Esther
O Brian está tão lindo, mas o jeito dele anda me preocupando, está ficando com o jeito do Josh e não vou mais admitir nada nem dele e nem daquela mulher.
Meu sogro faleceu teve um infarto há dois anos, e sim o Josh com seu descontrole conseguiu falir a empresa, pelo menos conseguiu voltar a trabalhar então não foi tão r**m assim, mas o Josh não parou com o bar e a bebedeira, seu irmão sumiu desandou nas drogas de vez e a mãe dele teve que vir morar conosco, não foi fácil esses últimos anos, mas pelo menos tenho o Brian.
Brian: - Mãe a professora te chamou na escola.
Esther: - O que aconteceu?
Brian: - Eu estava brincando e uma menina me irritou e bati nela.
Esther: - Brian, homem que bate em mulher é covarde.
Brian: - Mas ela me irritou!
Esther: - Não interessa, não se bate em mulher.
Josh: - O que foi?
Esther: - O Brian, bateu em uma menina na escola, de novo, aí eu estava explicando para ele que quem bate em mulher é covarde.
Josh: - Covarde?!
Esther: - Sim, covarde, e sinceramente não da nem para chamar de homem um cara que bate em mulher.
Esther: - Brian, você está de castigo, e amanhã você vai pedir desculpas para sua amiga na frente da escola, para servir como exemplo, está claro?
Brian: - Sim, mãe!
Assim que Brian saiu, Josh trancou a porta do quarto eu sabia o que iria acontecer, mas dessa vez, ou ele ia para o hospital ou eu iria para o caixão tinha cansado daquilo.
Josh: - Sou covarde Esther?!
Esther: - Sim, covarde e um moleque para ser bem sincera, cansei de você das suas grosserias, dos seus palavrões, dos seus gritos, então se você vai bater, bate, mas tenha ciência que dessa vez não vou me calar.
Josh: - Ok.
Josh veio para cima de mim como sempre, só que dessa vez eu revidei, como eu era pequena do lado dele, ele tinha 1,75 e eu 1,58, meus socos não acertavam o rosto dele apenas o peito e ele começou a ficar fraco, eu peguei o braço dele e torci a cada soco que ele me dava parecia que minha força aumentava, até que sua mãe abriu a porta do quarto e veio para cima de mim, tinha um varão no meu quarto que iria colocar no final de semana, peguei ele e comecei a bater nos dois, ela saiu correndo pedindo ajuda e o Josh tentou me segurar, bati tantas vezes no braço dele com o varão que o varão partiu ao meio e o braço dele trincou.
Quando os vizinhos chegaram entre eles estava ele depois de quase 10 anos Fabrício, ele me olhou, olhou para o Josh e tirou ele de lá, uma vizinha que conhecia minha ligou para ele e contou o que tinha acontecido.
Minha mãe chegou em casa tão rápido que parecia que tinha ido voando.
Assim que ela chegou ela e a Nalva discutiram, Nalva disse que eu tinha surtado e minha mãe logo falou para ela que sabia das agressões, mas não poderia fazer nada que eu falasse e aquele era o dia de falar e como era.
Lucinda: - Filha?
Esther: - Mãe. Abracei ela e chorei tudo que tinha para chorar dos últimos dez anos.
Lucinda: - Filha você deveria ter contado desde o início, dado um basta, vamos embora.
Esther: - Vou sim mãe, preciso pegar minhas coisas e as do Brian.
Lucinda: - Ok, te ajudo.
Arrumamos as malas, eu não tinha muita coisa, o Brian apesar de pequeno quis ir embora e mesmo com o comportamento que estava tendo deu graças a Deus quando fomos embora, disse diversas vezes que não gostava da forma que o pai me tratava.
Quando chegamos na minha mãe voltei para meu quarto antigo, e arrumamos as coisas.
Na hora de dormir veio aquele peso, os dez anos as agressões, os gritos, pior, eu tinha ficados igual a eles, peguei o hábito de gritar, falar palavrão, tudo que não gostava e precisava mudar isso pelo bem do Brian, precisava de calmaria.