Meu revólver

832 Words
Jhonny abriu a porta e percebi que aquela sala era um escritório do meu avô. Ele estava sentado em sua poltrona preta e mexia no computador. Atrás dele havia uma estante gigante tomadas por livros organizados em cores. Eu olhei meu avô e quando nossos olhos se encontraram eu senti meu peito gelar. - Jhonny. Depois que Gabriel voltar da nova escola você leva ele para área de treinamento. - Maurício voltou a olhar o notebook e eu fiquei confuso. - Sim senhor. - Jhonny respondeu sério. - Treinamento? - Eu olhei Jhonny e ele se manteve em silêncio. - Sim... Já que você vai morar aqui até tomar jeito em sua vida. É necessário aprender a manusear uma arma. E quando você estiver muito bom de mira eu lhe entrego essa arma... - Meu avô abriu a gaveta da sua escrivaninha e tirou um revólver muito grande de ouro. Meu coração bateu forte e senti minhas mãos desejar segurar aquele revólver. - Eu posso segurar? - Perguntei quase em súplicas. - Não mesmo. Eu quero você dentro dos trilhos, quero suas notas boas, quero que pare de fazer *merda bêbado e quero que você tenha uma mira perfeita. Depois que você cumprir todas essas regras este revólver será todo seu. - Eu não posso pular a regra da escola?! Eu não tenho vocação para notas boas... - Eu sei! Eu sempre vi suas notas, tanto suas quanto da Alice. Mas aqui você precisa aprender que não pulamos regras, nunca! Então trate de melhorar! - Meu avô falou firme e eu acenti. Olhei o revólver novamente em cima da escrivaninha e desejei aquela *p***a em minha cintura. - Agora podem se retirar... Estou cheio de trabalho. - Jhonny segurou meu ombro e saímos do escritório dele, mas antes eu olhei novamente aquele revólver. - Vamos. - Jhonny me apressou segurando a porta e eu saí de vez. - Olha Gabriel. Em seu quarto tem um banheiro e um frigobar, é exatamente para você não perambular durante a noite pela casa ouviu bem? - Jhonny me acompanhava até o meu quarto. - Mas por que eu não posso sair? - Muitos não te conhecem. E fazem ronda pela fazenda, se caso eles encontrarem um rosto diferente pela madrugada... Você pode ter certeza que eles irão atirar. - Certo... - Respondi abrindo a porta do meu quarto. - Mais alguma coisa? - Jhonny perguntou. - Sim... Por acaso você sabe se aquela loira ferida sobreviveu? - Sobreviveu. Está se recuperando! Mas fique longe dela... Ela está prometida para se casar com um mafioso. - Jhonny respondeu me analisando. - Prometida? Como assim?! É como antigamente?! Forçar um casamento? - Aquela conversa era intragável para mim! Como alguém em pleno século 21 forçam garotas a se casarem?! - Sim... Mas isso não interessa a você! Então não chegue perto dela ouviu bem? - Novamente Jhonny me aconselhou e eu respirei fundo. - Eu já entendi. - Certo. - Jhonny saiu pelo corredor e eu fechei a porta. Eu tirei minha blusa e fui para o banheiro. Eu me olhei no espelho e era nítido! O meu rosto brilhava naquela casa. Eu estava amando, eu sabia que eu não iria me arrepender de conhecer meu avô! Eu tomei um banho rápido e saí do banheiro secando minha nuca com o meu corpo nú. Eu iria pegar minha roupa mas me assustei ao ver aquela garota loira com seus cabelos soltos até suas cochas, o cabelo dela era imenso. Ela estava pálida e respirava ofegante colocando a mão na costela dentro do meu quarto, seu vestido azul estava manchado de sangue. Por um segundo eu havia me esquecido que meu corpo estava exposto. Mas logo minha ficha caiu e enrolei a toalha em minha cintura. - Me ajude. - Ela falava com uma voz doce e parecia querer desmaiar. Eu fui até ela e aquela loira perdeu suas forças desmaiando em meus braços. Eu Paralisei... Eu simplesmente travei ao encarar a beleza dela. Ela era branca como um algodão e apesar de está pálida seus lábios tinham cor de salmão, seus cílios eram imensos e seus cabelos eram tão lindos e quase a escondia, seu corpo pequeno e magro facilitou pegar ela no colo. Eu abri a porta e chamei por ajuda. Eu vi Jhonny sair de um dos quarto e me viu no corredor com ela em meus braços. Ele veio quase correndo e tirou ela dos meus braços. - O que eu falei Gabriel?! Fique longe dela! - Jhonny estava irritado. - Eu não tenho culpa se ela apareceu em meu quarto pedindo ajuda! - Respondi nervoso segurando minha toalha antes que eu ficasse *pelado naquele corredor. - Ela deveria está tendo alguma alucinação! Agora volte para o seu quarto e tranque sua porta! - Jhonny respondeu firme e a levou pelo corredor. Eu só podia ver ele de costas segurando ela e seus cabelos soltos como um véu de noiva balançavam como uma dança.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD