Os dias nas Bahamas pareciam pintados à mão. A cada manhã, eu acordava com o som do mar batendo nas pedras, o cheiro da brisa salgada e o calor dos braços de Robert me envolvendo como se o mundo lá fora não existisse. Era como viver em suspensão, como se o tempo tivesse sido gentil o suficiente para nos conceder uma pausa. Só nós dois. Só amor. No segundo dia, alugamos um barco e fizemos um passeio pelas ilhas menores. Robert pilotava como se tivesse nascido no mar, cabelo ao vento, óculos escuros, a pele dourada — impossível não sorrir só de olhar pra ele. — Está se achando muito aventureiro, senhor Demian — brinquei, sentada na frente do barco com os pés mergulhando na água. — Não estou me achando, eu sou — ele respondeu, convencido, antes de pular na água e me puxar com ele. Mergu

