Humor e piadas

1807 Words
⟶ Domingo – 26 de Janeiro de 2020 - Por que estamos indo para a casa de Joalin hoje? – Pergunta Sabina, até certo ponto, apreensiva. - Pepe me ligou é a respeito do seu namoro com a Joalin. – Sabina parou e encarou o pai. - Será que irão demitir você? – Pergunta. - Saberemos quando chegarmos. – Fernando sabia que aquele não era o assunto, mas ele gostava de provocar a filha. - Não, vamos voltar e eu termino com a Joalin, não quero que você perca o emprego. – Fernando riu. - Sabina, se acalme. – Diz ele segurando os ombros da filha e os dois voltam à andar. - Não precisa ficar nervosa com isso. - Mas eu estou, é estranho. – Declara ela. - Você gosta dela? – Fernando encara a filha e ela abaixa o olhar e assentiu. – Então não precisa fazer disso algo estranho. – Diz ele por fim. Eles chegaram e foram recebidos por Josh que avisou que os pais estavam com Joalin na sala de TV, o coração de Sabina gelou e ela pensou em sair correndo da casa, mas Josh já havia fechado o portão. Seguiram para a sala de TV que parecia estar ainda mais longe do portão de entrada, Sabina já começava a suar, e sua respiração ficava cada vez mais falha. Viu José e Johanna sentados no sofá e Joalin de pé, que ao vê-la, sorriu. Sabina entrou nervosa e Fernando se sentou ao lado de Johanna, deixando-a entre ele e seu patrão. - Meninas, ficamos sabendo sobre o relacionamento de vocês. – Diz Johanna. - Ouviram um espirro do lado de fora da sala de TV, Johanna se levantou e parou à porta, bastou apontar, para o filho mais velho reclamar e se retirar subindo as escadas. Então Johanna voltou e se sentou novamente. - Continuando... – Ela prossegue. – Ficamos sabendo do relacionamento de vocês e, queremos conversar sobre ele. – Joalin e Sabina se encaram, Joalin estava completamente diferente da mexicana. Enquanto Sabina estava à ponto de surtar, Joalin estava calma e apenas esperava para ouvir o que os pais tinham a dizer. - Vocês sabem que nem todos no mundo pensam como nós, certo? – Começa José. – Ainda existe muitas pessoas preconceituosas que verão vocês com maus olhos. - E vocês precisarão estar preparada para isso. – Diz Johanna. - É por que eu sou filha... – Johanna cortou Sabina antes que ela finalizasse, negando. - Não, isso é o de menos... - Claro. – Inicia Fernando. – Esse também pode ser um dos motivos, mas o maior deles é por vocês serem duas garotas. – Sabina engoliu em seco. - Quem estiver incomodado que venha no soco. – Diz Joalin. Johanna encara a filha seriamente. - Joalin, pelo amor de Deus, não soque ninguém, já conversamos sobre você socar as pessoas quando elas descordam com você. – Joalin cruza os braços emburrada. - Eu sei, é errado. – Diz ela desviando o olhar rapidamente. – Vocês estão realmente prontas para isso? – Pergunta o pai de Joalin. Elas se encaram brevemente, Joalin sorriu e aquele sorriso fez com que Sabina se acalmasse. Joalin descruzou os braços e segurou a mão de Sabina, as duas então encararam os pais e assentiram juntas. . . . Josh estava em seu quarto, deitado e encarando o teto, estava feliz por sua irmã, mas não conseguia superar o término. Mas como poderia? Havia se passado apenas um dia que havia acontecido. Ele ouviu duas batidas na porta e mandou quem quer que fosse que batia, entrar. Então ele ouviu a voz de Joalin: - Vamos jogar dominó? – Ela pergunta. Josh se vira e a vê parada com Sabina ao seu lado. - Sabina? Hoje é domingo. - Eu sei, mas agora não sou mais filha do caseiro e sim sua cunhada... – Ela franziu a testa e balança a cabeça. – Ok e a filha do caseiro também. - Mas acima de tudo é a cunhada. – Enfatiza Joalin. – Josh, não gosto de te ver triste e sofrido à menos que tenha sido eu que te bati ou quebrei algo seu. – Ela fala com a voz doce e se senta na cama do irmão. – Vamos... – Josh suspira. - Eu preciso de um tempo sozinho, irmã. - Você já teve seu tempo. – Diz Joalin e Josh franziu a testa. Ela se levanta e puxa o irmão. – Também fizemos o pacto de nunca deixar o outro triste. - Tínhamos oito e sete anos e você não cumpria a sua parte do trato. – Ele diz se forçando para não levantar. Joalin parou de puxá-lo e o encarou. – Sempre que a Sabina chegava, você me deixava sozinho. – Joalin encara Sabina rapidamente e em seguida se voltou para o irmão. - Que fofinho, você tinha ciúmes. – Diz ela e Josh bufa desviando o olhar. – Então hoje eu vou compensar, vamos brincar de boneca. – Josh franziu a testa. – Brincadeirinha. – Diz sorrindo travessa. - Se for algum problema, eu posso ir embora. – Joalin se virou. - Não pode não. – Diz Joalin rapidamente. – É nosso primeiro dia namorando. – Ela novamente se vira para Josh. – E você quer mesmo estragar isso para sua irmã? – Ela diz com a voz baixa e melodiosa, fazendo um biquinho em seguida. - Eu odeio o fato de que isso ainda funcione. – Ele diz se levantando e Joalin bateu palmas. Os três desceram, mas não jogaram dominó, jogaram Uno, e assim, Josh pôde se distrair de seus problemas e até certo ponto, se divertir, mesmo brigando com Joalin sempre que ela lançava uma carta de +4 para ele, mas quando ele inverteu o jogo, ela segurou todas para que Sabina pudesse ganhar. . . . Do outro lado da cidade, estava Any, não havia acordado bem àquele dia, sentia enjoo desde que acordou, dores de cabeça, tontura e só de imaginar comer algo, ela sentia vontade de colocar tudo para fora. - Any... – Belinha, sua irmã mais nova, entrou no quarto. – Penteia meu cabelo? A mamãe está ocupada falando com advogado sobre o divórcio. – Os pais de Any estavam em um processo longo de divórcio, nada que a afetasse, ou afetasse sua irmã, seus pais não estavam bem há um tempo e descobrirem que o pai dela tinha uma filha por fora do casamento, não ajudou as coisas a melhorarem, mas aquilo não era importante. - Para onde você vai? – Any pergunta se levantando e estendendo o braço para a irmã se aproximar, e assim ela o fez. - Para a casa de uma amiga, a mãe dela virá me buscar daqui à pouco. – Diz ela entregando o pente e o creme de cabelo para a irmã. Any colocou o creme em mãos e franziu o nariz ou sentir o aroma, o cheiro era bom e agradável, mas a atingiu em cheio, ela ansiou duas vezes antes de empurrar a irmã levemente e correr para o banheiro, deixando a mais nova completamente confusa. . . . - Sina, o que estamos fazendo aqui? – Resmunga Heyoon. - Sofya tem um encontro. – Heyoon parou no meio do restaurante e cruzou os braços. - Eu não acredito que você me arrastou aqui para isso. – Diz emburrada. – Deixa a sua irmã se divertir, você mesma a incentivou. - Sim a incentivei, mas me arrependi. – Diz ela. – A Sofya é uma criança. – Heyoon bufou. – Ali estão elas... Vamos. – A loira novamente puxa Heyoon e se sentam à uma boa distância da mesa de Sofya e Shivani. As duas amigas, por sua vez, almoçavam em uma conversa divertida, Shivani, que antes estava com medo daquele encontro ser r**m e desconfortável, percebeu que só seria se ela o fizesse, portanto assumiu aquilo apenas como um encontro entre amigas, mesmo que Sofya não enxergasse daquela maneira. Elas falavam sobre vários assuntos enquanto comiam, até que chegaram ao assunto sobre casamentos que já presenciaram. - Como é lá na Índia? – Pergunta Shivani. – Os casamentos? – Pergunta curiosa. Shivani engole o que mastigava para responde-la. -  Lembro que fui em um da minha tia, e posso dizer que é bem colorido, bem luxuoso e cheio de símbolos, muita comida vegetariana... – Ela tenta se lembrar de algo que sabe sobre os casamentos em sua cultura. - Antes do casamento em si... – Ela começa. – As noivas passam por um processo de beleza, elas recebem tatuagens de hena nas mãos e nos pés, além de serem adornadas com muitas joias e cores. – Sofya ouvia tudo extremamente impressionada. - No decorrer do matrimônio, os noivos ficam separados por um véu de seda, sem trocar olhares, depois dos mantras, a cortina cai e então eles podem se olhar. - Parece bonito. – Diz Sofya com os olhos brilhando. – Se eu me casar em uma cerimônia indiana, seria apropriação cultural? - Provavelmente. – Diz Shiv rindo e se direcionando a sua comida. - E se eu me casasse com você? – Shivani engasgou atraindo a atenção das mesas ao redor, Sofya se assustou e a encarou sem saber direito como agir. Sina e Heyoon da outra mesa encararam a cena e em seguida se encararam sem saber se iriam ajudar ou não, mas Shiv pegou seu copo com refrigerante e o bebeu. – Está tudo bem? – Pergunta Sofya e Shivani negou e em seguida assentiu. - Estou, estou. – Responde organizando sua respiração. - Desculpe... – Diz ela. – Não quis que você se engasgasse. - Tudo bem. – Diz Shivani tossindo mais uma vez. – Tudo bem. – Respondeu por fim e respirou fundo. O clima então havia ficado desconfortável por um tempo, até Shivani criar coragem para falar. – Olha, Sofya, eu sei que você gosta de mim, mas... – Ela engoliu em seco. – Eu amo a sua amizade e nunca imaginei que nós poderíamos ser mais que isso, a ideia de me relacionar com uma mulher nem passa na minha cabeça. – Sofya abaixou o olhar e assentiu. – Mas eu realmente gosto de sua amizade. – Sofya sorriu. - Eu também gosto da sua... E se é assim que você quer permanecer, assim será. – Shivani sorriu grata. – Você se sente desconfortável com minhas brincadeiras? – Antes, quando não via maldade, Shivani responderiam que não, mas agora ela notava as segundas intenções da loira e sim, se sentia desconfortável não pela brincadeira em si, mas por não corresponde-la da maneira que Sofya queria e merecia. Ela sabia que Sofya não fazia por m*l, por isso sorriu e negou, Sofya sorriu de volta e as duas voltaram a conversar sobre assuntos aleatórios. 
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