Sou forasteiro. Um viajante, bem distante de sua terra, de sua gente. Fora da realidade e confuso. Mamãe está sorrindo, mas, tudo o que consigo ver é sua morte. O seu coração parando. Eu, em prantos, chorando como nunca em um quarto escuro de hospital, as máquinas apitando indicando que ela se foi. As enfermeiras adentrando ao quarto, correndo. Tarde demais. Em seguida, alguns me carregam para fora do quarto, mas eu não quero deixa-la. Seus olhos estão fechados, as mãos para lados opostos, suas unhas pintadas de vermelho, como ela havia me pedido horas antes. Lembro-me como se fosse ontem: Eu tinha vinte um. Niall e eu estávamos iniciando uma história. E a leucemia estava pondo um fim na de minha mãe. Foi naquele dia que contei a ela. O que eu era. O que sempre fui. Eu não poderia simplesm

