- bom dia tia Lúcia
- bom dia meu amor vem tomar seu café vem rsrs fiz pão de queijo
- hummm aposto como está delicioso
- ana depois você pode ir colher morangos pra mim por favor
- claro tia Lúcia
Minha rotina era essa acordava de manhã tomava meu café e depois ou ia colher morangos ou estudar piano.
Depois do meu café eu peguei a cestinha de palha e meu guia pois como sou cega preciso ter um guia.
O lado bom de morar em uma fazenda é respirar todos os dias o ar puro e caminhar sem ter perigo de nada.
Durante o caminho eu paro para conversar e cumprimentar alguns vizinhos da fazenda, como cresci aqui sou conhecida por todos.
Desço até uma plantação de morangos e eu sei só de sentir o cheirinho doce eu passo pela portinha de madeira que de tão velha já se ouvi um barulhinho rsrs dou alguns passos e me sento em um banco para colher.
Como mais do que colho mais ok depois de colher os morangos eu novamente faço o mesmo percurso até chegar na fazenda e depois de entregar a cestinha a tia Lúcia volto ao meu quarto para estudar piano.
Tomo um banho e desço com muito cuidado as escadas até ouvir uma voz de homem e era estranho pois nunca tinha ouvido essa voz aqui na fazenda
- tia Lúcia de quem é essa voz?
- Valentim Gustamanty
- quem é Valentim?
- um filho de um amigo do senhor Vila lobos
- hum
- vem vamos jantar rsrs
Fiquei curiosa ao ouvir essa voz e como eu queria ver, só pra saber se o dono dessa voz é tão lindo como a voz
- tia Lúcia vou deitar
- já menina?
- sim posso levar o meu chá?
- só tome cuidado para não deixar cair
- tá te amo bênção tia
- Deus te abençoe meu anjo rsrs
Devagar fui andando com o chá até...
- aí! Isso está quente você é louca?
- senhor desculpe eu...
- olhe pra mim enquanto eu estiver falando sua maluca
- não posso eu não enxergo...
- desculpe eu...
- cala a boca!
Depois de gritar com ele eu subo correndo e fecho a porta com força e agora é que eu não quero conhece-lô.