— Mãos atrás das costas. Ele ordenou.
Ele ainda a segurava pelos cabelos, mas agora era ele quem estava atacando. Eu poderia dizer que ele estava fazendo isso com cuidado, mas eu conseguia ver no seu rosto que ele m*al estava se segurando. Sua cara. Por*ra. Ele estava olhando para mim? Parei de olhar para a tela do celular e olhei para ele. Ele estava olhando para mim.
Ele começou a fazer movimentos circulares com o quadril enquanto não parava de olhar para mim. Ele não disse nada. Ele não parecia se importar que eu os estivesse observando. Muito pelo contrario. Ele parecia gostar que eu estava assistindo. Ele lambeu os lábios enquanto Sofia gemia. Era possível sentir prazer fazendo um boquete? Aparentemente, a minha amiga poderia e estava gostando.
Chegou uma hora que ela cansou, colocou as mãos na barriga do Rod e empurrou ele para ele cair de costas no sofá.
Ele riu e fixou o olhar nela e não em mim. Eu senti falta dele instantaneamente.
Sofia montou em Rod e num movimento se encaixou nele. Aproximei-me para obter um bom close dele. A câmera era muito boa. Fiquei olhado até que ele ficou encharcada com os fluidos de Sofia. Voltei para uma visão geral. Ver aqueles dois corpos se contorcendo era o que eu realmente gostava. Não de assistir pornografia a ser o diretor de um filme adulto. Mas das reviravoltas da vida.
A minha amiga não parava de beijá-lo e se mover para cima e para baixo, para frente e para trás. Ele tinha as mãos na bu*nda dela para guiá-la, senti-la ou o que quer que fosse. Enfiei a mão por baixo da calcinha e vi que também estava ensopada. O que estava errado comigo? Eu ia acabar desidratado se ficasse excitada assim o tempo todo.
Rod forçou a bu*nda de Sofia para cima e a segurou com as duas mãos. Então ele começou a atacar da sua posição a uma velocidade louca. Ele tinha que estar machucando ela. Oh vamos. Quem eu quero enganar? Sofia estava ofegante como uma louca, como
eu teria feito se estivesse lá em cima. Continuei acariciando meu c******s sem conseguir parar. Sem poder pensar se queria ou não. A cena era muito forte. Os braços de Rod estavam tensos, cada músculo flexionando enquanto ele entrava e saía dela. Sofia enterrou o rosto no seu pescoço. Sem obstáculos deixados entre nós, ele olhou para mim novamente. E para sorrir. Ele parou, piscou para mim e ele começou a atacar novamente com energia renovada. Esfreguei a minha virilha no mesmo ritmo dele.
— Estou gozando, caramba! Sofia rosnou. Eu gozei de novo.
— Venha para mim, baby. Disse Rod sem tirar o olhar do meu.
E nós duas gozamos ao mesmo tempo. O meu celular quase caiu da minha mão, mas consegui salvá-lo. Sofia arqueou para trás quando um rosnado animal escapou da sua garganta. Mordi o pulso que segurava o celular. Quando ela terminou, ela caiu sobre ele, o seu peito arfando com a respiração difícil. Olhando para trás, vi que Rod estava segurando Sofia contra o peito e gesticulando com a cabeça para que eu saísse.
Eu balancei a minha cabeça e apontei meu dedo para ele.
Você. Quero ver você gozar.
Acho que ele entendeu porque colocou Sofia de joelhos quando a minha amiga voltou a si. Ele não precisava pedir a ela para colocar as mãos atrás das costas. Ela fez isso diretamente. Observei enquanto ele enfiava na boca da minha amiga e olhava para ela, depois para mim, depois para ela... Até que o seu corpo começou a ficar tenso e eu sabia que ele ia gozar também. Ao fazer isso, ele jogou os braços para trás e Sofia agarrou os seus quadris para segurá-lo. O grunhido que escapou da sua garganta foi a definição perfeita de s*x*o selvagem.
Aquele corpo bronzeado e musculoso levado ao limite pelo prazer de um orgasmo gigantesco.
Quando ele terminou, ele olhou para mim e eu pisquei maliciosamente.
Rapidamente fui para o meu quarto sem fazer barulho com o celular pressionado contra o peito. Deixei que tomassem banho antes de voltar para espiar pela porta e, nessa espera, o meu celular tocou novamente.
— Você gostou? Perguntou o meu estranho sem nem mesmo me deixar dizer "olá".
— Eu gostei. Eu assegurei. Eu tinha me tornado uma pervetida.
— Algum dia talvez o vejamos juntos, Ruth. Ele sugeriu com uma voz doce. — Você superou este novo desafio. Vejo você em breve.
Eu não me importava se ele desligasse sem se despedir. Eu me sentia horrível pelo que tinha feito.
Não saí da cama no domingo até saber que Rod tinha ido embora. Eu estava terrivelmente envergonhado de topar com ele novamente. Tudo o que eu não tive na noite anterior quando gravei eles e disse a ele que queria ver ele gozar, é claro. Eu sabia muito bem que nos veríamos novamente, mas preferi que algum tempo passasse para que pudesse reunir forças e olhar para ele como se nada tivesse acontecido. Sobre o vídeo... Sim. Eu tinha visto de novo. Na verdade, era com isso que eu estava me divertindo naquela manhã esperando que ele fosse embora e isso me excitou como um fogo de artifício. Não sei se foram as imagens ou a lembrança de ter estado lá. Olhando. Eu tinha me tornado um voyeur? Eu nem me senti m*al por ver a minha amiga t*****r. Era como se ela fosse uma entidade anônima que só servia para acompanhar Rod.
Sejamos francos: Eu me imaginava sendo Sofia.
— Bem-aventurados os olhos que te veem! A minha amiga exclamou quando me viu aparecer na cozinha. Ela estava arrumando as coisas do café da manhã. — Os lençóis grudaram em você, bela adormecida?
— Fiquei acordada lendo até tarde e foi difícil para mim sair da cama. Menti com uma facilidade que me assustou. Melhor isso do que "eu estava vendo você se dar bem com o seu namorado e fiquei com vergonha de aparecer".
— Sério, Ruth. Você é a coisa mais chata que eu conheço. Ela estava balançando a cabeça quando disse isso. — Pelo menos me diz que era um livro sujo que você estava lendo.
— Em partes, sim. Respondi sendo fiel à verdade. Na literatura romântica não é incomum encontrar cenas de se*xo e o livro que eu estava lendo quando recebi a ligação era desse gênero. — Como a vida mesmo.
— A vida, mas não a sua. Sofia apontou antes de mostrar a língua para mim.
— Rod foi embora? Perguntei para mudar de assunto. Como se eu não soubesse.
— Ele me deu um bom despertar, eu retribuí com um delicioso café da manhã e ele se foi. Ela deixou escapar, dando mais informações do que o necessário.
Como sempre. De repente ela se aproximou e baixou o volume da voz como se houvesse mais alguém na casa que pudesse nos ouvir.
— Ontem à noite, transamos no sofá.
— Sofia! Eu exclamei, fingindo estar chocada. — Eu poderia ter pego vocês.
— Eu disse a Rod e ele disse que não se importava. Ela respondeu com um encolher de ombros. — Eu até acho que ele teria gostado por que do jeito que ele disse “deixa ela pegar a gente”.
— Ele queria que eu participasse? Respondi, percebendo como cada vez isso me custava menos mentira. — O que eu não entendo é que você não se importou.
Em vez de sair com o café que estava fazendo. Sentei-me no balcão da cozinha para continuar conversando.
— Não tenho nada que você não tenha, embora ainda faça coisas que você não faz. Ela disse antes de rir. — Agora sério. Eu não gostaria de ser pego transando, mas o pensamento de ser pega me deixa louca. O que você quer que eu diga? Acho que sou um exibicionista de nível um ou algo assim.
Nós duas rimos e continuamos conversando até que a minha parceira foi tomar banho para lavar "o suor do orgasmo", como ela disse. Eu terminei o meu café e me vesti para ir buscar o pão. Sempre sobrava do dia anterior, mas eu tenho o costume de sair para comprar todos os dias. Se colocam algo na sua cabeça quando criança, é difícil tirá- lo de lá.
Quando eu estava voltando para casa com o pão e dois chocolates que não estavam na lista. Olhos suplicantes, pareciam estar me observando.
Um vizinho.