Júlia Sai do hospital arrasada, perdemos um paciente, um rapaz de 20 anos. E por mais que eu tente me acostumar, que isso faz parte do meu dia a dia, não consigo achar isso normal. Eu já estava muito triste, por estar brigada com Dom e ver ele sair da porta da casa de Rodrigo, daquele jeito me deixou ainda mais chateada. Dom precisa controlar aquele gênio dele, ele não para, não escuta... Também tenho que concordar com Dr. Garcia, que preciso ter um pouco mais de jogo de cintura e muita paciência com ele também. Quando cheguei no meu carro e fui procurar a chave só escutei a voz de Dom, me chamando: — Vamos pra casa, vamos? Confesso que naquela hora eu só precisava daquele abraço e de mais nada. Ele me abraçou e disse que estava lá pra cuidar de mim e era tudo que eu precisava ouvir.

