Dulce Maria
Christopher ficou me encarando um bom tempo, ele estava acompanhado por uma mulher e pela fisionomia, eu conhecia aquela pessoa, mas não me lembrava quem.
Ele estava lindo, cabelo cortado, barba feita e todo de social, uma delicia que eu poderia perfeitamente confundi-lo com a minha sobremesa
Aron – Dulce? Esta tudo bem?
Dulce – Ah sim, está sim! É só que meu chefe está bem ali e muito bem acompanhado – Falei revirando os olhos
Aron – Quem? – Falou virando o pescoço para trás
Dulce – Ei! Da pode parar de virar essa cabeça como se fosse a menina do filme O Exorcista?
Aron – É o único jeito que eu consiga ver quem é seu chefe
Dulce – Não é não! Levanta, agora! Vamos dançar e você olha disfarçadamente, sem dar bandeira
Aron – Mas Dulce..
Eu não deixei ele terminar de falar, me levantei e o levei até um canto onde havia uma pequena pista de dança e alguns casais dançavam
Dulce – Vem Aron, me pega firme aqui na cintura, olha - Falei colando os braços dele em minha cintura
Aron – Dulce, o que é isso ? Você está querendo me enlouquecer?
Dulce- Fica quietinho Aron, vamos dançar e depois eu lhe explico
Se tem algo que eu sei é dançar, mas nesse momento queria mesmo era me mostrar para aquele tanto de gente rica, principalmente para aquele que estava ao lado de uma lombriga esturricada e me olhava de r**o de olho
Aaron – p**a que pariu Dulce! – Pisando no meu pé
Dulce – Ai Aron! Que foi droga? Porque pisou no meu pé se você sempre dançou tão bem? Perdeu o dom da dança é?
Aron – Não, você só não me disse que o seu patrão é o seu grande ídolo. Christopher Uckermann. Agora eu estou entendendo tudo!
Dulce – Eu ia contar, se você não pisasse no meu pé mas vamos dançar, vamos – Falei passando meus braços pelo pescoço dele
Tocava a música do Ed Sheeran - Thinking Out Loud, que inclusive amo porem não conheço a tradução
Dulce – Engraçado como as coisas são né? Estávamos aqui dançando essa música que é tão linda mas se formos buscar a tradução, talvez esteja falando de um tamanduá comendo paçoca mas eu sempre me emociono mesmo sem saber a tradução – Rindo
Aron – Dulce, você é demais ! – Falou negando com a cabeça e rindo junto comigo
A música terminou e fomos para mesa, iríamos comer outra sobremesa e tomar um champanhe para comemorarmos a promoção de Aron, quando vi Christopher vindo á passos largos em direção a nossa mesa
Christopher – Boa noite! Dulce, você pode me dizer o que está fazendo aqui num jantar romântico sendo que você é paga para cuidar dos meus filhos?
Aron – Dulce cuidando de criança? UAU, você mudou mesmo! – Falou boquiaberto
Dulce – Boa noite para você também chefinho! Como foi o jogo? Vi que ganhamos, uhuuulll – Levantei as mãos em sinal de comemoração - Então, já passaram das 20:30 né e esse horário é o horário do sono das crianças, o senhor saberia caso estivesse em casa cuidando deles ao invés de estar jantando com aquela cabo de vassoura sentada, sabe, aquele vestido vermelho com a magreza dela, combinou perfeitamente!
Christopher – Não interessa com quem janto ou não, o que interessa aqui é que você é paga para cuidar dos meus filhos e não para sair
Dulce – Como eu disse, seus filhos já estão alimentados e dormindo feito anjos, antes mesmo de sair eu cuidei para que tivessem uma noite tranquila de sono e sendo assim, eu acho que posso vir jantar com quem quer que seja
Christopher – E se eles acordarem á noite? Você realmente é uma irresponsável Dulce!
Dulce – Quer saber? Você já me estressou e acabou com o fim do meu jantar, Aaron chame o garçom, por favor!
Aaron – Mas Dulce, ainda não terminamos eu ainda quero conversar com você
Dulce – Terminamos sim e agradeça a esse cara de cavalo por ter acabado com a nossa noite
Christopher me fuzilava com o olhar e eu fazia o mesmo, não iria deixar isso barato. Posso não ter lido o contrato todo, mas lembro que tinha uma cláusula que dizia que eu poderia sair caso precisasse, se as crianças estivessem dormindo, desde que avisasse alguém.
Aaron fez sinal para que o garçom viesse e Christopher continuou tagarelando coisas que não faziam o menor sentindo, eu jamais sairia e deixaria as crianças dormindo com algo perigoso, estavam dormindo feito anjos
Dulce – Garçom, pede para embalar tudo que vou levar pro cachorro, por favor?
Aaron – Você tem cachorro Dulce?
Dulce – Só meu chefe mesmo, mas a comida nesse preço, temos que levar o que sobrou pra casa! Vou ao toalete e já volto!
Fui ao banheiro, retoquei a maquiagem e fiquei pensando em como Christopher é cara de p*u, não tem nem uma semana que ficamos e ele já está com aquele bambu de arrancar manga? Mas o que eu poderia esperar de um cafajeste como ele? Nada, e eu namoro, não deveria nem estar com esses pensamentos
Quando sai Aaron estava na mesa com Christopher e a cabo de vassoura em pé ao lado da mesa e foi ai então que eu notei que a cabo de vassoura, bambu de arrancar manga era nada mais, nada menos do que Janaína peitinho de ervilha
Dulce – Vai varrer chefinho?
Christopher – Sem gracinhas Dulce! Estava te esperando para que possamos ir para a casa
Dulce – Ah sim, eu já estou indo. Aaron pode me levar, por favor?
Aron – Sim, clar.. – Christopher o interrompeu
Christopher – Você não entendeu Dulce, VAMOS para casa – Dando ênfase no " vamos " - eu vou levar você de volta, você nem deveria vir, quanto mais voltar acompanhada – Falou me puxando pelo braço
Dulce – Me solte! Aaron depois falamos, ok? Eu te ligo!
Aron – Tudo bem Dulce, amanhã conversamos melhor e obrigado por ter vindo comigo
Christopher nem me deixou responder
Christopher – Vamos!
Christopher foi acertar a conta e me deixou com aquele esqueleto judiado, será que ele ia leva-la em casa? Ele que á colocasse em um taxi para ir para casa, se eu soubesse, eu iria com Aaron!
O manobrista trouxe o carro de Christopher e tive que ir no banco de trás pois o desgraçado abriu a porta da frente para que ela se acomodasse, será que ainda dá tempo de pegar um taxi?
Pelo caminho notei que ela deveria morar bem próxima da mansão, pois Christopher apontou para a rua dele, será que ele me deixaria em casa e iria terminar de curtir a noite em um lugar mais reservado?
Christopher entrou no portão de sua mansão e eu fiquei sem acreditar, será que ele teria coragem de colocar uma qualquer na casa que ele vivia com os filhos? Não, ele não teria essa coragem! Ele saiu do carro, abriu a porta para que ela saísse e nem se quer lembrou que eu estava atrás
Christopher – Desce Dulce, quero trancar o carro!
Dulce – Tranca e joga a chave no inferno!
Sai e bati a porta do carro, fui correndo para meu quarto, quem ele pensa que é para falar assim?
Tomei um banho relaxante naquela banheira maravilhosa e fiquei lá por um bom tempo, até que notei que já estava ficando tarde e eu estava com uma leve dor de cabeça
Desci para cozinha mas fui interrompida por uns barulhos estranhos, abri a porta do quarto de Henrique e ele estava dormindo nos sonhos de Deus, a fralda estava sequinha ainda, fechei a porta e fui no quarto de Eduardo, que também dormia encolhidinho com seu travesseiro, fechei a porta e segui para a cozinha mas o barulho persistiu, até que eu notei que não eram simples barulhos, eram gemidos, sim, era gemidos que estavam tentando ser contidos por alguém mas estavam falhando miseravelmente! Maldito, ele teve a coragem de colocar outra dentro da casa dele com os filhos dele, ainda mais sendo a recepcionista da natação de Eduardo, aquela peitinho de ervilha, dois safados!
Mas isso não vai ficar assim, não mesmo!
Caminhei a passos largos até a porta do seu quarto e comecei a bater na porta e antes que eu insistisse ouvi ele gritar " já vai "
Christopher – O que você quer? Aconteceu algo? – Abrindo a porta
Dulce – Eu queria...- Janaína me interrompeu
Janaína – Amor, quem é? – Aparecendo na porta e olhando para mim – Ah, oi de novo Dulce, que prazer de ter novamente, pena que estamos nesses trajes
Christopher estava só de toalha e ela vestia um roupão que m*l fechava
Dulce – O desprazer é todo meu – Sorri cinicamente
Christopher – O que você quer? Fala logo pois estou ocupado
Dulce – Eu quero pedir para que façam menos barulho, sabe, a casa inteira está ouvindo vocês gemendo e tanto eu como os seus filhos precisamos dormir
Janaína – Mas não estávamos fazendo barulho nenhum
Christopher – Não mesmo
Dulce – Ah, será que não mesmo? – Cruzei os braços – Dava para ouvir perfeitamente a peitinho de ervilha dizendo " Vai Christopher, não para " – Fiz voz engraçada imitando ela - E gemendo feito louca
Janaína – Você me respeita, sua..Sua.. Vi Christopher a interromper
Christopher – Dulce Maria, respeite os meus convidados. Você aqui é só a babá dos meus filhos, e se continuar assim, nem isso será mais
Ele estava certo, eu sei que eu estava na casa dele e que não deveria me meter, mas poxa ele está levando uma estranha para lá que por exemplo Eduardo m*l conhece e ambos estavam gemendo feito loucos, por mais que quisessem abafar. Mas eu não ia deixar isso assim, não mesmo
Dulce – Engraçado que quando transamos lá na mesa e no sofá do seu escritório você estava todo preocupado com o fato das crianças ouvirem nossos gemidos, agora não se preocupa mais?
Janaína – O que?- Indignada – Você transou com essa daí, Christopher? – Deu um tapa no ombro dele – Quer saber? Eu vou embora, não me procure mais!
Janaína se trocou tão rápido que até eu mesma me assustei e não teve vergonha nenhuma em se trocar na frente de todos. Pegou sua bolsa, desceu as escadas correndo e caminhou a passos largos até a porta. Christopher tentou falar algo antes que ela saísse batendo a porta da sala, mas não teve sucesso.
E eu? Fiquei ali, parada no corredor, me sentindo satisfeita e vingada pelas crianças, mas só pelas crianças! Ou será que por mim também? Ah, sei lá
Christopher – Porque você fez isso, Dulce Maria? – Se aproximou de mim
Dulce – Por respeito aos seus filhos que não merecem ficar ouvindo vocês gemerem feito duas gralhas, você não tem vergonha não?
Christopher – Ok – respirando fundo – Mas será que foi só por eles mesmo?
Dulce – Sim, e pelo que mais seria?
Christopher – Ciumes, talvez?! – Franzindo a testa
Ele se aproximou ainda mais de mim e aquilo estava me deixando com medo, sim medo do que ele poderia fazer, minhas pernas já tremiam igual vara verde
Dulce – Eu com ciúmes de você ? Não tem porque!
Christopher – Não é você que é apaixonada por mim? – Me olhando
Dulce – Você disse errado, eu ERA apaixonada por você, até te conhecer – Dei ênfase no " era "
Christopher – Será? – Me olhando nos olhos
Christopher então me pegou pela cintura e puxou para si, senti meus pelos se arrepiarem e minha piriquita já dava sinais. Meu Deus eu não poderia me render, não dá! Eu posso ser louca por ele mas tenho amor a minha vida e me valorizo.
Dulce – Christopher, não dá!
O empurrei e saí de perto, ele ficou me olhando sem entender nada. Fui para a cozinha tomar meu remédio mas dali por diante, minha cabeça só piorou da dor! Voltei para o corredor e Christopher já não estava mais, provavelmente tinha ido dormir.
Passei nos quartos dos pestinhas para ver se estavam bem e depois voltei para o meu. Eu precisava dormir, estava cansada.