Ele ficou em silêncio e eu pensei que era a minha vez. Queria morrer de vergonha e, ao mesmo tempo, seguir em frente. Resolvi deixar a modéstia para outra hora. Era apenas sexo por telefone, certo?
— Eu teria adorado. Eu disse, recostando-me na cadeira. — Colocar a mão dentro e começar a masturbar você. Todos ao redor, mas ninguém saberia.
— Talvez sim, mas eu não me importo. Ele respondeu. — Não enquanto você continuar movendo sua mão como você está fazendo. Eu largo a maleta e enfio a minha sob a sua legging para retribuir o favor. Po*rra… Você sabe? Estou jogando enquanto falamos.
A sério? M*aldito seja! Ele era um pervertido, mas... Mas eu estava morrendo de vontade de fazer isso também.
— Eu não me importo nem um pouco. Eu assegurei enquanto a minha mão deslizava sob a calça do pijama e calcinha. Percebi que estava encharcada. — Eu também estou me tocando. Imagino que seja sua mão que está aqui embaixo.
— Delicia... Dá para imaginar? Ele perguntou com a voz trêmula. — O metrô cheio de gente e você e eu nos tocando sem que eles percebam. Espero aguentar sem gozar, mas vai me custar caro.
A sua voz estava ficando mais rouca e a sua respiração mais difícil.
Eu sabia que ela estava ficando tão animada quanto eu e isso me deixou louca. Os meus dedos começaram a esfregar o meu c**t*óris mais rápido e com mais força. Eu precisava ter um orgasmo com ele ao telefone, tocando-se para mim. E eu por ele.
Isso era uma loucura, mais eu estava gostando.
— Não goze ainda. Implorei, minha voz embargada. — Espere um pouco…
Os meus olhos estavam bem fechados e eu estava perto de cair da cadeira. Os meus dedos estavam encharcados, mas o que eu realmente sentia era sua ereção dura e estourando na minha mão. Eu teria pago milhões para realmente sentir isso.
— Eu não vou g**o, Ruth. Ele assegurou depois de engolir ruidosamente. — Mas não vou durar muito. Você me deixa louco, amor.
Com uma mão, baixei a calça do pijama e a calcinha até os tornozelos, sem nem pensar que Sofia estava no quarto ao lado. A cena não deveria ser muito sensual, mas ninguém me viu e eu quis abrir bem as coxas.
— Enfie. Eu sussurrei ao telefone.
— Aqui? Ele perguntou. — Está cheio de gente.
— Eu não me importo. Eu rosnei. fo*da-me agora.
— Ok, baby, mas isso não vai durar muito. Ele alertou. — Eu estou prestes a explodir.
— Eu não me importo. Eu gemi. O meu c******s parecia inchado com um buraco que precisava de alguém para preencher. Preenchi com dois dedos, imaginando que fosse ele. — Faça isso agora. Goze dentro de mim.
— Eu viro você, puxo a sua meia até o meio da coxa e entro em você. Ele rosnou. — Você está encharcada, Ruth. Que sentimento fo*da.
Eu senti. Senti o seu pênis dentro, duro e quente. Eu senti a porta fria do metrô no meu rosto e as mãos que ele havia apoiado. Senti os seus dedos cavando nos meus quadris, apertando cada vez mais forte.
— Ah, sim. Eu engasguei. — Um pouco mais. Eu gozei.
E era verdade. Senti o orgasmo crescer dentro de mim e a minha mão estava tentando imitar o que eu tinha certeza que sentiria com ele lá dentro.
— Eu também. Ele rosnou novamente. — Não posso mais. Eu gozei.
Assim que comecei a ouvir o seu rosnado na linha, levantei.
Ele não estava comigo, não estava na minha frente, mas estava correndo comigo. Para mim. Por mim. Aquilo me deixou com tanto tes*ão que também comecei a rosnar e gemer alternadamente tentando fazer o mínimo de barulho possível.
O orgasmo veio como uma avalanche inundando todo o meu corpo e fiquei sem palavras por alguns segundos antes de finalmente soltar um rosnado baixo.
— Isso foi incrível, Ruth. Ele disse, a sua voz ainda embargada. — Você passou no primeiro desafio. É incrível jogar com você.
E desligou. Eu não poderia perguntar nada. Quando seria o próximo desafio? Poderíamos nos encontrar algum dia? Mesmo que não fosse num metrô lotado, eu adoraria dar vida a essa fantasia. O que estava acontecendo comigo? Eu nunca tinha sido esse tipo de mulher. Eu nunca tinha feito essas coisas. No entanto, eu senti a melhor sensação da minha vida com um estranho ao telefone.
Verifiquei se a ligação realmente havia terminado, levantei a calça e fui para o banheiro com um sorriso que há muito não enfeitava o meu rosto. Eu nem vi que havia uma luz acesa no notebook. Uma luz indicando que a câmera estava ativa.
....
Quatro dias se passaram e nenhuma mensagem chegou. Foi enlouquecedor. Tentei entrar na página novamente, mas ela continuou me dizendo que o meu código estava em uso. Eu gostaria que estivesse em uso! Fui deixado pela mão de Deus enquanto estava morrendo de vontade de um novo desafio chegar. E eu estava morrendo de nervos, é claro. E eu estava morrendo de medo. Era uma mistura muito estranha de sensações mortais. Eu estava pensando nisso enquanto voltava do trabalho. No sábado.
É chato trabalhar aos sábados, até porque no transporte público você vê gente que está indo se divertir enquanto você só pensa em chegar em casa e tomar banho para ir assistir filmes. Entrei no apartamento verificando pela enésima vez se não havia mensagens, deixei o meu casaco e bolsa na entrada e fui até a cozinha tentando entrar no site novamente. Aí eu vi alguns pés na minha frente e me assustei.
Eu segui as pernas, vestida com jeans flácidos, até chegar a um dorso nu. Nu e bronzeado. Como se isso não bastasse, ainda havia umidade na sua pele. Eu babo é claro.
Quando cheguei ao seu rosto, fiquei atordoada. Aquele garoto devia ter uns vinte e poucos anos e tinha um pedaço de torrada na boca enquanto olhava para mim com lindos olhos azuis.
— Desculpe se te assustei. Ele disse, pegando a torrada com uma das mãos, lambendo os dedos sujos de geléia da outra e oferecendo-a para mim em saudação. — Sou Rod, namorado de Sofia. Você deve ser Ruth.
Então esse era o famoso surfista. Por todos os santos! Sim, ele realmente incrível. Não me surpreendeu que a minha amiga tivesse sido pega por aquele monumento. Ignorei a sua mão estendida e coloquei a minha na sua cintura para lhe dar dois beijos. Ele pareceu surpreso, mas plantou dois beijos soberanos nas bochechas. Oh merda... Aquele corpo era uma delícia de olhar e também de tocar. Eu me forcei a deixar ir.
— É Ruth, sim. Sofia deixou escapar da porta do corredor. Ela estava enrolada numa pequena toalha. Estava vindo do chuveiro. Aqueles dois tinham feito se*xo.
Bom se*xo com certeza. Eu tive que parar com essa linha de pensamento, ela é minha amiga desde o colegial e agora eu quero apalpar o namorado dela.
Ela tentou fingir estar com raiva, mas eu sei que ela realmente estava adorando me ver babando por seu novo flerte. Eu mostrei a minha língua.
— Eu não sabia que você estaria em casa. Expliquei depois de me recuperar um pouco do choque. Eu ainda sentia o corpo de Rod nas minhas mãos. Se você tivesse me contado, eu não teria vindo tão cedo.
— Está tudo bem, querida. Sofia negou. Rod está saindo agora.
— Oh já? Que pena.
— Eu vou para o meu quarto e não vou incomodar vocês. Vou tomar banho e aí vocês nem vão perceber que estou em casa.
— Tenho que ir às compras, mas posso vir à noite. Ele argumentou. Ele olhou para Sophia e depois olhou para mim. — Se você quiser, é claro.
— Nós conversamos mais tarde, querido. Sofia negou, aproximando-se dele. Ela colocou os braços em volta do pescoço dele e o beijou. Ele pegou a sua bun*da com a mão livre.
— Eu vou deixar vocês... Eu disse no meu caminho para o meu quarto. — Vou tomar banho.
Eu estava pegando algumas roupas quando Sofia entrou e se aproximou de mim.
— O que você acha? Ela perguntou animadamente, mas em voz muito baixa. É engraçado querer gritar e sussurrar ao mesmo tempo.