Esmeralda olha para mim inocentemente, tão inocentemente que chega a causar um pouco de excitação em mim. Eu sei que ela não percebe o que está acontecendo, deve estar confusa e não deve saber que está prestes a se entregar para mim. Está prestes a ser minha.
Mas isso é normal. A coitada não deve ter experiência nenhuma nesse mundo. Se ela confia em todo mundo, só vê bondade nas pessoas, ela pode sofrer muito nessa vida. Mas isso não é problema meu. Na verdade, estou até ajudando ela a abrir os olhos e perceber que o mundo não é um conto de fadas. Ela precisa entender que o mundo não é para as pessoas ingênuas, para as pessoas adoráveis que acham que tudo é cor de rosa. Que ela perceber isso, vai aprender a sobreviver nesse mundo de predadores esfomeados.
E eu sei que não sou o melhor ator, mas ela não desconfiou de mim nem um pouco, não percebeu que nada foi acidental. Eu planejei tudo. Meu carro não avariou, meu celular tem bateria e paguei por esse quarto antes de me encontrar com ela. E o meu plano funcionou na perfeição. Estamos aqui, só falta ela tirar a roupa e a gente t*****r.
Digamos que sou bom com planos e a enganar as pessoas. Sou muito bom a mentir e a inventar desculpas. Eu sei que não se deve se orgulhar dessas coisas, mas isso pode salvar vidas. Cada um mente do seu jeito, cada um vive a sua vida e cada um recebe o que merece. Só que ela é muito ingênua, ela nem percebeu que o carro não estava avariado.
Eu seguro a sua mão, que está tremendo um pouco. — Está tremendo! Porquê está tremendo?
Olho para seus olhos verdes. Eu acho que ela percebeu o que está acontecendo, quer dizer, eu tirei a roupa e me aproximei dela de um jeito sexy. Não preciso de fazer um desenho para que ela perceba que eu quero t*****r com ela. Ou será que preciso?
— Nada! — Ela responde. Pelo menos não se afasta, não grita ou tenta fugir. Gosto quando as vítimas colaboram.
— Eu vou tomar um banho. Você quer? — Olho para seus p****s.
— Talvez... Talvez depois. — Ela não se move. Dou mais um passo, se eu der mais estaremos nos beijando.
Mas eu não faço isso. Não agora, a noite ainda é uma criança e eu tenho muitos planos. Não vejo a hora de tirar essa roupa e esquecer dos problemas. Eu quero rir, mas me contenho. Não posso estragar o meu plano. A vítima vai colaborar comigo. Eu sei que sim. Acho que já está tão envolvida que é capaz de fazer o que eu quiser. A sensação é ótima. Alguém na sua mão, para fazer e desfazer. Não sei se existe vítima melhor do que essa.
— Não. Vá você primeiro. — Me afasto para deixar ela mais à vontade. Mas só por agora, porque depois eu não terei piedade.
— E-Está bem. — Ela caminha até o banheiro e fecha a porta.
Eu aproveito para pedir o serviço de quartos. Peço um jantar romântico, porque tenho a suspeita de que Esmeralda gosta de romance. Ainda bem que não esqueci o nome dela. E que já tenho o número dela. Eu sempre soube que as coisas seriam fáceis.
Desligo o meu celular, tiro a minha calça e cueca boxer, ficando completamente nú. Eu vou até ao banheiro e abro a porta devagar para espreitar. Eu só não jogo ela contra a parede e beijo a sua boca nesse momento, porque sei que estaria sendo agressivo. Com ela, eu preciso ser um pouco delicado.
Esmeralda está ligando o chuveiro agora, e deixa dizer que ela é bem gostosa. Tenho bom gosto, sei escolher esse tipo de material. Pena é que nunca sei o que vem por dentro.
Não sei esse é o momento certo, apenas fico observando a água escorrendo pelo seu corpo, ela se esfregando como se soubesse que estou vendo tudo e isso só piora as coisas para mim. Acho que se eu entrar ali, ela vai ficar assustada ou é capaz de ficar com raiva. Mas se eu não conseguir t*****r com ela no chuveiro ainda tenho outra chance. A gente vai dormir na mesma cama e não tem como a gente só dormir. Eu vou me certificar disso.
Eu me afasto da porta e visto um robe. Não acho prudente ela saber como a situação está. Talvez depois a gente se divirta. Só preciso me acalmar e ter paciência porque Esmeralda é diferente. Não posso estragar tudo. Não cheguei tão longe para nada.
Eu sei que ontem eu fiquei com Halley, hoje estou desesperado para ficar Esmeralda. Eu acho que estou ficando viciado. Mas não é problema nenhum eu ficar com mulheres, eu não tenho compromisso sério com ninguém. E quero que as coisas estejam assim por algum tempo. Mas se Esmeralda me obrigar a isso, porquê não? Talvez uma ou duas semanas eu namoro com ela e depois quebro seu coração de manteiga. Não seria r**m brincar um pouco.
Fico esperando ela terminar, vendo TV por alguns minutos, até que ela sai do banheiro, vestindo um robe. Eu levanto e vou até ela, que está adorável. Gostaria de poder tirar esse robe e...
— Algum problema? — Pergunta, me tirando dos meus devaneios.
— Apenas... você é linda! — Acho que essa é a única verdade que alguma vez contei para ela.
Ela sorri. — Obrigada.
— Bom, agora é a minha vez. Eu já pedi o jantar. Você vai adorar.
— Está bem.
Eu passo por ela e entro no banheiro, onde além de tomar banho penso num jeito de terminar a minha noite em grande. E amanhã será um novo dia. Mas eu ainda penso em brincar mais um pouquinho. Por pouco tempo.
Mas é claro que eu não vou deixar de me encontrar com Halley. Halley e eu temos um pacto. Ela chama de pacto de s**o, mas não importa. A gente sempre vai se encontrar independentemente se a gente estiver com alguém, o que no meu caso é um pouco complicado. Depois de Madeleine, não tive nenhum relacionamento sério. Digamos que nunca mais confiei em nenhuma mulher. Até as mais santinhas, porque Madeleine também parecia uma santinha quem nem a Esmeralda. Possivelmente, Esmeralda seja igual a ela, ou mesmo que não seja, pode vir a ser. Mas isso já não me importa. Eu arranjei outro jeito de viver a minha vida.
Tomo o meu banho para poder jantar porque estou com muita fome. Mas não tenho apenas fome de comida. Estou me segurando muito com essa mulher. A gente vai chegar lá. Devagar, mas a gente vai chegar.
Jantamos um bife delicioso. Esmeralda não pára de olhar para mim e nem eu para ela. Não sei se estou deixando claro para ela quais são as minhas intenções, porque está me olhando de um jeito estranho. Mas ela é ingênua, não deve ir mais longe. Deve achar apenas que estou gostando dela. Pena que não sabe que já não me apaixono por ninguém.
Não é apenas porque não acho que nenhuma mulher poderia me fazer feliz. Madeleine me quebrou tanto que também acho que não mereço ninguém. Mas a vida é assim. Às vezes, o sofrimento, a dor só vêm para nos tornar mais fortes. Eu não tenho que agradecer Madeleine por isso, eu a odeio, mas graças a ela eu aprendi uma grande lição. Eu aprendi a nunca me entregar de corpo e alma para alguém, aprendi a não dar tudo de mim, porque quando eu fiz isso, nada sobrou. Apenas um coração machucado e muita dor. Eu vivi anos de mentiras.
Corto um pedaço de bife e como de um jeito provocativo, sorrindo algumas vezes para ela. Eu estou me concentrando bastante porque ela está usando apenas o robe, o que significa que praticamente ela está completamente nua. Nós estamos completamente nús, e isso é uma desgraça porque não estamos transando.
Fico pensando em cada pedaço de pele que eu vou morder quando ela sorri para mim inocentemente. Tenho a certeza que na sua cabeça só passam borboletas e unicórnios. Se ela soubesse o que está passando na minha, talvez estaria assustada.
Isso está sendo difícil, mas eu tenho que aguentar. Só preciso que ela confie em mim. Sei que está apaixonada, só não sei se seria capaz de se entregar. Não sei, mas alguma coisa me diz que sim.
Esmeralda é bonita. Agora que estou reparando melhor, eu vejo isso. Seus lábios vermelhos, olhos verdes, cabelos negros compridos, seu queixo bonito, ela tem s***s grandes, barriga fina e pernas grossas, não tem um traseiro muito grande, mas também é bem bonito e tem mãos e pés pequenos, eu diria até como uma princesa. Ela é baixa, mas não tanto e tem um sorriso bonito. Se eu fosse como Harris talvez eu seria capaz de me apaixonar por ela.
Mas, minha querida, não será você a me fazer voltar ao meu estado antigo de i****a apaixonado. Nem você, nem ninguém. Nunca mais. Essas coisas já não me afetam.
— Você está gostando? — Pergunto para quebrar o silêncio.
— Sim. A comida está ótima. — Sorri. Eu queria estar comendo outra coisa.
— Certamente. E o que achou do hotel? É uma maravilha, não é?
— Sim. Tem tudo aqui, menos roupas. Vou ter de usar as mesmas amanhã.
— Não precisa. É só acordar cedo e pegamos um táxi para casa. Mas não se preocupe com isso agora. — Sirvo mais um pouco de champanhe na minha taça. — Tem a certeza que não quer?
— Acho que vou querer só um pouquinho. — Ela diz.
Sirvo para ela também. Obviamente, eu não a embebedaria. Gosto quando as minhas vítimas consentem, depois não podem reclamar de nada porque houve consciência e vontade, não tem graça se não tiver.
— Você tem olhos bonitos. Sério, sempre que olho para você, só me lembro de esmeraldas. — Digo. — Sua mãe foi sábia na escolha do nome.
— Talvez tenha sido. Mas é também engraçado que eu nunca tenha visto uma esmeralda. — Ela dá um gole no champanhe.
— São pedras lindas, verdes como os seus olhos, digamos que são perfeitas. E acho que passaram a ser as minhas preferidas. — Digo, mordendo meu lábio inferior. Eu sou ótimo seduzindo.
— Da noite para o dia? — Ela sorri, brincando com o cabelo distraidamente.
— Por sua causa talvez.
Ela cora, olhando para suas mãos, como se estivesse se escondendo. Eu levanto e fico ao lado dela, estendendo a minha mão. Esmeralda olha para mim com os olhos brilhando. Quanto essa garota gosta de mim? Eu não quero me sentir m*l por isso. Mas tenho a certeza que não vou. Madeleine esmagou o meu coração.
Ela me dá a mão e levanta. Caminhamos até as paredes de vidro e ficamos observando a vista. Eu quero observar uma outra visita, mas preciso ter calma. Até agora fui bastante paciente com ela. Mas tem que ser assim porque estou interpretando um papel importante.
Coloco o braço no seu ombro. — Alguma vez alguém ficou assim com você? Desse jeito?
— Sendo sincera, não.
— Porquê não? Você é tão adorável! — Digo. — Você é perfeita.
— É difícil encontrar a pessoa perfeita.
— É verdade. Mas é apenas difícil para alguns, não para outros. — Viro ela para mim.
— Peter, eu...
— Eu sempre quis estar assim com alguém especial. — Sorrio para ela. — Deve ser uma sensação incrível. Deve ser bom ser amado, mas eu não sei disso porque as mulheres nunca gostam de mim de verdade. — Acho que exagerei dessa vez.
— Alguém machucou você. Eu percebi isso e sinto muito! — Ela toca o meu rosto com sua mão suave. Não vou mentir, seu toque é muito bom.
— Você não está cansada? — Mudo de assunto. — Já ligou para sua mãe?
— Meu Deus! — Ela bate na sua testa e se afasta para pegar o celular.
— Ainda bem que eu lembrei. Mas elas já devem estar preocupadas com você.
— Sim. Tenho a certeza que sim. — Ela está com o celular na orelha. — Mãe! — Ela fecha os olhos ouvindo, depois abre para olhar para mim. — Eu estou bem. Está tudo bem, eu sinto muito não ter avisado. Prometo que amanhã cedo eu estarei ali para explicar tudo. — Ela sorri. — Mais uma vez, desculpa. Eu acabei esquecendo depois. Mas amanhã a gente conversa. — Pausa. — Eu também te amo! — Desliga e vem até mim novamente.
— Ela estava brava?
— Um pouco. Mas amanhã eu resolvo as coisas com ela.
— Está bem.
Eu me aproximo dela e afasto seu cabelo do seu rosto. Ela olha para mim, não parecendo ter percebido nada ainda. Isso é um pouco chato, mas tudo bem. Eu sou um homem paciente.
Toco o seu ombro, me aproximo mais um pouco dela e seguro as suas mãos para que possa me tocar. Guia sua mão esquerda para dentro do meu robe, para o meu peito para que ela possa sentir a minha pele.
— Sua mão é tão suave e perfeita! — Digo.
— Peter, o que você está fazendo? — Ela pergunta.
— Sentindo você! — Digo e beijo seus lábios.
Prendo o seu corpo no meu, beijando sua boca com desespero, porque fiquei a noite toda querendo fazer isso. E tal como eu esperava, ela tem um gosto muito bom, sua boca é uma delícia, e quando ela se entrega no beijo, puxando levemente o meu cabelo, me beijando com fervor, fazendo nossas línguas dançarem, nesse momento eu tenho a certeza que ela fará tudo que eu disser. Ela vai se entregar para mim com um simples estalar de dedos.