⟶ Sexta – 01 de Novembro de 2019 ⟵
O café da manhã na casa dos Loukamaa era a refeição mais importante, era tomado bem cedo para que todos pudessem tomar o café da manhã juntos e aproveitassem em família a primeira refeição do dia.
- Então... – Começa Joalin. – Quando irão sair de novo? – Os pais encaram a filha por ela ter comentado aquele assunto.
- Por que o interesse, filha? – Josh encara a irmã após a pergunta de seu pai.
- É irmãzinha... Por que o interesse? – Ele pergunta desdenhando e Joalin o encara rapidamente fazendo cara de brava antes de retornar sua atenção para seus pais.
- Nada demais... – Ela dá de ombros. – Curiosidade... Estava pensando se da próxima vez eu poderia chamar a Bua para dormir aqui.
- Por que não a chama com o papai e a mamAI. – Joalin pisou no pé do Josh o impedindo de continuar o que estava falando, mas se fez de inocente enquanto irmão resmungava pela dor. Os pais ignoraram as picuinhas dos irmãos, constatando que era apenas uma briga boba entre eles, como sempre acontecia.
- Vocês saíam todo fim de semana antes.
- Eu não lembro disso. – Diz Josh, mas antes que Joalin pisasse em seu pé novamente, ele se levantou. – Vou escovar os dentes... Mãe, tenho treino de futebol hoje.
- E eu de ‘handei. – Informa Joalin.
- Certo. – Começa Johanna. – Irei busca-los então. – Joalin assentiu. – Agora terminem, não queremos nos atrasar.
- Eu já terminei. – Josh se retira da cozinha e se apressa para escovar os dentes.
. . .
Josh era completamente inseguro em seu relacionamento, amigos e colegas viviam lhe perguntando como ele havia conseguido conquistar a Any Gabrielly, a brasileira intocável e, nas palavras adolescentes, muito gostosa, enquanto ele era apenas um garoto estado unidense qualquer, magrelo e ás vezes muito lerdo.
Ouvir nos corredores que Any era boa demais, mulher demais, para um rapaz como ele, o machucava e ele achava que era uma questão e tempo para Any perceber isso e terminar tudo com ele, em busca de alguém melhor.
E com o time que fazia parte não era diferente, os colegas estavam sempre ressaltando o quanto o Josh tinha uma namorada bonita demais para ele.
- Ei Josh, como vai a gostosa de sua namorada? – Pergunta Bailey, um de seus colegas e os outros riem.
- Ei, May... – Começa Lamar, o capitão. – Deixa o Josh em paz. – Bailey apenas riu.
- O quê? A namorada dele é realmente gostosa, você nunca a viu? Ah claro que já. – Ele novamente ri. – Você é prima dela, me diz aí, você já...
- Bailey. – Lamar dá um passo à frente afim de impedir que Bailey continue aquela frase que ele sabia que seria nojenta.
- O quê? – Bailey se aproxima não se intimidando, mas o treinador chegou impedindo que uma briga acontecesse e ordenando à todos para irem para o campo.
- Ei, não liga para o que eles dizem. – Diz Lamar. – A Any te ama muito e vocês são perfeitos um para o outro. – Josh assentiu.
- Obrigada, Lamar. – Lamar apenas deu um tapinha nas costas de Josh e se retirou seguindo com o time.
Do outro lado da escola, na quadra de handball, as meninas treinavam com compromisso e seriedade, focadas em se aperfeiçoarem cada vez mais para trazerem mais um troféu para a escola.
No intervalo de cinco minutos, Joalin, Diarra e Bua se sentaram na arquibancada, bebendo água e respirando com dificuldade devido ao cansaço habitual por terem se exercitado, as duas faziam parte do primeiro grupo à treinar e as outras meninas faziam parte do segundo, treinavam de 4 em 4, sendo Sina parte dos dois grupos.
- E então, Bua? – Começa Joalin. – Você e o Pon, já... – Joalin recebeu um pescotapa de Diarra. – Aí eu só ia perguntar se eles já foram ao cinema sozinhos.
- Sei... – Diz Diarra estreitando os olhos e voltando sua atenção para a menor. – Não precisa responder, Bua.
- Estamos entre amigas. – Incentiva Joalin. – Não há nada de mais.
- Não precisa responder se não tiver confortável, Bua. – Diarra contraria Joalin.
- Não fizemos nada. – Responde por fim. – Ainda não estou pronta e ele entendeu isso, Tæ̀...
- Ei... – Joalin aponta o dedo para Bua. – Tæ̀ significa “mas” em tailandês... – Estreitou os olhos. – Mas o quê? – Bua suspira.
- Eu ouvi dizer que quando a menina demora de mais, o rapaz se cansa e procura por outra e eu não quero que isso aconteça. – Diarra e Joalin se encaram.
- O Pon não faria isso, Bua. – Tranquiliza Diarra.
- É, relaxa, ele entende seu lado. – Diz Joalin. – E isso é bom. – Bua suspira novamente.
- Não dê ouvidos à terceiros ou seu relacionamento vai desmoronar, você mesma me disse que confia no Pon e vice-versa.
- E confio e ele confia em mim, mas...
- Bua, sexo não é o mais importante na relação. – Começa Joalin. – Para de pensar nisso, está bem?
- Mas você que começou...
- Não é hora de apontar dedos, Nalinthip. – Bua rola os olhos e n**a.
As 3 continuaram conversando e logo Sofya, Savannah, Sina e Any se juntaram à elas para que as 7 meninas reservas treinassem. Conversaram sobre diversos outros assuntos banais adolescentes e passaram o tempo enquanto esperavam seus pais virem buscar.
. . .
Sabina desceu do ônibus indo em direção à casa de Joalin. Seu pai a chamou, Johanna havia comprado frutas para Fernando, como sempre fazia sempre que fazia as compras do mês. Fernando era muito grato à Johanna por tudo que a mulher e o marido havia feito por ele e sua filha desde sempre, era grato pela confiança e oportunidades dados à ele e mantinha um enorme respeito por todos da família.
Sempre que as compras eram feitas, para não acontecer de Fernando confundir, ele pedia para que Sabina fosse busca-las, aproveitando que ela não trabalhava aos sábados.
Fernando abriu a porta para a filha e os dois seguiram até os fundos da casa para que ela pegasse as frutas. Johanna foi aos fundos para avisar que já estava saindo e encontrou com Sabina.
- Ah, oi Sabina. – Cumprimentou Johanna. - Como você está?
- Estou bem e a senhora?
- Estou bem também. – Johanna sempre gostou de Sabina, ela era uma menina educada e cuidadosa, sabia que Sabina era especial e valorizava a amizade que ela tinha com Joalin. – Estou indo buscar os meninos, quer vir junto? – Sabina encara o pai que se aproximava com as frutas.
- Não sei... Dá tempo? – Ela encara o pai com o olhar, pedindo para ele negar e dizer que não daria tempo ela ir e voltar antes que ele acabasse seus afazeres do dia, mas Fernando não entendeu a dica.
- Dá, claro. – Sabina se vira para Johanna na esperança dela desfazer o pedido, mas Johanna sorriu, ela sorriu de volta e seguiu para o carro.
No caminho ela suspirava, nervosa com a situação de reencontrar Joalin após a noite que tiveram, não queria magoar ninguém, tinha medo do que aconteceria com seu pai caso aquela noite fosse descoberta.
Josh entrou no carro e sorriu, Sabina achou estranho, mas nada disse, com toda certeza havia algo escondido naquele sorriso.
- Oi filho, como foi o treino?
- Foi normal. – Responde Josh. – O treinador disse que eu estou bem melhor. – Johanna sorriu orgulhosa. – Vai dar a volta para buscar a Joalin? – Josh pergunta encarando Sabina.
- Vamos sim. Por que não falou com a Sabina? – Pergunta Johanna.
- Ah, claro. Tudo bem, Sabina?
- Tudo. – Responde ela simplesmente.
- Legal, foi divertido dormir lá em casa da última vez? – O coração de Sabina disparou e sua respiração ficou descompassada. – Fazia tempo que você não ia lá. – Sabina pensou em não responder, mas Johanna certamente iria desconfiar de algo.
- Foi sim. – Respondeu apenas, voltando seu olhar para a janela.
Joalin era a última e assim que viu o carro de sua mãe se aproximou, abriu a porta pronta para jogar a mochila em Josh, mas viu Sabina ao seu lado e sorriu animada. Encarando Josh.
- Por que está sentado aqui? Você sempre vai na frente. – Diz Joalin e Josh franziu a testa.
- Não, eu não. – Joalin puxa a orelha do irmão.
- Sim, você sim! – Diz ela tentando puxá-la para fora do carro.
- Ei, Joalin. – Johanna reclama com a filha. – O que conversamos sobre puxar a orelha de seu irmão? – Joalin resmunga e Josh ri, mas se levanta saindo do carro, permitindo que a irmã se sentasse entre ele e Sabina. O coração de Sabina acelerou.
- Oi Sabina, tudo bem? – Sabina evita encarar Joalin e responde simplesmente. Joalin vendo que logo chegariam em casa e ela não teria tanto tempo assim com a morena, tem uma ideia. – Ei mãe, quero sorvete.
- Sorvete, Joalin? – Joalin assentiu. – Cinto de segurança. – Joalin coloca o cinto.
- Nós vamos? Por favor... – Ela pede como uma criança mimada, Johanna suspira.
- Tá Joalin, nós vamos. – Joalin comemora e sorri e encara Sabina.
- Pode me deixar em na casa da senhora, senhora Johanna? – Ela pergunta. – Meu pai pode ficar chateado se eu demorar. – Joalin encara a mãe em quase desespero, Johanna não notou, mas agiu em favor da filha.
- Eu ligo para ele e aviso. – Joalin encara Sabina sorrindo e a morena respira fundo desviando o olhar.
Enquanto Johanna conversava com os filhos, Sabina ainda evitava Joalin, a loira aproveitou a distração e escorregou sua mão em direção à perna de Sabina que estava desnuda devido ao shorts que ela vestia, Sabina se assustou e seu corpo se arrepiou com o toque, ela poderia negar e dizer que não queria, mas havia gostado das carícias da loira em suas pernas. Joalin apertou levemente a perna de Sabina que mordeu o lábio e fechou os olhos, ainda com seu rosto em direção à janela. Loukamaa percebeu o efeito que teve e continuou acariciando sua perna levemente.
- Certo, Sabina? – Pergunta Joalin de propósito e Sabina a encara, vendo-a sorrir. Sabina então encara Josh a olhando esperando uma resposta e Johanna centrada dirigindo, mas ela sabia que também esperava por uma resposta vinda dela, Sabina encara Joalin pedindo ajuda e Joalin ri. – Seu sabor favorito de sorvete... Baunilha, certo?
- Err... Eu não quero sorvete, tudo bem. – Diz Sabina.
- Besteira. – Diz Johanna. – E Joalin, quando chegarmos à sorveteria, a Sabina escolhe o dela. – Joalin novamente apertou à perna de Sabina, fazendo-a se excitar e novamente desviar o olhar para fechar os olhos e tentar conter o gemido. Aquele passeio parecendo longo demais e ela desejando ficar sozinha com Joalin, mesmo sabendo o quanto ter aquelas sensações e sentir tal desejo estava errado.