EPILOGO
HENRIQUE narrando
Quer algo mais valioso do que saber que todos que você ama estão protegidos? Eu queria sentir isso, os últimos meses não foram fáceis para nós , muitas percas e muitos inimigos e no final acabamos com o sentimento de que ainda não está tudo bem e com medo que daqui para frente ainda haja muitas perdas.
Eu estava sozinho na boca organizando todas as minhas coisas e como sempre, eu sempre planejava os planos a,b,c,d,e,f e todas as hipóteses que passava na minha cabeça.
Uma delas era que uma hora Kaique poderia voltar e quando isso acontecer poderia começar uma nova guerra e a gora a gente treria que está preparado para não deixar que ninguém morresse mais.
Ainda tinha a delegada que tinha sumido, mas vira e mexe aparece noticias que ela está pesquisando a fundo a morte da Jessica, tinha Carioca que saiu da cadeia surtado com o passado dele e dizendo que sabe que tme segredos envolvendo a Brenda muito mais do que ele pensa e ainda trouxe uma garota junto com ele, que eu desconfio dela só de olhar.
Os problemas não acabaram, pelo ao contrário, parece que eles só cresceram e eu confesso, que hoje, eu queria ter a vida de antes, sem ninguém que a gente ama morto, mas ai a gente pensa no lado r**m, nas pessoas ruins como Antonio, na verdade é uma bola de neve e a gente nunca vai saber como seria ‘’ se nada tivesse acontecido’’.
— Confusão lá fora? – Pergunto para Ph que entra.
— Parece que o pastor tá expulsando a filha, mas Lk deu um jeito – ele fala – o carregamento está ok.
— Ótimo – eu respondo – já podemos exportar então.
— Tem falado com Carioca? – ele pergunta
— Até tenho, porque?
— Ele está estranho, não acha?
— Eu não engulo aquela Perpetua que veio com ele na fuga – eu falo
— Ela só queria sair da cadeia – Ph fala
— Não sei não – eu respondo
— Eu vou ir ficar com Amanda – ele fala – Heloise deve está cansada.
— Ela estava dormindo quando sai de casa, não sei agora.
— Deve ter acordado já – ele fala
— Ph – eu falo – tá tudo bem?
— Tudo certo – ele fala
— Você parece estranho, pálido – eu olho para ele.
— Só estou cansado – ele me encara – apenas cansaço.
Eu olho para ele vendo que tinha algo estranho com meu irmão, ele sai da boca sem falar mais nada e eu respiro fundo.
Era difícil conseguir manter tudo sobre o controle, na verdade era quase impossível. Tudo virou uma bola de neve tão grande e por incrível que pareça depois de tudo, a gente ainda continua sem resposta para muitas coisas, muitas coisas mesmo.
A perda da minha mãe foi muito dolorida, porque eu fiz de tudo para proteger ela depois que fiquei sabendo a verdade, eu sei que ela errou, porém na cabeça dela nas circunstancias que ela estava, era a forma dela proteger os filhos dela e a gente jamais pode desacreditar de uma mãe quando a única coisa que ela quer é proteger os seus filhos, ela estava feliz com a chegada da neta ao contrário da filha da p**a da Marta que não queria nem saber da criança. A minha mãe era diferente, com a sua essência, ela demonstrava que nos amava.
Quando eu chego em casa depois de arrumar tanta coisa na boca, eu escuto algumas risadas, e Ph estava no chão sentado com Amanda e Heloise tentava arrumar uma musiquinha no chão, eu abro um sorriso, vendo que pelo menos eu ainda tinha eles.
— Cadê a boneca do tio? – eu pergunto e quando ela me ver, Amanda abre um sorriso.
— Olha ela sorrindo – Heloise fala
— Ela sorri para mim – eu falo pegando ela no colo.
Amanda virou o nosso xodó, a alegria da nossa casa, do seu jeitinho, com a sua forma de ser, ela trazia alegria para nossa vida e nos uniu ainda mais.
Ph coloca Amanda para dormir e eu encontro Heloise na sacada, ela estava pensativa.
— O que está pensando? – eu pergunto me aproximando dela.
— No poder da vida, uma hora estamos aqui e outra hora não – ela fala olhando para o céu cheia de estrela.
— Verdade, um dia eu acordei com você aqui brincando comigo e no outro eu acordei você já não estava mais no morro – eu falo e ela me olha – e ai um dia você reapareceu na minha vida – ela sorri – eu amo você.
— Eu também te amo – ela fala sorrindo.
E que sorte a minha, ter ela, ter Ph, ter Amanda na minha vida ainda, porque as vezes eu me sentia em falha com a vida e como eu me sinto em falha com a vida.
Ainda bem que eu tinha eles!