A entrevista de Gabriel rodou o país em minutos. No começo, parecia uma vitória — ele afirmando, diante de milhões, que a amava. Mas a internet não sabe perder. E o mundo não suporta ver uma mulher renascendo. Laura acordou com o celular vibrando sem parar. Mensagens, notificações, pedidos de entrevista, ameaças veladas. O ódio vinha como enxurrada. E cada palavra caía nela como pedra. “Oportunista.” “Lixo.” “Vai destruir a vida dele.” “Ele merece coisa melhor.” “Uma prostituta nunca deixa de ser prostituta.” Laura leu algumas, depois largou o celular como se queimasse. O coração estava apertado, uma mistura de raiva, dor, e incredulidade. — Não olha isso — disse Vera, tentando tirar o aparelho da mão dela. — Eles falam como se eu tivesse matado alguém. — No Brasil, mulher

