Foi numa noite quente e abafada que Carly acordou com um barulho estranho, um gemido abafado que cortava o silêncio. Pensando ser um pesadelo de Kevin, virou-se devagar na cama, o coração batendo acelerado. A lua, traidora, entrava pela janela, iluminando a cena como um holofote c***l e revelador. Kevin estava de costas para ela, com seu corpo jovem e tenso se contorcendo em um ritmo familiar e íntimo. E na mão dele, apertada contra o rosto, presa entre os dedos... Estava uma de suas calcinhas. A de algodão rosa, que ela procurava há dias. O sangue congelou nas veias, mas não foi nojo que sentiu. Foi um choque quente, uma mistura explosiva de vergonha, raiva e algo perigosamente parecido com excitação. Ele cheirava suas roupas íntimas, e seu corpo reagiu antes que a razão pudesse intervir.

