O amor é estranho. Ele chega depois que você jurou que não acreditava mais. E, quando chega, assusta. Era exatamente assim que Laura se sentia — entre o amor e o medo. A casa estava silenciosa. Beatriz e Lucas dormiam, e Gabriel estava na varanda, tomando café enquanto olhava o amanhecer. Laura o observava pela porta entreaberta, tentando entender em que momento ele se tornara o lar que ela sempre procurou. Ele percebeu o olhar e sorriu. — Tá me espionando? — Tô aprendendo a acreditar que você é real. — Quer que eu prove? — Já provou o bastante. Gabriel se aproximou e segurou as mãos dela. O toque era calmo, mas intenso — um toque que dizia mais do que qualquer promessa. — Tá pensando em quê? — Em como o amor pode doer, mesmo quando é bom. — É porque ele carrega o medo junt

