CAPÍTULO 17

1417 Words
— Sim, mas não são da sua conta, Jonas respondeu seriamente. — Oh, Jonas, não seja tão egoísta! — ela soluçou, uma vítima como sempre, usando suas técnicas para conseguir um pouco de informação. Jonas suspirou e olhou ao redor, mas queria explicar o que o estava incomodando, mas teve que ficar quieto porque tinha colegas de trabalho por perto e não podia se expor a eles. — Entre no automóvel, ele pediu, e a jovem dançou de felicidade. Emanuele obedeceu à vontade do irmão e o acompanhou em uma viagem de automóvel de quase meia hora. A jovem permaneceu em silêncio durante a maioria da viagem, optando por animar o interior silencioso do automóvel com um pouco de música. Ela ficou preocupada quando seu irmão estacionou sob um carvalho grosso que fornecia sombra e, embora ela esperasse que o homem fizesse ou dissesse algo, eles permaneceram parados e em silêncio no veículo, em uma parte baixa da cidade. — E aí? — Manu ficou irritada depois de quase cinco minutos de espera e se virou no assento para olhar para ele. O que estamos fazendo aqui? — Laura mora aqui, ele confessou sem olhar para ela e desligou o aparelho de som. Ela já estava ficando tonto. — Laura? Laura… sua secretária? — Perguntou Manu, ​​flertadora, batendo palmas de felicidade quando o homem ao seu lado assentiu. E por que estamos aqui? — Ele não apareceu para trabalhar hoje e não atendeu minhas ligações, nem justificou sua ausência com o departamento de recursos humanos, ela suspirou. Enviei cinco e-mails e... — Cinco e-mails? — Manu zombou e o empurrou com o ombro. — Isso não é uma brincadeira, manu, ​​é sério, disse ele com raiva. — Quão sério? — manu flertou, percebendo que a preocupação do irmão era mais profunda do que um relacionamento entre funcionário e chefe. Jonas suspirou e tocou a testa e o cabelo com a ponta dos dedos. Embora quisesse responder às perguntas odiosas da irmã, ele não tinha as palavras certas para responder ao pouco que sabia sobre sua nova funcionária. — Venha comigo, vou tentar falar com ela e descobrir o que aconteceu, disse ele calmamente. — Eu não perderia isso por nada… Eles caminhavam lado a lado, em silêncio, pisando com medo nas ruas desconhecidas da residência onde Laura Vilela morava. Eles entraram por uma pequena cerca de madeira que circundava a frente da casa de dois andares. Eles se encararam enquanto estavam parados em frente à porta, nenhum deles capaz de bater ou apertar o botão da campainha ao lado. — Você é quem está interessado, manu insinuou, cruzando os braços, esperando a reação do irmão. Jonas hesitou, demonstrando o quanto se sentia frustrado, confuso e com medo de encarar Laura. Ele deu alguns passos para trás, pronto para ir embora. Manu antecipou a covardia dele e deu três fortes pancadas na madeira da porta e, com a mão livre, segurou o irmão pelo braço, obrigando-o a ficar parado. Não demorou muito para que um homem com aparência cansada abrisse a porta e os cumprimentasse com vitalidade. — Olá, Jonas hesitou, lembrando-se do pai de Laura, que ele conheceu na primeira vez que ousou visitá-la. — Olá, você de novo, disse o pai da jovem, entusiasmado, permitindo que a porta se abrisse para revelar o interior da propriedade. Laura não está… — Como? — Jonas insistiu, preocupado. — Eu saí cedo para o trabalho e ela deixou um bilhete, murmurou, olhando para a rua. Ela disse que estaria trabalhando ao meio-dia hoje, então deveria chegar logo, ele confessou, olhando ao redor, como se estivesse esperando por ela. — Será que realmente foi trabalhar? — perguntou Jonas, mais preocupado agora que não sabia o paradeiro da garota. Senhor Vilela, deixe-me apresentar-me, sou Jonas… — Tentou revelar a verdade, mas sua irmã o beliscou no braço, mas isso não o impediu de continuar — sua filha não chegou a... — Sr. Vilela! “Muito obrigada pela atenção”, interrompeu Manu, ​​batendo no braço do irmão para silenciá-lo. Voltaremos mais tarde para buscar Laura. — Claro, vou contar a ela o que aconteceu, respondeu o homem da propriedade, enquanto detalhava a maneira como a jovem arrastou o homem elegante. Com licença! — ele gritou e caminhou ao lado deles para persegui-los. De onde você conhece minha Laura? Manu e Jonas trocaram olhares preocupados e, embora Jonas sempre tenha sido um bom mentiroso, com a situação de Laura, ele se tornou um homem de poucas palavras, então sua irmã foi forçada a intervir. — Da universidade, ele respondeu, tentando se lembrar da carta de apresentação da garota, aquela que ele havia lido por curiosidade. Estudamos Relações Públicas juntos por um tempo… juntos! — ele corrigiu, apontando para Jonas e rindo para descontrair. Mas ela mudou de carreira e perdemos o contato, ela mentiu, e embora o pai de Laura concordasse, ele não acreditou na mentira da garota. — Claro, vou dizer a ela que vieram… — ele entrou na brincadeira. Da entrada de sua propriedade, ele os observou até que eles saíram em um luxuoso automóvel preto e ficaram lá pelas próximas duas horas, esperando por Laura, porque ele estava começando a sentir que algo não estava certo. Jonas dirigiu alguns quarteirões em silêncio, ignorando as perguntas da irmã, e estacionou em uma área próxima, tudo para pensar com mais clareza sobre o que o pai da menina havia revelado a eles. — Não faz sentido, murmurou Jonas, sentindo-se sobrecarregado pela situação, então tentou pedir ajuda à irmã. Laura não apareceu para trabalhar hoje e seu pai disse que ela apareceu… — Jonas, Laura é jovem, talvez ela tenha saído para uma festa ontem à noite e ficado na casa de outra pessoa… — Você não ouviu ele dizer que escreveu um bilhete para ela. Laura chegou em casa ontem à noite. Ela juntou as pistas e bateu no guidão do veículo algumas vezes. Manu riu e acrescentou: — Por que diabos você está tão preocupado? — Porque ela vai se casar com um bastardo que bate nela! — ele gritou com raiva e agarrou o guidão com raiva. Manu ficou paralisada com a confissão dele. — E qual é a parte que te incomoda? Que ela vai se casar ou que o namorado bate nela? — perguntou a jovem astuta, olhando-o atentamente para pressioná-lo. — Ambos, admitiu Jonas, e se desmontou no sofá do automóvel. Manu conteve uma explosão de felicidade e engoliu a excitação e o riso para dizer: — Isso é muito interessante. Alguns minutos se passaram e Jonas permaneceu em silêncio, pensando cuidadosamente sobre o que deveria fazer. Se a garota não atendesse o telefone ou respondesse aos e-mails dele, isso significava que ela não queria vê-lo nem ouvir falar dele, então ele ousou decidir um tanto louca. — Ok, vou à polícia. — Você está louco? — Perguntou sua irmã, animada. Jonas, o que houve? Você não pode fazer uma coisa dessas, Laura é somente sua funcionária e você a conhece há… duas semanas? Duas semanas! Além disso, ela nem está desaparecida há quarenta e oito, hora. Tentou justificar-se, mas Jonas negou, cego pelo que Laura provocou nele, uma faísca que não passou despercebida. Jonas, isso não está certo! — gritou ela furiosamente, mas nada o afetou. Jonas dirigia em silêncio, perdido em seus pensamentos, que sempre o lembravam da morte de sua mãe e de como, irracionalmente, sua mente a conectava com Laura e o abuso óbvio que ela sofria nas mãos de seu namorado abusivo. Ele dirigia a menos de trinta quilômetros por hora, sua mente não o deixava se concentrar na estrada e a língua da irmã começava a embalá-lo para dormir com todas as reclamações que a garotinha fazia, furiosa com o comportamento ousado da parente. — Laura! — Jonas gritou e freou bruscamente, causando um solavanco feio no veículo. — Laura vai nos matar! — Manu gritou, perdendo a cabeça quando seu irmão saiu cambaleando do automóvel e correu na direção oposta de onde eles estavam vindo. Ele observou seu caminho pelo espelho retrovisor e ficou animado quando seus olhos pousaram em Laura. A menina caminhou pela calçada naturalmente. Ela usava roupas largas e seu cabelo estava balançando pelos ventos da primavera. Não demorou muito para que ela o reconhecesse entre os outros transeuntes e, embora Jonas. esperasse uma reação de surpresa, a menina começou a correr, assustada, na direção oposta de onde Jonas vinha.
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