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1182 Words

Capítulo 28 Lorena narrando A primeira coisa que sinto é uma claridade estourando nos meus olhos, incomodando como mil agulhas atravessando minhas pálpebras fechadas. — Fecha essa cortina, Sara... — murmuro, ainda sonolenta, tentando me virar na cama — Já disse que quero acordar só depois do meio-dia... Silêncio. Nenhuma risada, nenhum "ai, ai, Lorena, você é impossível", nada. Só o som do chuveiro, constante, como uma correnteza distante. Foi aí que meu corpo despertou de verdade. Abri os olhos devagar, tentando entender onde eu estava — e foi como levar um soco na cara. O teto não era do hotel. O lençol era de um tecido barato. O cheiro era outro. O chão... de cimento queimado. Um segundo depois, o peso da memória caiu sobre mim como um balde de água gelada: eu não estava no hotel.

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