Marcinho Era mais um fim de tarde quente quando eu subi as escadas apertadas de um prédio abandonado, perto do morro do Trem do Poder. Meu celular não parava de tocar — era mensagem deles, confirmando que já estavam me esperando. Desliguei, ajeitei o boné na cabeça e abri um sorriso frio. Aquele mesmo sorriso que só aparece quando eu tô com uma ideia bem suja na cabeça. Já fazia dias que eu vinha planejando algo contra o filho da p**a do Urso. Tentaram invadir a boca dele semana passada, tentaram pegar os vapores dele desprevenidos… mas tava mais do que na hora de mexer no ponto fraco dele, pensei, subindo pro último andar. A porta da sala tava encostada. Empurrei com o pé. Lá dentro já tinham uns seis caras — o Trem do Poder, um dos chefes de outro morro, mais uns da Maré e dois molequ

