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838 Words
EPILOGO HENRIQUE narrando Quer algo mais valioso do que saber que todos que você ama estão protegidos? Eu queria sentir isso, os últimos meses não foram fáceis para nós , muitas percas e muitos inimigos e no final acabamos com o sentimento de que ainda não está tudo bem e com medo que daqui para frente ainda haja muitas perdas. Eu estava sozinho na boca organizando todas as minhas coisas e como sempre, eu sempre planejava os planos a,b,c,d,e,f e todas as hipóteses que passava na minha cabeça. Uma delas era que uma hora Kaique poderia voltar e quando isso acontecer poderia começar uma nova guerra e a gora a gente treria que está preparado para não deixar que ninguém morresse mais. Ainda tinha a delegada que tinha sumido, mas vira e mexe aparece noticias que ela está pesquisando a fundo a morte da Jessica, tinha Carioca que saiu da cadeia surtado com o passado dele e dizendo que sabe que tme segredos envolvendo a Brenda muito mais do que ele pensa e ainda trouxe uma garota junto com ele, que eu desconfio dela só de olhar. Os problemas não acabaram, pelo ao contrário, parece que eles só cresceram e eu confesso, que hoje, eu queria ter a vida de antes, sem ninguém que a gente ama morto, mas ai a gente pensa no lado r**m, nas pessoas ruins como Antonio, na verdade é uma bola de neve e a gente nunca vai saber como seria ‘’ se nada tivesse acontecido’’. — Confusão lá fora? – Pergunto para Ph que entra. — Parece que o pastor tá expulsando a filha, mas Lk deu um jeito – ele fala – o carregamento está ok. — Ótimo – eu respondo – já podemos exportar então. — Tem falado com Carioca? – ele pergunta — Até tenho, porque? — Ele está estranho, não acha? — Eu não engulo aquela Perpetua que veio com ele na fuga – eu falo — Ela só queria sair da cadeia – Ph fala — Não sei não – eu respondo — Eu vou ir ficar com Amanda – ele fala – Heloise deve está cansada. — Ela estava dormindo quando sai de casa, não sei agora. — Deve ter acordado já – ele fala — Ph – eu falo – tá tudo bem? — Tudo certo – ele fala — Você parece estranho, pálido – eu olho para ele. — Só estou cansado – ele me encara – apenas cansaço. Eu olho para ele vendo que tinha algo estranho com meu irmão, ele sai da boca sem falar mais nada e eu respiro fundo. Era difícil conseguir manter tudo sobre o controle, na verdade era quase impossível. Tudo virou uma bola de neve tão grande e por incrível que pareça depois de tudo, a gente ainda continua sem resposta para muitas coisas, muitas coisas mesmo. A perda da minha mãe foi muito dolorida, porque eu fiz de tudo para proteger ela depois que fiquei sabendo a verdade, eu sei que ela errou, porém na cabeça dela nas circunstancias que ela estava, era a forma dela proteger os filhos dela e a gente jamais pode desacreditar de uma mãe quando a única coisa que ela quer é proteger os seus filhos, ela estava feliz com a chegada da neta ao contrário da filha da p**a da Marta que não queria nem saber da criança. A minha mãe era diferente, com a sua essência, ela demonstrava que nos amava. Quando eu chego em casa depois de arrumar tanta coisa na boca, eu escuto algumas risadas, e Ph estava no chão sentado com Amanda e Heloise tentava arrumar uma musiquinha no chão, eu abro um sorriso, vendo que pelo menos eu ainda tinha eles. — Cadê a boneca do tio? – eu pergunto e quando ela me ver, Amanda abre um sorriso. — Olha ela sorrindo – Heloise fala — Ela sorri para mim – eu falo pegando ela no colo. Amanda virou o nosso xodó, a alegria da nossa casa, do seu jeitinho, com a sua forma de ser, ela trazia alegria para nossa vida e nos uniu ainda mais. Ph coloca Amanda para dormir e eu encontro Heloise na sacada, ela estava pensativa. — O que está pensando? – eu pergunto me aproximando dela. — No poder da vida, uma hora estamos aqui e outra hora não – ela fala olhando para o céu cheia de estrela. — Verdade, um dia eu acordei com você aqui brincando comigo e no outro eu acordei você já não estava mais no morro – eu falo e ela me olha – e ai um dia você reapareceu na minha vida – ela sorri – eu amo você. — Eu também te amo – ela fala sorrindo. E que sorte a minha, ter ela, ter Ph, ter Amanda na minha vida ainda, porque as vezes eu me sentia em falha com a vida e como eu me sinto em falha com a vida. Ainda bem que eu tinha eles!
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