CAPÍTULO 05

2298 Words
Dulce Maria 3 dias haviam se passado desde aquela vergonhosa entrevista de emprego e eu ainda não havia tido nenhuma resposta sobre ter sido aceita ou não, isso estava me deixando um pouco agoniada. Eu estava em um sono tão gostoso e tão profundo que não queria acordar, pelo menos não agora, mas fui obrigada a me levantar já que Anahí havia dormido na minha casa na noite anterior e estava na porta do meu quarto parada, batendo panelas e gritando Anahí – ACORDA DULCINHAAA! ACORDAAA! Dulce – O que foi, paquita do capeta? Anahí – Trata de levantar, hoje nós vamos caminhar! Dulce – Nós quem? Você e o Alfonso? Vão lá, boa caminhada pra vocês, se exercitem e emagreçam por mim Falei isso, me virei para o lado e tentei voltar a dormir, mas senti um peso cair sobre mim e com o susto ao me virar, bati testa com a Anahí Dulce – p***a Anahí, porque pulou em mim? – Passando as mãos pela testa Anahí – Nossa, sua testa é tão dura, são os chifres? Ah mas que abuso! Empurrei ela de cima de mim na cama, que fez com que ela caísse de b***a no chão e fui até o banheiro. Mas não bastasse a cabeçada e o tombo no chão, Anahí me seguiu afim de me convencer a ir fazer exercícios com ela Anahí – Você precisa fazer exercícios, Dulce Maria! Dulce – Meu sonho mesmo era ser fitness mas ultimamente só tenho corrido atrás de dinheiro – Escovando os dentes Anahí – Vamos mudar isso, anda! Dulce – Está bem Anahí, você venceu e eu vou com você Anahí – Você é muito preguiçosa quando o assunto é malhar, depois não esqueça de me agradecer quando estiver gostosona! Dulce – Se você quer saber eu já até falei com um personal trainner, ele disse que eu devo começar a ir a academia aos poucos, ontem passei por trás da academia, hoje vou passar pela frente e quem sabe amanhã eu pergunte o preço Tive que me trocar rapidamente pois Anahí estava me apressando para irmos logo. Caminhávamos pelo parque, eram ainda 09h da manhã e o dia estava bem ensolarado. Já havíamos andado mais de 3km e Anahí queria andar mais, porém a minha alma já tinha ido embora Dulce – Chega, cansei! Vamos tomar um sorvete Anahí – Que mané sorvete, Dulce Maria! Estamos fazendo nossa caminhada matinal e você quer comer tudo o que você emagreceu? Dulce – Me lembre de nascer no corpo de uma vaca na próxima vida Anahí – Como assim? Porque? Dulce – Porque vaca já nasce malhada Dei um tapa na testa de Anahí que resolveu sair correndo feito louca pela rua, me fazendo correr atrás dela. Eu já não tinha mais pernas e quando ela resolveu parar estava próxima a um pequeno matagal, eu simplesmente a peguei pela cintura e fiz ela cair em cima das plantas, mas ela me levou de carona no tombo dela, o que nos provocou muitas risadas Anahí – Você enlouqueceu foi? Dulce – Foi você quem ficou louca ao sair correndo pela avenida, eu não tenho mais pernas! Me levantei e ajudei Anahí a se levantar, nos limpávamos quando Anahí começou a falar Anahí – Dulce, não é por aqui que o gostosão mora? – Olhando pelos lados Dulce – Qual gostosão? Anahí – O Christopher, o novo jogador gostosão do Palmeiras Então eu resolvi olhar também pela rua, então eu percebi que ela estava certa, estávamos bem próximas da casa dele, o que me fez ter uma idéia. Dulce – Sim, e nós vamos até lá Anahí – O que? Você realmente enlouqueceu! Dulce – Quero que ele me diga na minha cara o porque de não ter ainda me dado a resposta da entrevista Anahí – Vai ser no crédito ou no débito agora? Dulce – O que? – Perguntei confusa Anahí – A vergonha que você vai passar agora! Dulce – Vai ser á vista, vamos! Fomos seguindo pela calçada e paramos em frente ao portão de Christopher, o porteiro logo me reconheceu e abriu a porta pra entrarmos, certamente devia estar pensando que eu estava contratada, m*l sabendo ele que nem uma simples resposta o patrão dele foi capaz de me dar Porteiro – Bom dia senhorita, fico feliz que tenha conseguido a vaga! Dulce – É, no caso não sei se consegui ou não até porque seu patrão teve a petulância de não me ligar pra me dar nem que seja um não! Estava tão nervosa com aquilo tudo que nem esperei o porteiro nos dar permissão e fui entrando portão a dentro carregando Anahí pela mão, toquei a campainha e pouco tempo depois a empregada nos atendeu Dulce – Cadê o seu patrão? Quero falar com ele Sem deixar ela responder entrei na sala arrastando Anahí e dei de cara com Christopher que me olhou com cara de espanto por me ver entrar na casa dele daquela forma e aquela hora da manhã Ucker - O que está fazendo aqui? E como você entrou? Dulce – Entrando! – Coloco as mãos na cintura Ucker – Você é bem abusada, sabe que eu deveria chamar a polícia, não é? Pois isso é invasão Eu engoli em saco e o mais surpreendente foi além de eu ter entrado sem avisar, foi eu ter me esquecido que eu estava com um shorts saia e um top de corrida, só me liguei realmente quando me deparei com os olhos de Christopher descendo do meu colo pra baixo, com uma perfeita cara de cafajeste que ele já tinha Christopher – Mas ok, vamos esquecer isso – Respira fundo - O que lhe trás a minha casa a essa hora da manhã? – Falou olhando o relógio com mais de mil botões em seu pulso Dulce – Pela fama que você tem, achei que seria educado e me ligaria para me dar ao menos um não que fosse, mas pelo jeito só tem a fama mesmo, a educação esqueceu na placenta da sua mãe né! Christopher – Que engraçado Dulce, eu estou á exato 2 dias ligando para o seu celular mas só cai na caixa postal, inclusive deixei milhares de recados pois precisarei de uma babá hoje mesmo Nesse exato momento eu me lembrei que havia esquecido o celular dentro da bolsa, quem é que esquece o celular dentro da bolsa por quase 2 dias? Então cocei a nuca Dulce Er...Meu celular estava bem bateria Ucker – Mas os 2 dias? Dulce – Tenho um defeito, sou esquecida – Eu sorri sem graça mas ainda com as mãos na cintura – Mas porque não me ligou no residencial? Estava no meu currículo que o senhor fez tanta questão de ler Christopher – Inclusive também liguei nesse telefone porem só chamava, também tentei deixar recado com a vizinha, na qual você havia dito que cuidou da filha mas também estava desligado, veja se você anotou o número certo Ele me entregou o papel onde estava o telefone e Anahí viu Anahí – Dulce, mas esse número é do meu celular e eu não tenho filha alguma – Sussurrando no meu ouvido Dulce – Fica quieta Anahí, eu nunca se quer cuidei de uma criança mas não deve ser mais difícil do que ficar desempregada e sem ter dinheiro pra pagar o aluguel Christopher pigarreou para mostrar que ainda estava ali e esperando por uma resposta Christopher – Então Dulce, o número está certo? Dulce – Sim, está sim! Certamente a dona Francinata deve estar trabalhando e por isso o celular estar desligado. Christopher – Ok! Bom, mais tarde ou amanhã ligarei novamente para dona Francinata para conversar sobre sua experiência, mas vou precisar de uma babá já hoje para ficar com os meus filhos, você poderia ficar? Dulce – Isso quer dizer que estou contratada? Christopher – Humm... – Passando as mãos pelo rosto pensativo – Vamos entender isso como um teste se você se sair bem hoje, será contratada, o que acha? Dulce – Por mim tudo bem, não tenho mais nada a perder mesmo – Dei de ombros – Que horas devo estar aqui? Christopher – Na verdade você deveria começar agora, pois estou saindo para treinar e Antonella já está com muito trabalho Dulce – Bom, é que eu precisaria pelo menos ir em casa trocar de roupa – Aponto para minha roupa – Estou toda suja Christopher percorreu o olhar soberbo pelo meu corpo e se aproximou, passando as mãos pelo meu cabelo Christopher – Estou vendo mesmo, tem até um pedaço de planta no seu cabelo Mostrou a mim a folha que havia tirado do meu cabelo e voltou a falar Christopher – Você tem 1h para voltar para casa, tomar banho e vir pra cá Dulce – Nem é meu patrão ainda e já quer dar ordens assim? Christopher – Repita por favor o que você disse! Anahí, que até então estava quieta, me deu um cutucão e disse baixo para eu calar a boca e obedecer ele Dulce – Nada não Christopher – Ok, Antonella esperará você aqui. Mas antes, quero apresentar os meus filhos, pode me seguir por favor? Assenti e fomos em direção ao corredor da enorme casa. Christopher vestia calça jeans Branca, camisa polo e tinha os cabelos bagunçados. Por onde passávamos ele deixava o cheiro de seu perfume, não sou rica mas sei que é cheiro do Dior, um perfume importado extremamente caro, mas maravilhoso. Christopher – Entre, Dulce! Eu estava tão distraída com o cheiro de seu perfume que não percebi quando estávamos em frente a uma porta e Christopher me convidava para entrar Dulce – Claro! Assim que entramos vi ali um bebê sentado no berço, parecia brincar com seus ursinhos, quando olhei novamente para Christopher percebi que havia uma criança agarrada as pernas dele, era Eduardo. Christopher – Bom, esses são meus filhos. Eduardo tem 6 anos e Henrique tem 9 meses Eduardo – Você é aquela moça que parece a Ariel, que veio aqui aquele dia, né? Dulce – Sou eu sim, como você está? – Me abaixei e fiquei de frente para ele Eduardo – Bem tia Ariel, você vai ficar aqui com a gente hoje? Christopher – Filho, ela se chama Dulce não Ariel Dulce – Deixa ele Christopher, gostei do apelido – Mirei Eduardo novamente - Sim, vou ficar com vocês hoje – Sorrio e passo a mão em seu rosto Eduardo – Oba, que legal! Ouvi um certo gritinho vindo do berço, me levantei e me aproximei do berço. Era um menino com cabelos e olhos castanhos que agora me olhava com uma certa curiosidade Dulce – Oi Henrique, sou a tia Dulce e eu espero que você não faça muito cocô e largue as fraldas logo Ele começou a esticar os bracinhos para mim e logo soltou um sorriso que me deixou encantada, seria amor a primeira vista? Christopher – Pode pegá – lo se quiser Dulce – Eu acho melhor não, estou suja Como eu iria dizer ao meu patrão que tem 2 filhos que eu não sei nem segurar um prato de comida direito? Christopher – Está bem. Eu vou para o treino e a noite, quando terminar o seu expediente de hoje, conversaremos melhor Dulce – Tudo bem e perdoe-me os trajes e incomodar á essa hora da manhã. Vou para a minha casa e logo voltarei para cá Christopher – Nada, foi um prazer sua visita! – Falou com aquela cara que me deu vontade de agarra-lo ali mesmo mas meu emprego falava mais alto Me despedi dos 2 meninos e desci com Christopher, encontrando Anahi sentada na sala de espera Dulce – Vamos Anny! Anahi – Vamos Dul Christopher – Até mais tarde Dulce Maria Ele nos levou até a porta e eu saí com Anahí, estava realmente com a minha vergonha paga e á vista, sem juros mas ao menos sei que se a dona "Francinata" vulgo minha melhor amiga Anahí, der boas indicações sobre a minha pessoa, e também darei o melhor de mim hoje,esse emprego já é meu e sendo assim já posso me considerar a mais nova babá do pedaço Dulce – Será que ele ligou mesmo, Anahí? Ou só falou isso porque ficou sem graça por não estar esperando minha visita essa hora da manhã? Anahí – Será Dulce? Dulce – Vai saber né, do jeito que homem mente se bobear foi Adão que comeu a maçã no Jardim do Éden e colocou a culpa em Eva Anahí - Apesar de que meu celular está desligado mesmo, nem peguei nele hoje – Falou rindo com a mão na barriga Dulce – Não sei quem é mais desastrada, eu ou você – Rindo - Pois trate de ligar esse celular e dar as melhores recomendações da sua amiga aqui, já consigo pensar nos banhos de espuma que vou tomar naquela banheira maravilhosa que deve ter naquela mansão Anahí – Mas Dulce, eu vou dizer o que? Dulce – Simples, vai confirmar que eu cuidei do seu filho enquanto você trabalhava, que não tinha condições de me pagar um salário fechado e por esse motivo não havia assinado a minha carteira mas trabalhei pra você por quase 2 anos! Anahí – Olha Dulcinha, você me valoriza! Porque me passar por uma senhora com filho e ainda chamando Francinata, não é qualquer amiga que faria isso não Dulce – Tá ok Anahí! Prometo pagar a melhor maleta de maquiagem para você assim que meu primeiro pagamento sair, mas liga logo esse celular porque assim que chegar vou arrumar minha mala e ir pro Castelo do gostosão Anahi – Dulce Maria você não me apresse! – Colocando as mãos na cintura
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