O Jogo de Máscaras

1468 Words
Narrado por Mason Dasílis: Meu escritório, o famoso Blackwood, localizado no topo de um elegante edifício de vidro, é um refúgio de luxo e sofisticação. Com paredes revestidas de painéis de madeira escura, móveis de couro e uma vista deslumbrante da cidade, o ambiente reflete perfeitamente o status e a riqueza que possuo. Sou um homem de negócios, que muitos consideram astuto e calculista, e já estou acostumado a lidar com situações complicadas. No entanto, hoje me preparo para algo fora do comum. A reunião com a família Muller estava marcada para a tarde. Quando os Muller entraram no escritório, foi como se uma nuvem de desespero e tensão pairasse sobre eles. O pai, Walter Muller, estava visivelmente nervoso, enquanto a esposa, Ivone, mantinha uma expressão de resignação. A filha, Ezra, parecia inquieta, tentando não olhar para mim. Sentado atrás de uma grande mesa de mogno, eu os observava, intrigado e um pouco surpreso. — Boa tarde, Sr. e Sra. Muller, senhorita — cumprimentei, levantando-me e oferecendo um sorriso cortês, mas sem calor genuíno. — Por favor, sentem-se. Compreendo o seu desespero, já que a dívida é exorbitante. Os Muller tomaram seus assentos, cada um revelando sua apreensão pela postura. Eu me acomodei em minha cadeira, cruzando as pernas e estudando-os com um olhar perspicaz. — Como sabem, estou ciente da situação financeira complicada em que vocês se encontram — comecei a falar, com palavras precisas e controladas. — A dívida com meu escritório é substancial e temos discutido as opções de pagamento. Eu sabia que eles não tinham nada a não ser trabalhar para mim, e não havia outras maneiras de pagar. Walter Muller limpou a garganta tentando falar, mas foi Ivone quem tomou a frente. — Senhor Dasílis, queremos resolver isso da melhor maneira possível — disse a senhora Muller, com a voz trêmula. — Estamos dispostos a negociar qualquer coisa para quitar a dívida. Isso foi um alívio, pensei comigo mesmo, mas meus olhos permaneceram frios e calculistas. — Eu aprecio a disposição de vocês para negociar, mas, infelizmente, a situação é mais complicada do que parece — respondi diretamente, tomando toda e qualquer contramedida que eles pudessem oferecer. — Precisamos de uma solução que seja benéfica para ambas as partes. Foi então que a jovem Muller pigarreou ao lado da sua madrasta, tomando a minha atenção, pegando na mão da sua mãe substituta, erguendo um pouco o toráx, com a intenção de exibir um par fartos de s***s, no vestido rosa claro, franzi um pouco o cenho buscando compreender a sua intenção. — Eu tenho uma proposta. — Sussurrou apesar da sua postura, me deixando um pouco intrigado, que proposta uma jovem teria a fazer como solução dos problemas financeiros da sua família, pela maneira que olhou para os seus s***s, e em seguida olhou para mim, não pude deixar de observar o seu rosto, a pele clara, os olhos incrivelmente pretos, tão redondos, quanto graúdos, os cílios grandes, evidentemente marcados pelo excesso de maquiagem. O Nariz extremamente fino, os lábios cheios e vermelhos por causa do batom. Ergui uma das minhas sobrancelhas, mas não fiz comentários, a suposta jovem, parecia-me um pavão, ao exibir sua calda, mas o seu charme, eram definitivamente o seu par de s***s bem fartos, quase a saltar do vestido. Em vez de continuar a olhar, indiquei uma cadeira para a jovem Muller, e ao sentar, a observei com interesse. — Ezra — disse o seu pai, um pouco surpreso. —Que proposta você pode ter para o senhor Dasílis? — Disse ele demonstra tão surpresa quanto eu, a jovem Ezra segura da mão da madrasta sorri fraco. Ezra assentiu e, em seguida, se voltou para os Muller. —Papai, Ivone— começou Ezra, sua voz firme e controlada. — Tenho uma proposta que pode resolver a situação de forma rápida e eficaz. Os Muller olharam para Ezra, confundidos e curiosos. — Do que você está falando? — perguntou Walter, a preocupação evidente em sua voz. Ezra olhou para mim, novamente e então se voltou novamente para os Muller. — O senhor Dasílis e eu podemos chegar a um acordo — disse Ezra. — Estou disposta a assumir a dívida da família Muller, sob uma condição. Ergui ambas a sobrancelhas, sem imaginar qualquer condição possível, o que ela poderia fazer? Os seus olhos brilharam com um brilho calculista. Ela havia planejado algo mais complexo e oportuno do que parecia. — Qual é a condição? — perguntou sua madrasta, seu tom revelando a mistura de esperança e ceticismo. Ezra respirou fundo antes de revelar o que parecia ser a solução para o problema. — Soube que o senhor Dasílis esteve procurando uma esposa recentemente, ele deseja ter um herdeiro — anunciou ela, sua voz implacável. A notícia me deixa desconfortável, era algo sigiloso, como essa mulher poderia saber disto? — Como soube disto? — Indaguei notando que pela expressão frígida em seu rosto, também era de conhecimento de sua madrasta. A verdade é que eu não desejava realmente uma esposa, mas sim ter um herdeiro. —Notícias correm, boatos, senhor Dasílis. — A sua madrasta interviu pouco sorridente. — Eu me proponho a ser sua esposa, lhe dar um herdeiro, como quer, mas num acordo, o acordo é que, como parte desse casamento, a dívida da família Muller será quitada. A revelação caiu como uma bomba. Walter e Ivone olharam para Ezra com uma mistura de choque e confusão. — Casamento? — Walter repetiu, sua voz cheia de incredulidade. — Como isso resolve nossa situação?— Eu havia oferecido uma boa quantia em dinheiro para possíveis mulheres que o fizesse o proposto, mas até o momento nenhuma havia se comprometido para isto. — Com um casamento, o senhor não precisará de uma barriga de aluguel, nem comprar uma esposa, senhor Dasílis. — A boca do seu pai ficou entreaberta com tal proposta, em silêncio mantive-me, a proposta não era de tão m*l ou r**m. Ezra continuou, com uma frieza calculista. — O senhor e eu teremos um acordo formal, e como parte disso, a dívida da família Muller será cancelada. O casamento será um meio de assegurar que a dívida seja liquidada e que nossos interesses mútuos sejam protegidos. Mantive-me apenas, observando a reação dos Muller, não pôde deixar de sentir um certo prazer ao ver a perplexidade em seus rostos. Para mim, o casamento com Ezra era uma oportunidade de resolver um problema financeiro com algo muito desejado, mas a oferta era boa demais. — Portanto, — disse-lhe, interrompendo o silêncio que se seguiu —, se vocês aceitarem o acordo, a dívida será totalmente quitada, e vocês poderão começar de novo sem esse peso. Caso contrário, continuaremos a buscar outras formas de resolução. Os Muller estavam atônitos, sem saber como reagir. Ivone olhou para o marido, e Walter, embora ainda visivelmente perturbado, parecia estar considerando a proposta. — Mason, Ezra — disse Ivone, sua voz agora um pouco mais firme —, precisamos de um tempo para pensar sobre isso. Essa proposta é inesperada e complicada. Apenas acenei com a cabeça, compreendendo a necessidade de um tempo para reflexão, uma boa investigação sobre aquela jovem. — Claro, — digo-lhe com um tom compreensivo, mas com um sorriso que não alcançava seus olhos —, tomem o tempo que precisarem. No entanto, peço que façam uma decisão o mais breve possível, para que possamos seguir com os próximos passos, a dívida deles estava prestes a vencer, algo deveria ser feito sobre isto. Os Muller levantaram-se lentamente, ainda processando a proposta. Ezra observou-os sair do escritório, seu olhar firme e determinado. Eu permaneci na cadeira, processando o desenrolar dos eventos. Até que sem muita cerimonia, a jovem levantou-se em seguida. — Até mais senhor Dasílis. Disse, ganhando a porta, por trás daquela mente havia algo, o que não demorei tanto a descobrir. Iniciando uma investigação minuciosa sobre a mesma, uma mulher de cunho interesseiro que se envolve com homens por interesse, sem ao menos importa-se se são casados, o sorriso lascivo brotou em meus lábios a cada informação que obtive sobre Ezra e sua madrasta. Afinal, ela é a candidata perfeita, casar, engravida-la e ao ter meu herdeiro, qualquer quantia seria suficiente para me livrar dela sem problemas. ****** — Parece que temos um acordo, então — digo-lhe ao encontrar-mos outra vez. Ezra sorri, e diz sim sua voz baixa e cheia de significado. Ezra me olha com um brilho de satisfação em seus olhos, mas nada parecia mais radiante que o seu pai e sua madrastra, o casamento lhe beneficiaria de alguma maneira, já que estão na lama. Reunindo-me com advogados, não fora díficil elaborar um contrato, tudo estava indo bem, mas do que o esperado. — Sim, parece que temos. Agora, vamos garantir que tudo corra como planejado.
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