso cuidar de você por alguns dias, querida, deixe-me te ajudar, exigiu ele, com a garganta apertada, com medo de que a jovem dissesse não. Não vou te demitir, nem vou te criticar, só estou aqui para te ajudar, estou muito preocupado, confessou, aproveitando o fato de não estar olhando para o rosto dela. “Covarde. — Ele citou a sua consciência, a qual era encarregada de lembrá-lo dos seus defeitos.” “Diga na cara dele: seja corajoso, cara!” — Ele irritou-se novamente e Jonas rosnou de raiva. — Eu não sei… ela murmurou. — Laura! — Exclamou ele, forçando a jovem a se virar em seus braços para olhar seu rosto. Vou levar você para minha casa, quer você goste ou não. Você vai se lavar, comer e descansar. Ele se inclinou, arrastando-a relutantemente pelo meio do campo de terra, sob os olhos de algumas crianças curiosas que jogavam futebol e assistiam à cena com diversão, ignorando a verdade. Laura não refutou, somente gemeu de dor, enquanto Jonas a acompanhava até onde seu veículo estava estacionado. Manu sentou-se no banco de trás do veículo e, quando seus olhos encontraram Laura, que estava machucada, ela entendeu as referências anteriores do irmão. Ela manteve a boca fechada durante toda a viagem e respeitou o silêncio dos companheiros, enquanto observava o comportamento incomum de Jonas com um olhar curioso. No meio do caminho, Laura desabou, com a cabeça baixa, na janela ao lado dela, e Jonas parou no meio da estrada para fazê-la se sentir confortável no assento e cobrir suas pernas com sua jaqueta. Enquanto as estradas sinuosas serpenteavam pela área residencial onde ela morava, a mão dormente de Laura caiu sobre a caixa de câmbio, e Jonas cuidadosamente a levou até a boca, dando-lhe um beijo lento e gentil antes de colocá-la em seu colo. Manu engasgou. Complicado saber o que seu irmão estava passando. Por um lado, ela estava feliz por ele ter encontrado alguém para amar, mas, por outro lado, ela estava preocupada com a situação de Laura. — Você quer que eu te ajude com alguma coisa? — Manu murmurou timidamente e agarrou os poucos pertences de Laura quando viu que a jovem não havia acordado. — Ligue o aquecedor e me ajude a colocá-la na cama, por favor, ele pediu sem olhar para ela e hesitou por longos segundos tentando tirar Laura do automóvel para levá-la até uma cama confortável para a jovem poder descansar. — Obrigada, ela ronronou depois e olhou por cima do ombro para sua irmã. Manu assentiu. Era intimidador, até mesmo para um homem como ele, ser pego fazendo coisas que o envergonhavam. Ele hesitou novamente e olhou ao redor, desconfiando até mesmo de seus vizinhos, mas ousou ir mais longe. Ele tremeu quando estendeu a mão para tocá-la. Jonas evitou tocar na bochecha machucada dela e passou as pontas dos dedos pela testa e pelos cabelos dela. Ele arrumou alguns cachos dela e a admirou por longos segundos, sentindo pena de não poder ajudá-la. Jonas conteve um suspiro, um suspiro que se transformou em amargura, e engoliu toda a raiva que sentiu quando a tomou nos braços e a carregou com muito cuidado para o interior de sua propriedade. — Fechei as cortinas e arrumei os travesseiros. Manu interveio, seguindo o irmão pela casa. Jonas acomodou cuidadosamente o corpo de Laura no colchão e certificou-se de que os travesseiros a recebessem com delicadeza. — O que aconteceu com você, Jonas? — Manu perguntou secamente, olhando fixamente para Laura. — Como ela estava muito envergonhada, o namorado a agrediu, antecipou Jonas em questão, e se aproximou dos pés de Laura para tirar seus tênis e meias. Vamos deixá-la descansar. — Sim, respondeu à menina e cobriu o corpo com um lençol fino. ‍‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌ ‍‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌
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