Ele não estava com uma cara nada boa. Assim como eu, ele tinha olheiras em volta dos olhos. Sua expressão era vazia, com um olhar pesado. As minhas mãos tremeram, assim que fechei a porta atrás de mim, e dei alguns passos para me aproximar. Ele me olhou mais uma vez, descendo o seu olhar pelo o meu corpo, como se estivesse calculando alguma coisa. Até que ele pigarreou, e se sentou em sua cadeira, me encarando de forma séria e impassível. Eu devia ser a primeira a falar? Como poderia começar essa conversa? Eu estava tão nervosa, que mau conseguia pensar em qualquer coisa de forma coerente. Mas, daí eu me recordei de algo importante. — A sua família está bem? Aconteceu alguma coisa com a ligação de Daniel? – eu gaguejei, segurando as minhas mãos no colo, sentindo o meu corpo trêmulo.

