É 1:30 da madrugada, ouvi um barulho estranho, desci a escada com meu taco de beisebol na mão, não tenho ideia da onde deixei minha arma. O barulho vinha da cozinha, ela estava totalmente escura, e eu tenho certeza que vi a sombra de alguém passar na frente da mesa, de um lado para o outro. Segurei firme o taco na mão e fui na direção da sombra, divagar para não fazer barulho, mas foi inútil, pois ele percebeu que eu estava atrás dele. Ele se virou bem rápido e tirou o taco da minha mão, com isso tive que pensar em um modo para me defender, e foi puro reflexo, acabei dando um soco na cara dele, ele caiu, e eu aproveitei a oportunidade peguei o taco de beisebol novamente, mas ele me derrubou ficando em cima de mim.
- Calma Jenny!
Era apenas o Sam, isso me aliviou muito.
- Foi m*l Sam eu pensei que fosse um louco, sei lá.
Ficamos um bom tempo no chão.
- É, então, será que você pode me dar uma ajudinha aqui?
- Hã, foi m*l!
Ele falou me levantando.
- Eu te machuquei?
- Não.
Assim que ele acendeu a luz eu pude ver que perto do olho direito estava sangrando.
- Magina, né Sam, eu nem machuquei você!
Me aproximei para ver o machucado direito, coloquei a mão com cuidado, mais isso para o Sam não foi uma boa ideia.
- Caramba! Eu não sei se eu enfio minha cabeça em um buraco de vergonha, ou me ofereço a ganhar o óscar da burrice do ano! Eu devia ter visto se você estava no seu quarto antes de descer com o taco de beisebol, dando uma de Sylvester Stallone me desculpa Sammy.
- Esta tudo bem Jenny!
Ele se matou de rir com o comentário do Stallone, e eu sorri.
- Não tem graça Sam, Você está machucado!
- Então por que está rindo?
- Já volto.
Fui até a biblioteca e voltei com a caixinha de primeiros socorros do Bobby.
- Deixa eu concertar isso.
Peguei algodão e um pouco de álcool. Ele se afastou um pouco por conto da ardência, logo depois coloquei um ponto falso encima do machucado para ajudar o corte a se fechar mais rápido.
- Jenny eu preciso te falar uma coisa.
- O quê?
Ouvimos um barulho, olhamos para a porta da cozinha, e um homem enorme e estranho entrou. Sam ficou na minha frente como um escudo, me afastando lentamente para trás:
- Quem é você? E o que você esta fazendo aqui?
Sam perguntou um pouco nervo.
- Seu pai, e o seu irmão, junto com aquele velho, mataram a única pessoa que eu tinha, a única pessoa que eu amo, minha única familia, então já que eles me tiraram isso vou fazer o mesmo!
Fomos nos afastando cada vez mais.
- E eu não estou falando de você menino, estou falando dela! Percebi que todos vocês gostam dessa garota em especial, então vou mata-la e vocês irão sentir o que eu estou sentindo!
Não tínhamos nada para nos proteger, o taco de beisebol estava atrás do homem, não tinha nada a ser feito! Estávamos indo para trás quando algo nos impediu, a parede. Sam pegou a cadeira e a jogou com toda sua força no homem, mas ele apenas abaixou a cabeça, e a cadeira se quebrou. Sua respiração estava ofegante, garras sairam de suas mãos, e os olhos ficaram em um tom de um amarelo, meio castanho claro, suas presas apareceram, e sem sombra de dúvidas ele é um lobisomem!
Ele veio direto na nossa direção dando um soco no rosto do Sam, olhei para o chão e corri até o taco, acertando a cabeça do Homem, mas ele m*l se moveu, apenas me empurrou contra a parede e começou a me enforcar. Meu folego foi cada vez se esgotando cada vez mais, tentei tirar a mão dele do meu pescoço, mas foi inútil. Ele era muito mais forte que eu! Três vezes maior, e dez vezes mais forte. Minha visão já estava ficando embaçada, de repente eu vi um vulto passando atrás do lobisomem, em seguida ouvi tiros, o lobisomem me solto e eu fui direto pro chão. O monstro estava indo em direção ao Sam, os tiros não estava fazendo nenhum efeito, nada, apenas cócegas, e o problema é que a arma não estava carregada com balas de prata. O lobisomem quebrou a arma no meio, como se a arma fosse um palito de dente. Sua segunda reação foi dar outro soco no rosto do Sam, ainda um pouco sem ar tentei falar algo, de primeira não deu muito certo, mais na segunda tentativa:
- Deixa, ele, em paz, seu monstro asqueroso!
Tentei levantar mas não conseguia, tentei várias e várias vezes. Ele segurando o Sam pelo pescoço, se agachou, se aproximou do meu rosto, com o Sam em sua mão já ficando vermelho:
- Vou te mostrar o quanto eu sou um monstro de verdade!
Ele pegou uma faca na gaveta, e enfiou lentamente no peito do Sam exatamente no coração, apertando cada vez mais forte.
Eu entrei em desespero parecia que tudo tinha se acabado, comecei a chorar e com isso comecei a gritar
- NÃO!! SAM!!!
Eu o abracei forte e o coloquei no meu colo tirando o cabelo do rosto dele.
- Você não pode morrer!! Não pode nos deixar!! Você não pode deixar o John, o Dean e o Bobby!
Dei uma pausa.
-Você não pode fazer isso comigo, não pode!!
Ele respirou fundo sorriu e colocou a mão no meu rosto e eu senti que era o fim.
- Eu amo vocês! Eu te amo Jennyfer!
- Eu também te amo! Todos nós te amamos!
Chorando descontroladamente, passei a mão em seu rosto, dando um beijo em sua testa.
-Sammy não!
- É Sam!
Ele sorriu, sua mão foi caindo aos poucos no chão, seu rosto foi caindo para o lado, e pensei que seria o fim. Mas eu não desisti tentei reanima-lo fazendo massagem cardíaca, chequei se ele estava respirando mas não estava.
- Sam não! Não Sammy acorda! por favor não!! NÃO!!!
...
Quando olhei ao meu redor, eu estava exatamente no meu quarto. Tudo isso foi apenas um pesadelo. Ainda bem que era apenas um pesadelo.
Respirei aliviada, mas logo escutei passos vindo do corredor, esses passos estavam ficando cada vez mais altos e chegando cada vez mais perto da porta. Quando a porta se abriu, vi que era apenas o Sam com o taco de beisebol na mão, minha vontade era de cair na gargalhada, mais o susto do pesadelo foi tão grande que eu não consegui.
- O que aconteceu?
- Desculpa se acordei você, era apenas um pesadelo, obrigada por se preocupar.
- Tudo bem, você esta chorando?
Nem reparei que estava chorando por conta do pesadelo.
- Foi apenas um susto.
- Se você quiser eu posso ficar aqui até você dormir de novo.
- Obrigada Sam! Mas não precisa, eu estou bem agora, foi apenas um susto, um susto bem grande.
Dou um sorrisso tentando me distrair.
- Qualquer coisa eu estou bem aqui do lado, está bem?
- Obrigada, boa noite, desculpa mais uma vez.
Ele balançou a cabeca em um sinal de positivo e fechou a porta. Me deitei na cama novamente. Minha vontade era de ir até a cozinha beber um pouco d'água, mas hoje eu não vou aparecer por lá nem que me paguem!
...
Meu despertador tocou ás 5:30, assim que terminei de tomar banho, comecei a me arrumar. Chequei se tudo estava na mochila, e estava, tentei abrir a porta mas havia algo atrapalhando a passagem. Sam estava dormindo bem ao lado da porta com o taco de beisebol na mão e de novo eu queria rir mas a cena fofa não deixou. Agachei e o balancei com cuidado.