KN Respirei fundo, o peito ainda acelerado, mas pelo menos um peso tinha saído das minhas costas. Saber que a Luana e o moleque tavam seguros dentro de casa me dava foco. Agora era só eu e o morro. Levantei da cadeira devagar, olhei pros lados e já vi a movimentação dos caras. O rádio chiava com vozes apressadas. O morro parecia segurar a respiração junto comigo. O clima mudou — vento forte, cachorro latindo sem parar, aquele silêncio estranho antes da tempestade. KN: Fica ligeiro, rapaziada… — soltei firme, ajeitando a arma no ombro. — Hoje não é dia deles subir aqui não, p***a. W7 chegou do meu lado, colete no corpo, fuzil engatilhado. W7: Já tão tentando subir pela principal, irmão. A voz dele era firme, mas os olhos varriam o beco sem parar. Paiva desceu correndo, suado, avisand

