A tensão na sala era tão densa que poderia palpar em minhas mãos, sob o olhar pesado dela para o meu rosto. Ela estava me atravessando e me dobrando em mil pedaços, me deixando tão pequena à ponto de estar invisível, se seus olhos não estivessem grudados aos meus, como se estivessem me mostrando o seu poder de visibilidade. Quem seria capaz de dizer o contrário do que ela afirmava? Ela estava analisando o meu erro clinicamente e ela não poderia ter mais razão. Eu não sabia onde estava com a cabeça por aceitar aquela ideia absurda do Louis – mesmo que a intenção dele não tenha sido maldosa. Eu sabia que não era parte da minha competência, e mesmo assim eu me permiti sonhar por um momento. Foi de livre e completa inocência, já que não pretendia prejudicar ninguém, e muito menos causar uma im

