Leonardo Abro os meus olhos com uma certa dificuldade e a dor* no corpo vem em seguida. Sinto que tem algo no meu braço, mas olho primeiramente ao redor tentando saber onde estou. É um galpão! Como se é de imaginar, estou deitado num colchão velho, o chão é sujo e olho bem dentro da cela vendo Marco comigo. Isso é coisa de Affonso e na mesma hora, lembro do acidente na avenida onde o meu carro foi atingido em cheio e eu não preciso pensar muito para notar como Affonso está desesperado. Olho bem para o meu braço e vejo um pano enfaixado no mesmo e ao olhar mais de perto, descendo o pano, vejo um corte aberto e largo nele. Provavelmente foi de algum vidro e também há correntes nos meus pulsos me impedindo de se mover muito, porque as correntes estão presas na parede. Depois das grades

