"Eu já pensei que estava errado," ele rosnou baixinho. EU ele estendeu um pacote bastante pequeno.
"Eu estava no chuveiro," eu menti, tocando meu cabelo. Sinto muito por ter você fez esperar.
"Tudo bem", ele concedeu, acenando com o pacote para ela pegar.
Eu estava ganhando tempo.
"Você não precisa do meu cartão hoje?" Eu perguntei indo para o saco.
-Não é necessário! ele assegurou em voz alta. Eu o ignorei.
Eu precisava desses segundos. Voltei com a carteira e comecei a procurar na frente de seus narizes. A pobrezinha só precisava bufar.
"Aqui está", respondi antes de lhe entregar a documentação. ele, com Com uma cara resignada, ela olhou para ele e depois para mim. sorriu.
"Perfeito", ele concedeu. Pegue seu pacote.
"Você não quer beber um pouco de água?" Eu perguntei em uma última tentativa de segurá-lo. Seu olhar assassino me disse para pegar o pacote ou deixá-lo no tapete.
"Não, obrigado", ele negou. Eu gostaria de entregar este pacote e ir para casa, se possível.
"Sim, claro," eu me desculpei. Desculpe.
Assim que o peguei, ele se virou para sair. Deixei-o na cômoda do corredor depois de fechar a porta e observei pelo olho mágico até ele desaparecer. Ele tinha mil corações. Eu pendurei minha bolsa. Assim que o perdi de vista, abri a porta e a fechei, fazendo o mínimo de barulho possível. Desci três degraus de cada vez, me agradecendo mentalmente por estar usando tênis.
Cheguei à rua logo depois dele. Eu o vi entrar em uma van preta sem nenhum tipo de marca. Não me parecia normal que uma empresa de transporte não colocasse seu logotipo em todos os lugares. Nem o uniforme do entregador, nem a van... Memorizei a placa e procurei freneticamente pelo meu táxi. Nada. Nenhum sinal. Olhei para o celular. Sete minutos se passaram. A van começou.
Nesse momento, um táxi dobrou a esquina e eu corri em direção a ele. Eu nem perguntei se era o que eu havia pedido. Entrei e com a adrenalina correndo por todo o meu corpo, disse algo que sempre quis dizer.
“Siga aquela van.
O taxista me olhou pelo espelho retrovisor por alguns segundos antes de falar. É claro que ele não estava acostumado a receber esse tipo de pedido.
"Que van?" ele perguntou com raiva.
-O preto. Aquele que está virando a esquina à frente", respondi.
com o coração na boca. Ele apontou com o dedo apontando entre os dois
bancos dianteiros-. Rápido, ele está fugindo!
O bom homem bufou, mas ligou o carro e se levantou.
no trânsito perseguindo o veículo que ele havia indicado. Menos m*l.
"Espero que você tenha dinheiro", ele deixou escapar, ainda mastigando um palito.
"Espero que seja o suficiente", respondi, jogando uma nota de cinquenta euros para o banco do passageiro.
"Você não tem menor?" ele bufou novamente. Tudo era r**m para aquele homem!
—Se não perder, pode manter as voltas, não se preocupe—
Eu respondi à beira de um ataque de raiva. Aquele cara me deixou louco.
Ele apenas balançou a cabeça e pisou no acelerador. Finalmente Eu podia ver a van um pouco à frente.
"Não vou chegar muito perto para deixá-lo desconfiado", anunciou o taxista. Te parece bem?
Acho que ele viu tantos filmes quanto eu. Além disso, a nota de cinquenta deveria tê-lo motivado o suficiente para aceitar mais.
a sério.
"O que você achar melhor", respondi, sem ter muita certeza.
Esse cara iria suspeitar que alguém o estava seguindo? Um novo aceno do taxista e ele mudou o palito para o canto da boca.
"Que hora r**m para ser quase primavera", disse ele de repente. Vê-se que ele o tinha tão interiorizado que não conseguia deixar de conversar com o passageiro mesmo em plena perseguição.
"É, bem..." eu acrescentei, confusa. Na primavera eles jogam estes
mudanças.
“É por causa do aquecimento global, sabe? ele apontou. Ele ia mesmo me dar uma palestra sobre ambientalismo enquanto seguíamos outro veículo?
Eu balancei a cabeça e deixei ele falar enquanto eu mantive meu olho no meu alvo.
Depois de vinte minutos, a van parou quando encontrou estacionamento. Disse ao taxista que, como havíamos combinado, ele poderia ficar com o troco e desci para seguir o entregador a pé. Se ele me visse, certamente me reconheceria. Eu deveria ter colocado um chapéu. E óculos de sol. Eu teria feito muito cante na chuva, mas me sentiria mais seguro. Comecei a sentir frio assim que saí porque meu cabelo ainda estava molhado. Que álibis absurdos eu poderia imaginar. Eu ainda acabaria pegando um resfriado com a tolice.
O mensageiro levou alguns minutos para descer e, quando o fez, estava vestindo uma camiseta da UPS. Fingi estar muito interessado, olhando a vitrine de uma loja de celulares enquanto observava seu reflexo no vidro. Ele nem me viu. Assim que ele começou a andar, eu o segui e o vi entrar em outra van, esta com o crachá
da empresa, que estava estacionada em frente a uma de suas filiais.
Fiquei pensando um pouco até deduzir que o mais fácil era acreditar que esse cara estava fazendo umas comissões que nada tinham a ver com a empresa que ele trabalhava. Mais fácil pensar isso do que acreditar que toda a UPS, uma multinacional, estava envolvida. Isso explicaria de onde eles tiravam tanto dinheiro, mas eu não estava muito convencido.
Uma mudança de negócio muito grande. Negócios? O jogo era um negócio? Não havia encontrado nada que me fizesse pensar isso, mas algo dentro de mim me dizia que sim. Muitos filmes e séries policiais, como já falei. Eu espirrei. Eu teria constipado? Droga, minha foto... Fui até a estação de metrô mais próxima e me dirigi para a casa de
novo.
Na viagem, me dediquei a entrar no site daquela filial da UPS. Bingo! Havia uma seção dedicada aos funcionários em que meu querido entregador aparecia muito sorridente. Graças a isso, descobri que seu nome era Iván Correa, tinha trinta e dois anos e trabalhava na empresa há cinco. Ele não tinha ideia do que fazer com aquela informação, mas com certeza em algum momento poderia usá-la.
Eu o procurei no f*******: e tive sorte de ele ter o rosto na foto do perfil. Se ele tivesse colocado seu cachorro, seus filhos ou uma paisagem, ele teria passado para mim. Porque sim, ele tinha um cachorro, era divorciado e tinha dois filhos.
Mais informações que eu não sabia se me faria bem, mas me fez sentir bom. Eu espirrei de novo.
Quando cheguei em casa, vi o pacote no corredor. Levei-o para o meu quarto e sequei o cabelo, mas me pareceu que já era tarde. Quando terminei, abri o pacote e lá dentro descobri uma surpresa que não esperava: uma tanga preta, uma pequena bala vibratória e uma carta.
Aqui está o que você precisa para o seu próximo desafio.
Você deve introduzir a bala no bolso que tem a tanga. Amanhã você irá trabalhar com ele. Não importa o que aconteça, você não pode tirá-lo a qualquer momento. Só para ir ao banheiro, é claro, mas achamos que você gosta do jogo o suficiente para não trapacear com isso.
À tarde, você receberá mais instruções.
Você deve fazer isso se quiser jogar. Se você não usar, significa que decidiu desistir e será uma pena. Não queremos parar de brincar com você.
Tive que ir trabalhar em uma sexta-feira com uma bala vibratória presa ao meu c******s. Minha mãe! Tenho certeza de que era um daqueles controlados remotamente. Ou o mesmo daqueles que são ativados aleatoriamente. Como ele conseguiria manter a voz calma com os clientes se ela começasse a vibrar? Boa vontade de dar a volta por cima. No dia seguinte, ele descobriria.
Foi uma tarde muito produtiva. Primeiro, ele havia seguido Ruth quando ela saiu correndo de casa com o cabelo molhado. Isso o alertou. Então ele seguiu o táxi e, finalmente, a própria Ruth a pé. Aparentemente, seu alvo era um entregador da UPS que, curiosamente, foi quem entregou várias remessas nas últimas semanas. Porque esse deve ter sido, com certeza, o objetivo de Ruth. Ela havia entrado em um táxi que a deixou perto de onde Iván Correa havia estacionado sua van particular.