A presença de Eduardo no mesmo quarto era uma deliciosa, mas inconveniente, distração para Bianca, que batia a caneta sobre a folha de papel almaço, enquanto se esforçava para se concentrar na resenha que tinha que escrever. Se não bastasse o inebriante perfume que ele usava, ele estava vestindo apenas uma toalha em volta da cintura. Bianca sentiu ele passar mais uma vez perto dela e fechou os olhos, para não cair na tentação de olhar para ele. Nos confins do cérebro, ela buscou as palavras do volumoso texto que tinha xerocado três dias antes e lido inúmeras vezes. O teimoso cérebro apenas alertou para o fato de que ele passava mais uma vez por ela. Não resistindo a tentação, ela se virou e se deparou com Eduardo já seco e com o típico sorriso cínico estampado no rosto. — Está fazendo de

