Luana Eu ainda sentia a boca dele na minha quando ele soltou minha mão só pra pegar o celular do bolso. KN: Vamos embora daqui. — ele disse, sem nem perguntar se eu queria. E eu só consegui assentir, quieta, com o coração batendo tão forte que parecia que todo mundo ia ouvir. Ele voltou a segurar minha mão e foi me guiando pelo baile. Todo mundo olhava quando a gente passava. Algumas meninas cochichavam, alguns caras encaravam com cara feia. Mas ninguém dizia nada. Porque era ele. O KN. Eu já devia ter medo dele. Mas só sentia desejo. Quando saímos do baile e entramos na viela, a brisa gelada da madrugada bateu no meu rosto. Mesmo assim eu ainda sentia calor. Por dentro e por fora. Tudo por causa dele. O morro tava quieto, diferente do baile lá embaixo. A mão dele seguia firme na mi

