Capitulo47

1092 Words

Cachorro louco O relógio do painel marcava 03:38 da madrugada. A estrada que levava até o portão sul da Penitenciária Federal do Arizona estava deserta. Silenciosa. Só o som do motor do caminhão refrigerado, disfarçado como entrega de alimentos, quebrava o ar frio daquela hora maldita. Eu estava no banco do passageiro, disfarçado de supervisor de carga, com a barba raspada e um crachá da empresa “Food Source Logistics” pendurado no peito. O motorista era Bento, ex-presidiário que devia a vida a Lívio — e a alma a mim. — Tá sentindo isso, irmão? — ele perguntou, as mãos tremendo no volante. — Tô. É cheiro de liberdade. E sangue. ** Às 03:56, avistamos o portão. O guarda de plantão, Ramiro, já estava no posto. Camisa aberta, rosto suado apesar do frio. Quando olhou o número do caminh

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