A brisa salgada da Sicília soprava contra o rosto de Mateo enquanto ele permanecia na sacada do quarto, os olhos fixos no mar escuro que se estendia até onde a vista alcançava. O céu começava a se tingir com os primeiros raios de um novo dia, mas ele sequer sentia o tempo passar. Havia dias que não dormia direito. Fechava os olhos e tudo o que via era Hellen. Não como antes. Não como a mulher que dizia odiar a máfia e se recusava a ser parte daquele mundo. A mulher que ele havia reencontrado no baile não era mais a mesma. Ela tinha se transformado em algo muito pior para ele. Uma inimiga. Mateo passou a língua pelos lábios secos, sentindo um gosto amargo na boca. O cansaço pesava sobre seus ombros, mas ele sabia que não conseguiria descansar. Nem hoje, nem amanhã. Desde que voltou par

