Capítulo 6

1598 Words
Me olhei no espelho pela milésima vez. Fiz um exercício de respiração pelo menos umas cinco vezes hoje. Estou muito nervosa. Esse plano i****a têm que dar certo. É  a vida do meu irmão que corre perigo. Antes eu do que ele.  Minha boca está tão seca, que acho que nem se eu beber cinco litros de água eu iria conseguir molhar essa língua. Cass: Ai amiga. Você ainda está aqui?.- entrou no banheiro sem bater na porta. Carla: Eu estou nervosa amiga.- desabafei.- não sei se isso vai dar certo. Cass: Eu sei que você está muito nervosa. Mas tu não pode pensar nisso agora. A gente tem que se esforçar... para fazer tudo direitinho, e salvar aquele babaquinha.- me abraçou, afagando meus cabelos.  Carla: você está certa. Obrigada pelo choque de realidade. Cass: Não tem de quê.- ela sorriu mostrando seus dentes perfeitamente alinhados. Nos despedimos do pessoal e fomos nós quatro. Pelo caminho, fomos conversando para aliviar a tensão que se formou. Esse é nosso primeiro "trabalho" sozinhos, sem a ajuda de meu pai. Imagina a pilha de nervos que estamos.  Ainda mais com quatro adolescentes, com os hormônios á flor da pele. Chegando lá um cara armado até os dentes parou a gente. Sorri amarelo para Cassandra.  Xx: O que vieram fazer aqui?.- Ele tinha uma cara bem feia e dava medo seu tom de voz era áspero, mas como cheguei até aqui não vou abaixa a cabeça para ele. Ergui minha cabeça empinei o nariz e lhe respondi.   Carla: Assistir á missa.- sorri debochada.- o homem bufou dando um passo para frente. Lucas me puxou, para que eu ficasse atrás dele. Xx: Vocês são patricinhas garotas.- Disse nos olhando com Indiferença. Torci o nariz de desgosto.   Carla: Quer saber? vai se catar porque minha paciência deu por hoje. - Dei um passo para frente mas ele me empurrou.  Eu só não dou um soco na cara dele, porque ele tem o dobro do meu tamanho, e é cheio de músculos. Com um tapa o homem me desmonta. E eu prefiro viver. Cassi: O que que está acontecendo aqui?.- chegou o bendito, ele estava muito cheiroso. Sei disso porque quando ele passou atrás de mim, eu senti o perfume que saia dele. Xx: Eles querem entrar de penetra.- murmurou me encarando. Credo. Que homem azedo. Cass: nada disso, a gente veio cantar.- se intrometeu no meio. Cassi: Ah sim, pode deixar entrar.- Disse com um sorriso lindo!  Que isso Carla? Concentra no plano. Mas que ele é um gato, ele é. Entramos e fomos para o palco. Cantamos baile de favela e na ponta ela fica e depois deixei a Cassandra cantar sozinha e desci para beber uma dose de coragem e botar o plano em prática. Carla: Me vê uma Vodka ai.- gritei para o cara que servia as bebidas.  Cassi: Ué a moça bebe?.- perguntou brotando do nada. Nem vi de que lado ele veio. Carla: Bebo. Por quê? não pode?.- sorri inocente. Cassi: Pode mas eu nunca vi uma patricinha beber.- se encostou na bancada. Muito perto de mim. Carla: Deve ser porque eu não uma patricinha.- parei para pensar.- e mesmo seu eu fosse, isso não é da sua conta.- o respondi, vendo ele rir anasalado. Cassi: Grossa ela... vem, vamos dançar.- deixei ele me conduzir para o monte de pessoas juntas. Carla: Agora...- Dei uma piscadinha para o palco onde o pessoal estava e eles me olharam como se dissessem  "plano em ação".   Cassi:  Seu nome é Carmem, certo?.- franzi o cenho por um momento. E então me lembrei, que esse é meu nome falso. Carla: Sim.- sorri.- E o seu é?.- ele me olhou debochadamente. Cassi: Você não sabe quem eu sou?.- será que eu ofendi ele? Carla:  Eu deveria saber?.- entrei na onda. Ele sorria e apertava meu corpo, me juntando com ele. Ele tem uma pegada... Cassi:  Não, claro que não.- riu anasalado.- é só que algumas pessoas me conhecem... Carla:   E outras pessoas não se importam.- murmurei me virando de costas. Começou a tocar uma música que eu conheço bem, já que Cassandra não para de ouvir "Só tapão nervoso".    Fiz minha melhor cara de safada ( o que não deve estar bonito) e comecei a rebolar em sua frente. Ele me olhava todo assanhado. Devolvi o sorriso e desci até o chão. Ficando de costas para ele, fiz quadradinho rebolando nele. Que me apertava a cada rebolada que dava contra seu p*u. Sorri sentindo o efeito que fazia nele.   Meu esquema não durou muito, pois cinco minutos depois, ele já estava me imprensado na parede me beijando com força, sorri contra o beijo. Está dando tudo certo. Mas esse beijo é bem gostoso em...   FOCO Carla, te orienta mulher.   Cassiano chupava meu pescoço, quase me fazendo revirar os olhos. Cassi: Vamos ir para outro lugar?.- perguntou enquanto puxava meu lábio inferior. Carla: Vamos, mas para onde?.- perguntei arfando. Cassi: Minha casa...- murmurou me dando um tapa na b***a. Carla: Vamos logo.- apertei seu m****o por cima da calça. Fomos para casa dele de moto, ele pilotava rápido, eu fiquei com medo de tão alta essa velocidade está. Assim que chegamos ele continuou me beijando e me empurrou para a cama tirou sua blusa e a minha até que ele ficou só de cueca e eu de calcinha e sutiã.  Ele dava beijinhos e chupões pelo meu corpo. O toque dele é gostoso. Me deixa formigando. Carla: Preciso de água.- Murmurei entre um beijo e outro.  Cassi: Na geladeira tem, pode pegar.- Fui na geladeira dele e coloquei água num copo. Despejei o boa noite cinderela no copo, que estava escondido no meu sutiã.  Carla: Você devia beber também.- Ele pegou o copo da minha mão e bebeu tudinho. Guardei o copo e fui ao seu encontro, sentei em seu colo rebolando, ele estava mais lento que o normal.- Está tudo bem?.- perguntei. Cassi: Sim...- e ele caiu para o lado, cutuquei ele para ver se estava dormindo mesmo. Sorri grande quando ele não se mexeu.  Agora eu tenho que ser rápida.... coloquei minhas roupas sem fazer barulho e deixei a foto com a carta em cima da cama ao lado dele e fui atrás do meu irmão. Ele têm  de estar aqui. Cheguei em um quarto, suponho. Ao abrir a porta me deparei com meu irmão, ele estava todo machucado, com vários roxos espalhados pelo corpo e com uma menina pequena do lado dele pedindo para a mulher parar e a mulher batendo nele. Meu sangue ferveu de uma maneira que nem sei explicar, saquei a arma que peguei em cima da escrivaninha, e apontei para a mulher, em seguida agarrei no braço da menina, uma criança pela outra. Carla: PARA DE BATER NO MEU IRMÃO SE NÃO A MENINA MORRE.- apontei a arma na cabeça dela e gritei com a mulher na mesma hora ela parou de bater no meu irmão e olhou para mim assustada, só agora se dando conta da minha presença.  Xx: Você não seria capaz.- Me olhou com desconfiança. Arqueei a sobrancelha. Carla: Está duvidando de mim? Vamos Pietro.- ele tentou levantar nas desmaiou. Peguei ele no colo, segurando com um braço, e com o outro eu segurava o braço da menina a arrastando dali.  Fui procurar meus amigos, depois que os achei fomos todos para casa, mas antes, vamos passar no hospital para deixar Pietro... Ele precisa de cuidados médicos.  (.......) Já se passaram duas horas que eu estou no hospital para ver meu irmão e nada. Carla: Eu vou para casa levar essa garota.- Apontei para a menina que eu estava segurando o braço, não soltei ela nenhum minuto. Ele ficou quietinha, nem parecia que estava aqui. Cassandra: Vai, mas toma cuidado.- me abraçou.- qualquer notícia que eu tiver, eu ligo para você.- sorri em agradecimento. Carla: okay,.. João: eu vou com vocês... vamos ?.- estendeu o braço para mim, que o peguei de bom grado. Carla: Vamos.- meu rosto estava vermelho, demonstrando meu desespero. Cheguei em casa e contei para o meu pai e ele disse que iriamos ficar com a menina o tempo que for necessário, para isso tudo acabar.  Eles foram para o hospital e eu fiquei em casa com a menina que tinha voltado a chorar. Carla: Como é seu nome?.- Perguntei de um jeito doce mas bruto.  Julia: Polque você quel sabel?.- perguntou desconfiada. Carla: Porque eu tenho que saber... e pode ficar calma que eu não vou te bater igual fizeram com o meu irmão não tá.- Falei olhando pra ela. Julia: Eu não quelia que eles fizessem isso com ele.- limpou os olhos molhados. Carla: Tudo bem eu não vou te machucar.- falei docemente. Julia: Meu ilmão disse que ele tinha adotado ele para blincar comigo.- sorriu inocentemente. Carla: Ele mentiu para você. Ele sequestrou o meu irmão e ainda bateu nele.- Falei eu chorando. Julia: Não plecisa chorar... quando eu vou voltar pala casa ? Carla: Não vai voltar tão cedo. Agora vem vou te dar banho e amanhã vamos ir no shopping que vamos nos mudar para a rocinha. Julia: A rocinha? O inimigo do morro do alemão.- perguntou assustada.  Carla: Sim, você vai ficar no mesmo quarto que meu irmão.  Julia: Tá bom. Carla: Porque a sua mãe bateu no meu irmão?.- meu irmão não fez nada para essa gente, ele não merecia ser tratado dessa forma. Julia: Num sei. Franzi o cenho, alguma coisa naquela mulher me cheira á ovo podre. E eu vou descobrir o que é. ( continua )
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