A madrugada envolvia a imponente mansão de Peter com uma aura de agonia, enquanto ele mergulhava em um pesadelo que não era apenas uma criação da mente, mas uma lembrança vívida de um dia específico. Ele se viu novamente no canil, preso como um garotinho indefeso diante de um cachorro raivoso que ameaçava devorá-lo. Era uma cena que assombrava seus sonhos com frequência, um trauma enraizado em sua infância. Peter aguardava ansiosamente pela voz que sempre trazia consigo um alívio temporário, uma companhia em meio ao tormento. Ele esperava pela presença daquela que nunca o abandonara, desde os primeiros dias de sua vida. Mas, enquanto o pesadelo se desenrolava em sua mente perturbada, ele lutava para visualizar seu rosto, como se estivesse tentando desesperadamente desbloquear as memórias

