Augusto, Hanna e o pequeno Gael estavam a caminho do resort. Augusto, estava cheio de expectativa. Porém, no coração de Hanna, havia uma leve insegurança que a acompanhava durante a viagem. Essa insegurança se devia ao fato de Augusto ser seu patrão, o que gerava um desconforto sutil em sua mente. Apesar desses pensamentos, Hanna decidiu seguir em frente, pois já estavam todos dentro do carro e não havia como mudar de ideia naquele momento.
Durante o trajeto, a curiosidade de Augusto sobre como Hanna havia chegado à casa dele em meio à tempestade ainda persistia. Era um enigma que ele não conseguia deixar de lado. Aproveitando a oportunidade proporcionada pela viagem, ele quebrou o silêncio e dirigiu a pergunta a Hanna: "-Hanna, posso te fazer uma pergunta?"
Hanna sentiu seu coração pulsar um pouco mais rápido ao ouvir a voz de Augusto. Ela estava ansiosa para saber o que ele queria perguntar. Com um sorriso no rosto, ela respondeu respeitosamente: "-Sim, senhor Augusto."
"-Hanna, hoje você tem a permissão de me chamar de Augusto. Hoje é o seu dia de descanso e eu não serei o seu chefe!"-, afirmou Augusto a Hanna, mesmo sabendo que ela desempenhava o papel de babá para o seu filho. Augusto ansiava pelo momento em que Hanna o chamaria pelo nome, sem formalidades ou restrições.
Hanna, compreendendo, respondeu com um sorriso: "-Está bem, senhor Augusto. Ou melhor, Augusto!". Ela se permitiu mergulhar na descontração do momento e, juntos, compartilharam uma risada espontânea e genuína.
Após esse momento de leveza, Augusto decidiu enfim trazer à tona um assunto que estava em sua mente: "-Então, gostaria de saber o que aconteceu naquele dia, durante a tempestade."
Hanna, antes de responder, refletiu por alguns instantes, buscando as palavras certas para descrever a sua experiência: "Na verdade, aconteceu que eu tinha acabado de chegar nesta cidade. Estava em busca de uma oportunidade de trabalho e, ao retornar para casa, acabei me perdendo. Infelizmente, a tempestade veio de forma repentina e eu não consegui encontrar um táxi para voltar."
Augusto ponderou por um breve momento, lembrando-se da manhã seguinte à tempestade em que levou Hanna ao hospital. No entanto, ele teve uma emergência com Gael e teve que sair às pressas, deixando Hanna sozinha no hospital. Aproveitando a oportunidade, ele se desculpou sinceramente: "-Olha, Hanna, me desculpe! Naquele dia, aconteceu um imprevisto. Minha sogra estava cuidando do Gael e ela me ligou. Eu tive que sair correndo para buscá-lo. Não queria te deixar sozinha! Passei o mês inteiro pensando nisso, até te encontrar agora e poder me desculpar!"
Ao ouvir as palavras de Augusto, Hanna sentiu uma mistura de emoções. Ele sempre demonstrava preocupação com ela e seu bem-estar, mas mencionou a sogra e o filho, o que indicava a possibilidade de ter uma mulher em sua vida. Hanna ficou preocupada que ele estivesse sendo excessivamente gentil com ela e respondeu: "Era apenas uma bronquite. Você não precisa se desculpar. Você não tinha obrigação de me ajudar."
Hanna e Augusto, envolvidos em uma conversa repleta de palavras sinceras e profundas. Logo chegarem ao destino, Hanna foi tomada por uma mistura de admiração e encantamento ao deparar-se com a deslumbrante paisagem à sua frente. Era como se o mar se revelasse em toda a sua grandiosidade, oferecendo uma visão magnífica que ultrapassava todas as suas expectativas.
A imensidão das águas cristalinas, que se estendiam até onde a vista alcançava, refletia os raios de sol de forma espetacular. Cada raio de luz parecia dançar sobre a superfície do oceano, criando um espetáculo de cores e brilhos que enchiam os olhos de Hanna de pura admiração. A brisa suave que soprava do mar acariciava sua pele delicadamente, trazendo consigo uma sensação de serenidade e plenitude.
Em meio a todo esse cenário de beleza e tranquilidade, Hanna não pôde conter sua imaginação e criatividade. Sua mente começou a traçar os contornos de uma tela em branco, pronta para ser preenchida com suas pinceladas cheias de amor e paixão. Ela visualizava cada detalhe do mar, desde as nuances de azul nas diferentes profundidades até as ondas que quebravam suavemente na praia.
A medida que Hanna mergulhava em sua imaginação, ela sentia-se verdadeiramente abençoada por ter a oportunidade de testemunhar tamanha grandiosidade da natureza. Cada momento ali parecia um presente divino, uma oportunidade única de capturar em suas telas toda a magia e encanto que o mar oferecia. Sua mente fervilhava de ideias, e ela m*l podia esperar para colocá-las em prática, expressando em cores e formas toda a emoção que aquele cenário despertava em seu coração.
Ao longo de todo o dia, Augusto gentilmente concedeu a Hanna a liberdade de explorar cada canto do luxuoso resort. Hanna, embora não expressasse abertamente, irradiava felicidade através de seus olhos, revelando o seu profundo encantamento em aproveitar cada momento daquela experiência única. Augusto, por sua vez, desfrutava plenamente de cada instante compartilhado ao lado de seu amado filho.
Enquanto o sol começava a se pôr e derramar seus últimos raios de luz sobre o mar, Hanna desfrutava da sensação de liberdade ao caminhar descalça pela areia da praia. Cada grão de areia acariciava seus pés, proporcionando uma conexão íntima com a natureza ao seu redor. A brisa suave acariciava seu rosto, trazendo consigo o aroma salgado do mar, como se o próprio oceano quisesse ser parte de sua jornada artística.
Com um suspiro de admiração, Hanna tirou seu celular do bolso e capturou aquele momento efêmero em uma fotografia. Ela sabia que aquele clique seria sua inspiração para criar uma obra de arte única e emocionante. As cores do céu, que variavam entre tons suaves de rosa, laranja e dourado, refletindo-se nas águas calmas do mar, eram um verdadeiro espetáculo para os olhos. Cada nuance e matiz eram como pinceladas celestiais que ela desejava transferir para sua tela.
Ela se acomodou com delicadeza na macia e dourada areia da praia, envolta em uma aura de serenidade. Seus olhos fixaram-se no horizonte, onde o sol se despediria em breve. Naquele instante mágico, ela se viu imersa em uma sensação única de gratidão e admiração pela natureza exuberante que a cercava.
Enquanto isso, Augusto, que observava Hanna de longe, sentia seu coração transbordar de encantamento. Cada gesto gracioso, cada sorriso deslumbrante, reforçavam em sua mente a certeza de que ela era uma verdadeira obra de arte. Movido por uma força irresistível, ele tomou coragem e decidiu se aproximar dela.
Com passos cautelosos, Augusto se aproximou de Hanna e, com uma voz suave e cheia de respeito, pediu permissão para compartilhar aquele momento especial ao seu lado. Ela, com seus olhos brilhantes, o encarou por alguns preciosos segundos, como se estivesse lendo sua alma. E, com um tímido sorriso, ela concordou, abrindo espaço para que ele se sentasse ao seu lado.