— Sim, nós poderíamos... — Por que deixou esse detalhe de fora? – ela me interrompeu mais uma vez, me deixando com os nervos à flor da pele. — Não é o tipo de coisa que eu saio contando gratuitamente – dei de ombros. — É um negócio à parte que começou antes de eu ir para a editora. — Entendi... – ela engoliu em seco. — Tem... gente trabalhando lá dentro à essa hora? – ela perguntou, com receio. — Não está em horário de funcionamento, mas tem alguns funcionários, e as dançarinas devem estar ensaiando. – Expliquei, pacientemente. — Eu quero entrar – ela olhou para mim, e abriu a porta em seguida, saindo do carro. Eu respirei fundo, buscando paciência no fundo da minha alma. Nós andamos lado a lado na calçada, e assim que chegamos até o prédio, eu abri as portas da frente para ela ent

