Capítulo Três

1512 Words
Julian. O dia hoje está corrido e eu já tive 3 reuniões de emergência, a gerente de um dos meus cassinos disse que tem alguns dias que um homem está causando o caos por lá, e ainda teve a audácia de tentar me roubar. Pobre coitado, agora ele servirá de adubo para terra. Uma das coisas que eu não admito é isso, tentar me passar a perna. Por essa razão estou indo com meus capangas até sua casa, ele não achou que eu deixaria isso passar, não é mesmo? Eu sempre sei de tudo, e nesse momento estou batendo em sua porta. A casa não é muito pequena e ele parece ter uma boa renda com sua empresa de computação, Carson e Ian estão ao meu lado como sempre, eles são meus seguranças particulares. Não demorou muito e a porta foi aberta por um garoto, seu cheiro logo adentrou meu nariz e apenas com isso meu lobo ficou eufórico. Eu não tive muito tempo para reparar já que uma voz grave soou atrás dele. ㅡ O que eu já disse sobre abrir essa porta, moleque? Vá fazer meu almoço agora seu imprestável. ㅡ Esse é Joseph Barton, o cara que eu procuro. O garoto não disse nada e apenas saiu correndo dali, me deixando um pouco intrigado. ㅡ Senhor Callahan, o que faz aqui? ㅡ Esse verme acha que me engana. ㅡ Vim aqui porque preciso ter uma conversa séria com você, Joseph. ㅡ Claro, vamos até meu escritório. Fomos até o escritório e quando passei pelo que julgo ser a cozinha, escutei um fungado por minha audição ser aguçada, um sentimento estranho tomou conta de mim. Jamais me senti assim. Me concentrei no que eu vim fazer aqui e logo adentramos o que ele chama de escritório, ele se sentou na cadeira e eu permaneci em pé, com as mãos no bolso da minha calça social. O olhei como quem não quer nada e comecei o assunto. ㅡ Sabe Joseph, ontem eu recebi uma ligação dizendo que teve um alfa muito corajoso causando o caos no meu cassino, Sophia me ligou e disse que esse alfa tentou me roubar mas eu pensei que fosse brincadeira já que todos sabem como eu sou. Mas ela disse que 100 mil dólares foram roubados em fichas no Royalty por esse alfa, eu achei ele muito corajoso sabe. ㅡ Eu percebi ele tremer de medo, covarde. ㅡ Então eu olhei as câmeras de segurança e vi que esse alfa era você, eu pensei que você fosse burro, mas não tanto a ponto de me roubar e pensar que eu não iria descobrir. Além de que, uma das ômegas que é garçonete disse que você tentou assediar ela, creio que você saiba o que eu faço com assediadores, uh? ㅡ S-senhor Callahan e-eu não fiz isso, jamais assediaria alguém e nem roubaria o senhor. Eu sou inocente! ㅡ Tsc, tsc, tsc. Quer mentir logo para mim, Joseph? Eu odeio mentiras, odeio esses nojentos como você que se acham no direito de assediar alguém por ser inferior a sua classificação, mas saiba que eu vou brincar muito com você, uh? Você vai gostar, e vai aprender a não brincar comigo. ㅡ Eu falei aumentado minha presença lupina, o deixando incomodado. ㅡ Por favor senhor Callahan, eu te dou meu filho como forma de pagamento. O senhor pode fazer o que quiser com aquele imprestável, ele seria um ótimo escravo s****l. ㅡ Meu sangue ferveu nesse momento, meu lobo estava irado e nesse momento aquele mesmo garoto entrou na sala. ㅡ Pai o senhor tem visitas. ㅡ O garoto disse com a voz baixa, parecia estar com medo e olhava para baixo. Inspirei fundo querendo sentir mais daquele cheirinho, morangos com chocolate. ㅡ Não me chame de pai seu inútil, um filho ômega jamais será meu filho. Você deveria ter morrido naquele acidente com sua mãe, nem para me dar um filho alfa aquela imunda não serviu. Você é só um depósito de p***a, ninguém vai querer alguém nojento como você. ㅡ O defunto disse usando sua voz lupina, machucando os ouvidos do pequeno garoto. Como alguém fala assim com o próprio filho? Na mesma hora eu já estava sem sua frente apertando o pescoço daquele desgraçado, eu sabia que meus olhos estavam vermelhos. Eu estava com raiva, eu queria proteger aquele garoto que nem ao menos conheço. Mas algo nele me despertou isso, a vontade de proteger e cuidar dele. Meu lobo estava com tanta raiva que ficava dizendo que queria que esse verme sofresse o dobro, as veias do meu pescoço estavam saltadas pela raiva. Eu respirava aceleradamente e apertei ainda mais o pescoço do homem à minha frente. ㅡ Não.use.sua.voz.lupina.com.o.meu.ômega. ㅡ Eu sabia que esse falando era meu lobo. Meu ômega? Ele só pode estar ficando louco. Soltei o corpo quase sem vida no chão quando escutei um fungado, fui até o garoto com calma e ele se encolheu. O puxei para um abraço delicado e mostrei que não precisava ter medo de mim, eu jamais o machucaria. Seu choro se tornou alto e soluços saíam de sua boca, meu coração estava apertado por ver ele naquele estado. Minha cabeça estava confusa com essas reações que ele me causa, o puxei para fora daquele lugar e o levei até a sala, mas antes disse a Carson e Ian para levarem aquele projeto de alfa até o galpão, para deixar ele amarrado que eu mesmo o mataria. Sentei o garoto no sofá e fui até a cozinha pegar um copo de água para ele, que ainda chorava e quando voltei para sala o entreguei a água, me sentei perto dele e comecei a aromatizar ele, o deixando mais calmo. ㅡ Olhe para mim meu bem, eu não vou te machucar. ㅡ Disse e segurei seu queixo com carinho, o fazendo olhar para mim. E foi aí que olhei cada detalhe daquele rostinho, seus cabelos grandinhos que o deixavam fofo, seus olhos grandes como duas jabuticabas mas que transmite tristeza e medo, seu nariz um pouco grande mas que deixava seu rosto ainda mais bonito, a boca vermelhinha que tinha um corte no lábio inferior e ele também tinha uma pintinha abaixo do lábio. O de cima mais fino contrastando com o de baixo mais cheinho. Havia um corte também em sua sobrancelha e a maçã do seu rosto, no lado direito estava roxa. Eu fechei os olhos respirando fundo e tentei controlar a raiva que eu estava sentindo, por aquele homem o ter machucado. ㅡ Seu pai que fez isso com você meu bem? Pode confiar em mim, eu jamais te machucaria ômega. ㅡ Fiz um carinho em sua bochecha, mas querendo afundar meu nariz em sua glândula aromática para sentir o seu cheirinho gostoso. Ele me olhou e não disse nada, apenas acenou em confirmação. ㅡ Quantos anos você tem, meu bem? Confia no seu alfa, sim? ㅡ Eu disse a última frase sem perceber. ㅡ 22 senhor. ㅡ Seu pai o machucava com frequência? Ele já tocou seu corpo sem a sua permissão? ㅡ Perguntei e rezei para que a resposta fosse não. ㅡ Ele me odeia por ser ômega, minha mãe morreu quando eu tinha 8 anos e desde então ele me obriga a fazer os serviços de casa, e se eu fizer errado ele me bate e me deixa trancado no meu quarto sem comer. Ele não me deixou ir para a escola porque eu sou uma vergonha para ele, quando eu fiz 17 anos ele tentou me tocar mas eu consegui fugir dele e me trancar no quarto. Ele passou a me bater quase todos os dias e às vezes trazia alfas para tentar abusar do meu corpo, mas eles não conseguiam. Mas ele tem razão, eu sou inútil e ninguém vai me querer. ㅡ Era notável sua dor e ele me falou aquilo em meio a soluços. ㅡ Você não é inútil meu bem, eu não vou deixar nada acontecer com você tudo bem? Eu vou cuidar de você agora. ㅡ Disse o abraçando apertado mas ele gemeu em desconforto, me deixando ainda mais com raiva. ㅡ Qual seu nome, meu bem? ㅡ Nolan, Nolan Barton senhor. ㅡ Não precisa me chamar de senhor meu bem, me chame apenas de Julian. Agora eu preciso que faça uma coisa para mim tudo bem? Vá até seu quarto e prepare uma mala com o que você quer levar, não se importe com roupas porque vamos comprar tudo novo, certo? Eu vou te levar para minha casa que é onde você irá morar agora, depois vamos até um médico para ele poder te examinar e cuidar de você, uh? Pode fazer isso meu bem? ㅡ Perguntei sorrindo doce em sua direção, passando confiança a ele. Mesmo incerto daquilo ele confirmou com a cabeça que sim, ficamos os dois de pé e eu deixei um beijo em seus cabelos. Ele era mais baixo que eu e seu corpo parecia ter sido feito para mim. Vou proteger esse ômega com a minha vida.
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