Asas de Anjo Quando na escuridão me acostumei a estar sozinho Quando o vazio me fez sentir do amargo fel, o gosto Com alma e corpo envoltos em espinhos Chuva e lágrimas se fundem em meu rosto. Quando, aprisionada, uma gota de esperança A garra covarde e fria, do peito arranca Olhando para o céu, te chamo perdendo a voz Sobra apenas você, eu, nunca um nós. Branca, luz divina, em meio a escuridão Cabelos ao vento, lábios sorrindo Branca, suave, perfeita invasão Um sopro, brisa do mar, muros demolindo As asas de um anjo, condenado, caído. Perdido, t**o, de joelhos no chão Sangrando pelo perdão divino, aprisionado, temendo esperar em vão. No peito o veneno se torna a cura Liberto das correntes da solidão que seduz A força que liberta, tão alva, tão pura São asas de anjo, meu

